Educação

MEC promove encontro formativo sobe o Toda Matemática

Publicado

Para fortalecer o ensino da matemática na educação básica, o Ministério da Educação (MEC) promoveu o 1º Encontro Formativo da Rede Nacional de Ancoragem da Estratégia de Implementação (Renamat), que integra o Compromisso Nacional Toda Matemática do Ministério da Educação (MEC). O encontro foi organizado pela Secretaria de Educação Básica (SEB), nos dias 16 e 17 de junho, em São Paulo (SP), e contou com gestores, especialistas, formadores e representantes de instituições educacionais de todas as regiões do país.  

O objetivo foi consolidar a Renamat como um espaço permanente de diálogo, cooperação e construção coletiva. Para o MEC, o encontro foi uma oportunidade de reafirmar o seu compromisso com o fortalecimento do regime de colaboração e a construção de uma rede nacional capaz de ampliar a qualidade da educação matemática em todo o país.  

O foco central do encontro foi o alinhamento de estratégias curriculares, pedagógicas e formativas do Compromisso, bem como o fortalecimento de ações para a implementação de políticas públicas territoriais voltadas à aprendizagem matemática nas etapas iniciais da educação básica. 

Na abertura, os participantes apresentaram a contextualização do encontro, os objetivos da rede e os principais desafios para a implementação de ações articuladas em âmbito nacional. O coordenador-geral da Comissão de Gestão Fazendária (Cogef), Victor Both Eyng, ressaltou a importância do trabalho da rede. 

Leia mais:  Pesquisa nacional do MEC avalia impacto da lei de celulares

“A Renamat é fundamental para garantir a aproximação e o diálogo nos territórios e entre todas as políticas públicas educacionais por meio da matemática, que transversaliza a educação básica. Cada articulador e articuladora cumpre um papel-chave em mobilizar e trabalhar junto aos estados e municípios para o desenvolvimento de ações locais pela matemática”, destacou. 

O evento contou ainda com a palestra da educadora Katia Smole, que abordou a aprendizagem matemática nos anos iniciais como um importante preditor do sucesso na trajetória escolar dos estudantes. A programação técnica incluiu oficinas para estudo dos Guias de Orientação Curricular e Avaliação e de Formação Continuada para Matemática, recentemente lançados pelo MEC como materiais de apoio técnico à implementação do CNTM. Houve também a apresentação de materiais formativos destinados aos anos iniciais, sob coordenação da professora Fabiana Fiorezi da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). As atividades buscaram apoiar estados e municípios na implementação de ações formativas alinhadas às diretrizes nacionais para o ensino de matemática. 

Integração sistêmica – No segundo dia, a agenda foi compartilhada com a Rede Nacional de Articulação de Gestão, Formação e Mobilização do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (Renalfa), sob o intuito de reforçar a importância do regime de colaboração entre União, estados e municípios.  

A proposta foi promover uma atuação sistêmica entre as políticas de alfabetização e de educação matemática, fortalecendo estratégias integradas para garantir o direito das crianças brasileiras à alfabetização matemática. Durante o encontro, Tereza Farias, diretora de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica do MEC, afirmou que a articulação entre as redes é fundamental para ampliar a efetividade das políticas educacionais e assegurar melhores condições de aprendizagem aos estudantes dos anos iniciais.  

Leia mais:  Confira passo a passo para inscrição nas vagas do Sisu+

O encontro contou com a presença da diretora de Formação Docente e Valorização dos Profissionais da Educação, Rita Esther de Luna, e do coordenador-geral de Alfabetização (COGEALF/MEC), João Paulo Mendes.  

Formação continuada – Outro tema debatido foi o currículo de matemática dos anos iniciais. Na ocasião, houve a aula inaugural do Curso de Aperfeiçoamento em Implementação de Políticas Públicas pela Matemática, desenvolvido em parceria entre o MEC e a Universidade Federal do Ceará (UFC). 

O curso faz parte da estratégia de apoio à Renamat e busca fortalecer a implementação da política nacional de matemática nos estados e municípios, por meio de uma atuação sistêmica, colaborativa e sensível às especificidades territoriais, a fim de garantir que as ações formativas e pedagógicas dialoguem com as diferentes realidades educacionais do país e com as ações já em curso. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB 

Fonte: Ministério da Educação

Comentários Facebook
publicidade

Educação

Ideb avança em todas as etapas da educação básica no Rio Grande do Norte

Publicado

De 2023 a 2025, em uma escala de 0 a 10, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ensino fundamental do Rio Grande do Norte passou de 5,3 para 5,7 nos anos iniciais e de 4,1 para 4,6 nos anos finais. Já o Ideb do ensino médio passou de 3,7 para 4,2. Na rede pública do estado, o resultado passou de 4,8 para 5,2 nos anos iniciais; de 3,7 para 4,2 nos anos finais; e de 3,2 para 3,9 no ensino médio. Com esses resultados, o Ideb alcançou, nas três etapas avaliadas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.  

