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Mercado do milho opera com volatilidade e sem direção clara, em meio a incertezas políticas e climáticas

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Cenário internacional: milho segue sem tendência definida

O mercado internacional de milho permanece em um momento de indefinição, com os preços operando de forma defensiva na Bolsa de Chicago (CBOT). Segundo análise da TF Agroeconômica, o comportamento lateral das cotações é resultado de ajustes técnicos e da falta de um gatilho externo que determine uma direção clara no curto prazo.

Após dois pregões consecutivos de alta, fundos realizaram lucros, resultando na venda de cerca de oito mil contratos — movimento típico em mercados sem tendência consolidada. A combinação entre incertezas políticas nos Estados Unidos e tensões geopolíticas envolvendo Irã, Cuba e Canadá reforça a postura conservadora dos investidores, que preferem estratégias de menor risco.

Além disso, a exclusão do uso do E-15 durante todo o ano do pacote orçamentário norte-americano trouxe frustração ao mercado, reduzindo a expectativa de maior demanda por milho para a produção de etanol. Com isso, as cotações seguem abaixo de médias técnicas importantes, dificultando uma recuperação sustentada.

Dólar mais forte e ampla oferta pressionam Chicago

Na segunda-feira (2), os preços futuros do milho iniciaram o dia em queda na CBOT. Por volta das 10h38 (horário de Brasília), o contrato março/26 era negociado a US$ 4,27 por bushel, com recuo de 1,25 ponto. Já o maio/26 caiu para US$ 4,34, e o julho/26 para US$ 4,40.

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De acordo com o portal Successful Farming, a leve recuperação do dólar contribuiu para a desvalorização dos grãos. O analista Tony Dreibus destacou que um dólar mais forte encarece os produtos americanos para compradores estrangeiros, reduzindo a competitividade das exportações. Além disso, o cenário global de ampla oferta continua pressionando os preços.

Exportações dos EUA e clima argentino limitam quedas

Apesar das pressões baixistas, alguns fatores evitam recuos mais intensos. As exportações de milho dos Estados Unidos seguem aquecidas, com volumes 33,26% superiores aos registrados no mesmo período de 2025, funcionando como um importante piso para as cotações.

O clima seco na Argentina também adiciona um prêmio de risco. Embora o plantio esteja praticamente concluído, as condições das lavouras se deterioraram, com queda nas áreas consideradas boas ou excelentes e redução significativa na umidade do solo. O mercado permanece atento à necessidade de chuvas generalizadas nas próximas semanas para garantir o desenvolvimento da safra.

Mercado brasileiro: correções técnicas e oscilações na B3

Enquanto isso, no mercado doméstico, o milho apresentou movimento misto na B3. Segundo a TF Agroeconômica, os ajustes técnicos e as compras pontuais marcaram o pregão, em meio à pressão de oferta causada pelos altos estoques de passagem e pelo avanço da colheita da safrinha.

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Nos fechamentos da última sessão, os principais contratos tiveram comportamento variado:

  • Março/26: R$ 69,16 (+R$ 0,67 no dia / +R$ 0,32 na semana)
  • Maio/26: R$ 68,80 (+R$ 0,67 no dia / +R$ 0,38 na semana)
  • Julho/26: R$ 67,20 (-R$ 0,06 no dia / -R$ 0,32 na semana)

No acumulado de janeiro, o milho na B3 para março caiu 7,58% (R$ 5,75), enquanto a média Cepea recuou 4,89% (R$ 3,40). Paralelamente, o dólar perdeu 4,39% e o milho em Chicago caiu 2,73%, refletindo um ambiente global de menor apetite por risco.

Abertura da semana: leve alta na B3 contrasta com queda em Chicago

Na abertura do pregão desta segunda-feira (2), o mercado brasileiro operava com movimentações positivas. Por volta das 10h49 (horário de Brasília), as cotações variavam entre R$ 67,27 e R$ 69,55.

Os contratos registravam os seguintes valores:

  • Março/26: R$ 69,55 (+0,56%)
  • Maio/26: R$ 69,18 (+0,55%)
  • Julho/26: R$ 67,27 (+0,10%)
  • Setembro/26: R$ 67,67 (+0,10%)

A divergência entre os mercados interno e internacional reflete a diferença entre fatores locais — como oferta e câmbio — e o cenário externo, ainda condicionado por ajustes técnicos e pelas incertezas políticas e climáticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de defensivos na soja cresce 6% e atinge US$ 10 bilhões na safra 2025-26, aponta Kynetec

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O mercado de defensivos agrícolas utilizados na cultura da soja registrou crescimento de 6% na safra 2025-26, movimentando US$ 10 bilhões, ante US$ 9,45 bilhões na temporada anterior. Os dados são do estudo anual FarmTrak Soja, divulgado pela consultoria Kynetec Brasil, referência em inteligência de mercado no agronegócio.

O desempenho positivo foi sustentado principalmente pelo aumento da área plantada e pela intensificação das aplicações ao longo do ciclo produtivo.

Área cultivada cresce e intensifica uso de tecnologias

De acordo com o levantamento, a área plantada de soja nas regiões analisadas superou 47 milhões de hectares, com alta de 1,5% em relação ao ciclo anterior. Além disso, a intensidade dos tratamentos avançou quase 9%, passando de 30,5 para 33,2 aplicações médias por safra.

Segundo a Kynetec, o cenário poderia ter apresentado crescimento ainda maior não fosse o impacto da desvalorização do real frente ao dólar no período de compra dos insumos, com efeito negativo estimado em 4,5% no desempenho do mercado.

Câmbio limita avanço, mas preços seguem estáveis

O estudo aponta que o investimento médio do produtor por aplicação permaneceu praticamente estável. Em 2025-26, o valor médio foi de R$ 35,89, levemente acima dos R$ 35,61 registrados no ciclo anterior.

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Mesmo com oscilações cambiais, o setor manteve estabilidade de preços em reais, sustentando a expansão do mercado em dólar.

Fungicidas lideram participação no mercado

Entre as categorias de produtos, os fungicidas seguem na liderança, respondendo por 39% do mercado total, o equivalente a US$ 3,9 bilhões.

Na sequência aparecem:

  • Herbicidas: US$ 2,5 bilhões (24%)
  • Inseticidas: US$ 2,3 bilhões (23%)
  • Tratamento de sementes, nematicidas e outros: US$ 1,4 bilhão (14%)

O levantamento também destaca a expansão da área potencial tratada (PAT), que atingiu 1,563 bilhão de hectares, crescimento de 11% frente aos 1,414 bilhão registrados na safra anterior.

Nematicidas ganham espaço e avançam 28% no mercado

Um dos principais destaques do estudo é o crescimento dos nematicidas, que vêm ganhando relevância crescente no manejo da soja. O segmento avançou 28% na safra 2025-26, alcançando US$ 320 milhões e representando 3,2% do mercado total de defensivos.

A área potencial tratada com nematicidas também apresentou forte expansão, subindo 40% e atingindo 31,46 milhões de hectares.

Segundo a Kynetec, até a safra 2017-18, o uso desses produtos era considerado marginal, com aplicação em menos de 5% da área cultivada. Atualmente, a adoção chega a 49% das lavouras de soja, refletindo maior conscientização sobre os riscos dos nematoides.

Uso de cultivares resistentes avança entre produtores

O estudo FarmTrak Soja também identificou aumento na adoção de cultivares de soja com tolerância ou resistência a nematoides. Na safra 2025-26, 31% da área plantada utilizou esse tipo de material genético, ante 27% no ciclo 2021-22.

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Apesar do avanço, o especialista da Kynetec, Vitor Hugo Leite, destaca que o manejo da praga exige estratégias integradas.

“Nematoides afetam o sistema produtivo como um todo. O controle vai além dos defensivos e das cultivares resistentes. É necessário manter a população da praga em níveis baixos para evitar perdas”, afirma.

Adoção de tecnologias ainda é desigual entre regiões

A pesquisa também evidencia disparidades regionais na adoção de nematicidas. Em estados como Goiás, Mato Grosso, Rondônia e na região do Mapitobapa (Maranhão, Piauí, Tocantins, Bahia e Pará), o uso dos produtos ultrapassa 60% da área plantada.

Por outro lado, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, a adesão ainda é baixa, em torno de 10% das áreas cultivadas.

O estudo FarmTrak Soja foi realizado com base em mais de 3,7 mil entrevistas presenciais com produtores de soja em toda a fronteira agrícola brasileira, consolidando um dos levantamentos mais abrangentes do setor no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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