Educação

MEC visita instalações da escola superior de ciência em SP

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O Ministério da Educação (MEC) visitou, nesta segunda-feira, 18 de maio, a Ilum Escola de Ciência, em Campinas, São Paulo. A unidade oferece ensino superior gratuito em ciência e tecnologia, com metodologia inovadora e interdisciplinar voltada para formar cientistas capazes de criar soluções para problemas complexos e de atuar em ambientes dinâmicos. Antes da visita, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, também esteve presente na inauguração de quatro novas linhas do acelerador de partículas Sirius do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), acompanhando o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. 

Durante o evento no CNPEM, o presidente Lula falou sobre o novo cenário mundial acerca das terras raras e como a ciência e o conhecimento possibilitados pelo Sirius podem auxiliar o Brasil a evoluir para dar um salto de qualidade e conseguir explorar as riquezas do país. Também destacou a importância do investimento em educação para diminuir a desigualdade.  

“É muito mais barato e muito mais eficaz para o futuro a gente acreditar na educação brasileira. Portanto, não tem mais volta, nós vamos fazer um projeto. Está aqui meu ministro da educação, que terá que apresentar para mim um projeto convincente. Se ele disser que com R$ 200 bilhões investidos nos próximos dez anos, a gente resolve definitivamente o problema da educação neste país, você pode estar certo de que a gente vai aprovar esse investimento em educação”, afirmou Lula. 

18/05/2026 - Visita à Ilum Escola de Ciência.

Na visita à Ilum Escola de Ciência, o ministro Leonardo Barchini destacou que a instituição fornece uma formação de qualidade, integrando prática e teoria em um modelo que está sendo replicado em outras unidades de ensino, como na universidade do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa). “Aqui na Ilum, em três anos, os alunos aprendem o básico da ciência e podem continuar trilhando caminhos no mundo acadêmico, seja em outros cursos de bacharelado ou na pós-graduação. Muitos alunos, inclusive, vêm de longe por conta desse modelo, que abre um novo mundo de oportunidades para eles. Então, a ideia é que continuemos ampliando esse modelo de formação um pouco mais generalista, focado em desenvolver nossa capacidade de pesquisa”. 

A Ilum oferta ensino em período integral e se diferencia pela imersão dos estudantes no ambiente de pesquisa do CNPEM. Na escola, eles têm contato direto com laboratórios de ponta, pesquisadores, projetos científicos estratégicos, salas de aulas equipadas com recursos multimídia, laboratórios especializados, equipamentos especiais, estúdios de gravação e biblioteca. Além disso, a escola custeia moradia, transporte e alimentação e fornece um computador pessoal para uso durante todo o curso. 

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A escola foi fundada em 2022, com o apoio do MEC e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a fim de criar um projeto pedagógico integrador e consistente focado na formação de novos cientistas e ancorado por um ambiente de estímulo ao aperfeiçoamento. Desde então, a Ilum já formou 70 bacharéis em Ciência e Tecnologia de todas as regiões do Brasil e, atualmente, conta com 114 alunos matriculados. No currículo, eles têm acesso a disciplinas de Ciências da Vida, como biologia molecular e bioquímica; de Ciências da Matéria, como nanotecnologia e eletromagnetismo; de Linguagens Matemática, como álgebra linear e análise; e de Humanidade e Empreendedorismo, como ética e cultura digital. 

Para ingressar, os candidatos devem seguir um processo seletivo dividido em três etapas. Em um primeiro momento, eles devem manifestar interesse por meio de um formulário on-line, onde eles contarão sobre suas experiências pessoais e escolares e os motivos de querer estudar na Ilum. Em seguida, a escola utilizará a nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para determinar a classificação dos candidatos – a escola realiza esta etapa automaticamente, não é necessário o envio de informações. Por fim, será realizada uma entrevista com a comissão de avaliação. 

CNPEM – O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais é uma Organização Social supervisionada pelo MCTI e conta com membros da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC. Ele tem como objetivo a promoção do desenvolvimento científico, tecnológico e da inovação no Brasil, bem como a capacitação de recursos humanos, por meio dos laboratórios nacionais, das unidades de pesquisa e das instituições de ensino. O CNPEM reúne equipes multitemáticas especializadas, infraestruturas competitivas e abertas à comunidade científica, linhas estratégicas de investigação, projetos inovadores em parceria com o setor produtivo e formação de investigadores e estudantes. 

18/05/2026 - Inauguração das novas linhas de luz síncroton e visita às obras do Laboratório NB4 – Projeto Órion. Fotos: Bruna Araújo/MEC

Sirius – O acelerador de partículas Sirius foi construído em uma área de 68 mil metros quadrados e funciona como um “supermicroscópio” capaz de analisar estruturas em escala atômicas. Assim, a máquina consegue revelar detalhes das estruturas dos átomos e apoiar pesquisas em áreas estratégicas, como saúde, energia, agricultura, clima, nanotecnologia e novos materiais. Com o equipamento, considerado a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil, o país integra o grupo restrito de nações com fonte de luz síncrotron de quarta geração. 

