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MCTI lança programas Chip Tech Brasil e Champion Chip para impulsionar capacitação em semicondutores

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) participou nesta terça-feira (26), em Manaus, da abertura do Chip in the Jungle 2025. O evento reúne dezenas de especialistas nacionais e internacionais na área de tecnologia entre os dias 25 de agosto e 2 de setembro. Com participação virtual do secretário de Ciência e Tecnologia para Transformação Digital do MCTI, Henrique Miguel, e presencial do coordenador-geral de Tecnologias em Semicondutores, Alessandro Campos, a pasta anunciou duas iniciativas voltadas à capacitação em semicondutores: o Chip Tech Brasil e o Champion Chip.

O Chip Tech Brasil tem como missão a formação de profissionais altamente qualificados em todo o país, por meio de programas imersivos e especializados em diferentes etapas de maturidade profissional coordenados pela Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex). A iniciativa reúne os programas CI Inovador, voltado a quem está dando os primeiros passos no setor de semicondutores; o CI Digital, dedicado ao design digital de circuitos integrados; o CI Expert, que atende profissionais já experientes em busca de especialização; e o EmbarcaTech, uma residência tecnológica que promove capacitação hands-on em sistemas embarcados.

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“O Chip Tech Brasil integra o Programa Brasil Semicondutores (Brasil Semicon), eixo fundamental da política Nova Indústria Brasil (NIB), que tem na formação de recursos humanos um de seus principais pilares. A iniciativa nasce como um grande portal de referência para as atividades em semicondutores no país e, no futuro, deverá também incorporar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, além de ações voltadas à melhoria do ambiente de negócios”, destaca Alessandro Campos.

Já o Champion Chip é voltado para professores e estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental, todos os anos do Ensino Médio ou Técnico e Educação de Jovens e Adultos (EJA). Com execução do Centro de Pesquisas Avançadas Wernher von Braun, o Núcleo Softex Campinas (NSC) e o Manna Team, o programa propõe despertar vocações e ampliar o acesso ao conhecimento em semicondutores, integrando estudantes do ensino fundamental ao superior.

A iniciativa adota o conceito OnLife, que conecta atividades presenciais, online e híbridas, com recursos disponibilizados em nuvem e suporte de ambientes virtuais como o Manna Metaverso. Além de oficinas e microcredenciais, o projeto contará com um desafio final de design de chips. A meta inicial é capacitar 400 jovens em todo o Brasil, incentivando a próxima geração de especialistas em microeletrônica. As inscrições serão abertas nas próximas semanas.

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Estratégico para a economia nacional e para o desenvolvimento tecnológico, o setor de semicondutores brasileiro já movimenta mais de R$ 3 bilhões por ano, gera mais de 2.500 empregos qualificados, investe cerca de US$ 100 milhões anuais em atividades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) e já mobilizou US$ 2,5 bilhões em infraestrutura fabril, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Semicondutores (Abisemi).

Com informações da Softex

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Cerâmica ancestral renasce pelas mãos de mulheres da Amazônia

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Uma história viva. É assim que a coordenadora do Grupo de Agricultores Orgânicos da Missão, Bernardete Araújo, descreve a japuna, um tipo de forno de origem indígena. Hoje, essa e tantas outras peças há tempos esquecidas voltam a ganhar vida pelas mãos de mulheres agricultoras e ceramistas da comunidade que fica em Tefé (AM), graças ao projeto Cadeias Operatórias das Japuna no Médio Solimões.  

“A japuna, para mim, significa a história viva, um museu vivo. Eu via, desde pequena, minha mãe produzindo e usando essa peça para torrar farinha, café, cacau, milho e castanha. Estamos resgatando o conhecimento tradicional das nossas mães, avós e bisavós”, conta a coordenadora. Outro ponto positivo de voltar a adotar a técnica ancestral é a possibilidade de gerar renda com a venda de vasos, fogareiros, fruteiras e panelas. 

A iniciativa reuniu as mulheres da associação Clube de Mães para atuar em todas as etapas do processo, chamada pelos arqueólogos de cadeia operatória das japuna. Esse processo vai desde a coleta do barro na própria comunidade, passando pela modelagem e pela queima natural do material, até a finalização das peças, práticas aprendidas com suas antepassadas. 

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O projeto conta com três eixos de pesquisa: o primeiro com base em escavações na região; o segundo, de caráter etno-histórico, fundamentado em relatos de livros históricos e na memória das mulheres; e o terceiro, etnográfico, baseado na observação das técnicas das ceramistas da comunidade. A iniciativa é uma parceria entre o grupo e o Instituto Mamirauá, organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

Segundo a arqueóloga do Mamirauá e uma liderança da iniciativa, Geórgea Holanda, há anos a produção das japuna estava adormecida, com risco de ser extinta. “Mas elas estavam presentes na mente das ceramistas. Então, por meio do projeto, foi possível colocar em prática esse conhecimento. Que foi repassado de geração para geração pelas suas antepassadas”, conta.  

“Voltar a fazer as japuna é como o resgate do conhecimento tradicional dos nossos pais. A gente tem que manter viva essa tradição, esse conhecimento e a continuidade dessa história da nossa ancestralidade”, diz Bernardete. 

De acordo com Geórgea, a relação entre o instituto e a comunidade acontece de forma participativa, sempre respeitando as decisões das pessoas da comunidade. “Esse trabalho só foi possível porque elas aceitaram e passaram esse rico conhecimento para nós”, finaliza a arqueóloga. 

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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