“Os resultados revelam que o Rio Grande do Norte teve, em 2025, seus melhores resultados no indicador brasileiro. Esse é o melhor Ideb da série histórica, provando que a escola dos nossos filhos é melhor que a escola que nós tivemos. Em 20 anos, o Brasil enfrentou, simultaneamente, três problemas históricos da educação: colocou mais estudantes na escola, melhorou sua trajetória e elevou a aprendizagem. Os resultados do Ideb 2025 fecham um balanço de 20 anos de compromisso nacional pelo acesso, pela permanência e pela qualidade da educação. Fizemos muito, mas ainda há muito o que fazer. Chegou a hora de um novo salto para o futuro, que é a melhoria da aprendizagem”, defende o ministro da Educação, Leonardo Barchini.

Os dados do Ideb e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) referentes a 2025, que revelam o desempenho da educação básica brasileira, calculados pelo Ministério da Educação (MEC) por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), foram divulgados nesta quarta-feira, 5 de agosto.  

Aprendizagem de língua portuguesa e matemática – Em uma escala que vai de 0 a 500, no 5º ano do ensino fundamental, em português, a avaliação do Rio Grande do Norte passou de 201,00, em 2023, para 207,99 pontos, em 2025; e em matemática, de 209,07 para 217,68. No caso do 9º ano do ensino fundamental, em português, a média passou de 250,31 para 255,84, e em matemática, de 246,10 para 254,56. Já no 3º ano do ensino médio, em português, o resultado passou de 267,52 para 269,92; e em matemática, de 263,79 para 265,59.  

Leia mais:  PET: divulgado resultado final da seleção de auditores

“O Saeb 2025 mostra que o Brasil foi capaz de fazer em apenas quatro anos o que estudos projetavam levar uma década: recuperar a aprendizagem perdida durante a pandemia de Covid-19. Esse resultado demonstra que, com políticas públicas consistentes, investimento e o compromisso de estados, municípios, professores e estudantes, é possível acelerar a aprendizagem. Os melhores resultados de quem passa mais tempo na escola reforçam nosso plano de ampliar a educação em tempo integral e o ensino médio integrado à educação profissional, para que os estudantes aprendam mais, em segurança, e estejam mais preparados para o mundo do trabalho”, defende Barchini.   

O Saeb 2025 avaliou 5,9 milhões de alunos distribuídos por 73,7 mil escolas e 247,7 mil turmas em todo o território nacional.  

Estados – Todas as Unidades da Federação (UFs) tiveram resultados superiores nos anos iniciais do ensino fundamental. Nos anos finais, 24 UFs tiveram índices maiores, dois estados ficaram estáveis e um estado registrou queda. No ensino médio, 23 UFs subiram o Ideb, três mantiveram os índices de 2023 e uma registrou queda. 

O Ideb 2025 descreve a realidade de 14,5 milhões de matrículas nos anos iniciais do ensino fundamental em 101 mil escolas. Nos anos finais, retrata 11,2 milhões de matrículas em 61 mil escolas. Em relação ao ensino médio, os resultados do Ideb correspondem a 7,3 milhões de matrículas em 30 mil escolas. 

Ideb Ensino Fundamental | Anos Iniciais | Por UF | 2025

Ideb Ensino Fundamental | Anos Iniciais | Por UF | 2025
Fonte: Inep/Ideb, 2025
Leia mais:  MEC investiu mais de R$ 72,2 milhões em EPT no Rio de Janeiro

Ideb Ensino Fundamental | Anos Finais | Por UF | 2025

Ideb Ensino Fundamental | Anos Finais | Por UF | 2025
Fonte: Inep/Ideb, 2025

Ideb Ensino Médio | Por UF | 2025

Ideb Ensino Médio | Por UF | 2025
Fonte: Inep/Ideb, 2025

Ideb – O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), criado em 2007, no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), é um indicador que combina o desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática no Saeb com as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar, permitindo acompanhar a qualidade da educação básica brasileira. Integra o conjunto de indicadores utilizados para o monitoramento das metas educacionais previstas no Plano Nacional de Educação (PNE). Considerando que a vigência do PNE foi prorrogada até 31 de dezembro de 2025, o índice permanece como referência para o monitoramento das políticas educacionais e para a avaliação dos avanços e desafios na consecução dos objetivos estabelecidos pelo PNE durante o período de vigência.

Saeb – O Sistema de Avaliação da Educação Básica, criado em 1990, é um conjunto de avaliações externas em larga escala aplicado bienalmente a estudantes da educação básica. A avaliação é composta por testes e questionários que apresentam informações sobre o desempenho dos estudantes e sobre fatores contextuais relacionados ao processo educacional. As médias de desempenho obtidas no Saeb, em conjunto com os dados de fluxo escolar do Censo Escolar, compõem o Ideb. Os resultados também permitem o acompanhamento de indicadores educacionais por escolas, redes de ensino e UFs ao longo das diferentes edições da avaliação.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep

Fonte: Ministério da Educação

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana