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Mercosul reforça compromisso regional pela erradicação do trabalho infantil e pela proteção do trabalho ao adolescente

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A Unidade Executora do Plano Regional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Uepetti), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), realizou na sexta-feira (7) o seminário virtual “Intercâmbio de Boas Práticas e Desafios na Proteção do Trabalho Adolescente”, como parte das atividades da Presidência Pro Tempore do Brasil (PPTB) no Mercosul.

Com transmissão ao vivo pelo canal do MTE no YouTube, o encontro reuniu representantes das autoridades trabalhistas dos países-membros do bloco, que apresentaram experiências nacionais e estratégias voltadas à proteção do trabalho adolescente e à erradicação do trabalho infantil. Cada delegação expôs um vídeo de cerca de 15 minutos com resultados, desafios e boas práticas implementadas em seus países.

A reunião foi conduzida por Durval Aires Neto, coordenador de Cooperação Técnica da Assessoria de Assuntos Internacionais do MTE, que deu as boas-vindas aos participantes e destacou o caráter colaborativo da iniciativa. “O propósito deste encontro é fortalecer o diálogo e o aprendizado mútuo entre os países, compartilhando políticas públicas, protocolos de fiscalização e ações sociais que assegurem a proteção integral de crianças e adolescentes”, afirmou Durval ao abrir o seminário.

FISCALIZAÇÃO – Representando o MTE, Paula Moreira Neves Pereira, coordenadora do Grupo Especial Móvel de Fiscalização do Trabalho Infantil, apresentou as “medidas pós-fiscalização e redução sustentável do trabalho infantil”. Ela destacou que a estratégia brasileira combina inteligência fiscal, articulação interinstitucional e políticas públicas de acompanhamento social.“A cada operação, não se trata apenas de retirar crianças do trabalho infantil, mas de garantir que elas não retornem, inserindo-as em programas de educação, saúde, esporte e aprendizagem profissional”, afirmou Paula.

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O grupo móvel já afastou mais de 600 crianças e adolescentes em suas últimas operações. “Nosso foco é a redução sustentável do trabalho infantil, com medidas pós-fiscalização que asseguram a proteção integral e constroem soluções duradouras”, disse Paula.

PARAGUAI – A delegação paraguaia, liderada por Laura Díaz, diretora-geral de Proteção da Infância e Adolescência, apresentou o Programa de Treinamento Laboral Protegido, experiência que une educação, capacitação e inserção formal de adolescentes.“Estamos aperfeiçoando o formato de contrato de aprendizagem formal para oferecer maior proteção aos adolescentes e também às empresas que participam do programa”, explicou Laura.

O Paraguai aposta em uma aliança tripartite entre Estado, empresas e sociedade civil para ampliar oportunidades seguras e consolidar o aprendizado protegido. Segundo Paula, o desafio é demonstrar que é possível unir a proteção de direitos à geração de oportunidades. “Seguimos construindo juntos uma região livre de trabalho infantil, onde o trabalho de adolescentes esteja verdadeiramente protegido”, acrescentou a representante.

URUGUAI – Encerrando o ciclo de exposições, a delegação uruguaia, representada por Andrea Bouret, subinspetora-geral de Trabalho, apresentou o tema “Proteção do trabalho adolescente no Uruguai: atuais desafios e oportunidades na perspectiva do Estado”. “A aprendizagem é o elo entre o presente e o futuro do trabalho. O adolescente protegido e bem formado é o trabalhador decente de amanhã”, afirmou.

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Andrea destacou o fortalecimento dos programas de formação técnico-profissional e acompanhamento educacional, enfatizando a necessidade de “uma política pública que una escola, formação e trabalho digno”, e reforçou o compromisso de cooperar regionalmente na construção de uma agenda integrada de combate ao trabalho infantil.

O seminário teve uma rodada de perguntas e debate, mediada por Aires Neto, da Presidência Pro Tempore do Mercosul, seguida de uma síntese das boas práticas e dos encaminhamentos acordados entre os países.

O evento integra um conjunto de ações promovidas pela Uepetti para fortalecer o intercâmbio de experiências e políticas públicas voltadas à erradicação do trabalho infantil e à promoção de condições de trabalho seguro e protegido para adolescentes na região.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Brasil apresenta compromissos para concretizar Política Nacional em fórum da ONU sobre migração

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Nova Iorque, 11/5/2026 – O Brasil voltou a participar do debate internacional sobre políticas públicas de migração durante o II Fórum Internacional de Revisão das Migrações, realizado em Nova York (EUA), de 5 a 8 de maio. O encontro contou com a participação dos ministérios da Justiça e Segurança Pública (MJSP), das Relações Exteriores (MRE) e dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).

O fórum ocorre a cada quatro anos na sede da Organização das Nações Unidas, no âmbito do Pacto Global para Migração Segura, Ordenada e Regular, e é considerado o principal espaço internacional de debate sobre políticas migratórias. O MJSP foi representado pela Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), com a participação da secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula, e do diretor do Departamento de Migrações (Demig), Victor Semple.

Durante o evento, países, organismos e sociedade civil debateram temas como integração social, governança de dados, mudanças climáticas, direitos trabalhistas e reunificação familiar de migrantes. Em painel sobre migração, qualificação profissional e transição justa, Maria Rosa Loula destacou que o Brasil tem demonstrado ser possível conciliar acolhimento e responsabilidade, com garantia de acesso à saúde, trabalho e proteção para migrantes.

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“Fortalecer essas políticas é essencial não apenas para acolher pessoas com dignidade, mas também para construir uma mobilidade laboral mais justa e integrada, enfrentando desafios como idioma e qualificação com apoio conjunto do setor público e privado”, ressaltou.

Em parceria com os governos do México e da Colômbia, a delegação brasileira também promoveu evento sobre a implementação do Pacto Global na América Latina, que contou com a participação de representantes de Portugal, Uruguai e Guatemala.

O Brasil apresentou, pela primeira vez, avanços em governança migratória e boas práticas de acolhimento desenvolvidos nos últimos anos. Além disso, o País anunciou 11 compromissos para fortalecer essas políticas e ampliar a proteção a migrantes, refugiados e apátridas.

Compromissos apresentados pelo Brasil

1. Promover a coesão social e combater a xenofobia;
2. Promover o retorno seguro e digno de brasileiros retornados;
3. Promover a implementação, o acompanhamento e o monitoramento da Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (PNMRA);
4. Promover governança migratória inclusiva e ampliar mecanismos de participação direta de migrantes, refugiados e apátridas;
5. Fortalecer a prevenção e a erradicação da apatridia nos âmbitos regional e global, com incentivo à adesão à Convenção para Redução dos Casos de Apatridia e ampliação da participação na Aliança Global para a Erradicação da Apatridia;
6. Aperfeiçoar normativas internas e políticas públicas voltadas à garantia do direito à reunião familiar de migrantes e refugiados;
7. Promover a implementação dos planos de trabalho das cinco redes temáticas da Conferência Sul-Americana sobre Migrações (CSM);
8. Fortalecer o Programa Brasileiro de Acolhida Humanitária por Patrocínio Comunitário, em parceria com organizações da sociedade civil, como via complementar de admissão e acolhimento de pessoas em necessidade de proteção internacional;
9. Fortalecer respostas sustentáveis e centradas na vítima no atendimento a pessoas afetadas pelo tráfico humano;
10. Fortalecer a governança de dados sobre tráfico de pessoas e contrabando de migrantes;
11. Fortalecer ações de prevenção e cooperação internacional no enfrentamento ao tráfico de pessoas e ao contrabando de migrantes.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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