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Luz Síncrotron – Este é um tipo de radiação eletromagnética extremamente brilhante que se estende por um amplo espectro, isto é, ela é composta por diversos tipos de luz, desde o infravermelho, passando pela luz visível e pela radiação ultravioleta e chegando aos raios X. Com o uso dessa luz especial é possível penetrar a matéria e revelar características de sua estrutura molecular e atômica para a investigação de todo tipo de material. 

As quatro novas linhas serão:  

  • Linha de Luz Tatu: esta será a primeira linha em uma fonte de luz de quarta geração a operar na faixa dos terahertz (THz) e permitirá investigar fenômenos em materiais quânticos, sistemas nanofotônicos e biomoléculas, capazes de analisar estruturas em escala nanométrica. As pesquisas desenvolvidas na Tatu poderão contribuir para avanços em áreas como telecomunicações, computação e processamento de dados baseado em luz, além de ampliar as possibilidades de investigação em ciência de materiais e sistemas biológicos. 
  • Linha Sapucaia: é voltada para estudos com nanopartículas, proteínas, polímeros, catalisadores, medicamentos, fluidos humanos e terapias, além de pesquisas no contexto da parceria científica entre Brasil e China. 
  • Linha Quati: possibilitará investigações avançadas em materiais para as indústrias petroquímica e farmacêutica, além de pesquisas em terras raras e minerais críticos. 
  • Linha Sapê: as pesquisas realizadas terão impactos no desenvolvimento de materiais avançados, com aplicações em energia, saúde e infraestrutura, bem como em materiais supercondutores e semicondutores, estes últimos importantes para o desenvolvimento de novos chips para a indústria eletrônica. 

Agenda – Durante a inauguração das novas linhas, o MEC também participou do lançamento da pedra fundamental do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, desenvolvido com o objetivo de fortalecer a soberania tecnológica nacional na área da saúde. A iniciativa visa ampliar o desenvolvimento nacional de tecnologias estratégicas voltadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), como biomoléculas, biossensores, dispositivos médicos e novos diagnósticos. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Ilum, da Sesu e da Secretaria de Comunicação Social (Secom)

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

MEC e MinC abrem edital para difundir saberes tradicionais

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O Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Cultura (MinC) apresentaram, na terça-feira, 22 de setembro, o edital de Ciclos de Saberes de Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais e Populares e das Artes. A divulgação ocorreu durante a reunião do pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), em Brasília. Na ocasião, também foi anunciado o Observatório de Políticas e Gestão de Cultura nas instituições públicas de ensino superior (Ipes). As inscrições para a chamada pública começarão na sexta-feira, 25 de setembro.

A seleção destina-se a projetos de instituições federais de ensino superior (Ifes) voltados à implementação do Programa Ciclos de Saberes e Conhecimentos Tradicionais e Populares. A iniciativa visa aproximar universidades, escolas públicas e comunidades regionais, promovendo a circulação, a valorização e a transmissão intergeracional de conhecimentos. No MEC, a ação é coordenada pela Secretaria de Educação Superior (Sesu); no MinC, a gestão é realizada pela Secretaria de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura (Sefli) em articulação com a Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC).

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O edital articula política cultural, educação superior, educação básica e extensão universitária, criando um circuito de formação contínua entre a universidade, o território e a escola pública. Ao integrar mestras e mestres como detentores e transmissores de saberes e combinar remuneração, reconhecimento do notório saber, inserção curricular e transmissão intergeracional, a proposta busca fortalecer a diversidade cultural e promover uma relação horizontal entre o conhecimento acadêmico e os saberes tradicionais.

Entre os objetivos da seleção estão a promoção e difusão dos fazeres das culturas populares brasileiras articulados ao ensino, à pesquisa e à extensão universitária; o fortalecimento do diálogo entre as instituições de ensino, as comunidades regionais e as escolas públicas; e a ampliação do reconhecimento de mestras e mestres como agentes de formação cultural.

Observatório – Na mesma solenidade, foi anunciado o Observatório de Políticas e Gestão de Cultura nas Ipes, fruto de parceria entre a Sefli, a Sesu e o Fórum de Gestão Cultural das Instituições Públicas de Ensino Superior Brasileiras (Forcult). O observatório tem como finalidade produzir dados, indicadores e evidências para qualificar as políticas culturais nas universidades e demais instituições públicas de ensino superior. As metas incluem o mapeamento de grupos artísticos, espaços culturais e cursos de formação na área, além da realização de pesquisas sobre planos institucionais de cultura.

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Programa Ciclos de Saberes – O Programa Ciclos de Saberes e Conhecimentos Tradicionais e Populares com Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais e Populares e das Artes conecta a educação superior, a educação básica e os saberes populares. A ação fomenta a inserção de mestras e mestres das culturas tradicionais em atividades acadêmicas de ensino e extensão nas universidades federais, assegurando a remuneração, o reconhecimento do notório saber e a preservação do patrimônio cultural imaterial brasileiro.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu

Fonte: Ministério da Educação

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