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Milheto granífero ganha espaço na 2ª safra e se consolida como alternativa segura ao milho em 2025

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A irregularidade das chuvas e a instabilidade econômica têm levado produtores rurais a repensar suas estratégias para a 2ª safra 2024/25. Em um dos anos mais desafiadores da última década, o milheto granífero vem ganhando força como alternativa ao milho safrinha, oferecendo menor risco climático, custos reduzidos e vantagens agronômicas importantes.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), entre novembro e janeiro, diversas regiões do Centro-Oeste registraram chuvas 20% a 45% abaixo da média histórica, especialmente no MATOPIBA e em partes de Mato Grosso do Sul. A combinação de veranicos prolongados, atrasos no plantio da soja e margens apertadas no milho criou um cenário que favorece culturas mais adaptadas e previsíveis.

Clima adverso e atraso no plantio reduzem janela do milho

O atraso na semeadura da soja, que em alguns casos ultrapassou 20 dias, encurtou a janela ideal para o milho de 2ª safra. Em Mato Grosso, dados do IMEA indicam que o plantio do milho deve avançar após 25 de fevereiro, justamente quando os riscos climáticos aumentam.

A safra 2023/24 já havia mostrado os impactos desse deslocamento: perdas de até 30% em áreas plantadas tardiamente, devido à seca e ao calor intenso. Diante desse histórico, muitos produtores decidiram reduzir a dependência exclusiva do milho e apostar em culturas mais estáveis — como o milheto granífero, que exige menos água e apresenta boa rentabilidade mesmo em anos adversos.

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Estabilidade e previsibilidade atraem produtores

Com uma necessidade hídrica média de 300 mm por ciclo, o milheto se destaca pela resiliência em períodos de estiagem. Mesmo diante das falhas de chuva observadas em Goiás, Mato Grosso do Sul e oeste da Bahia, a cultura mantém produtividade estável.

Os híbridos graníferos, como ADRG 9060 e ADRG 9070, alcançam médias de até 50 sacas por hectare, com resultados ainda maiores em áreas tecnificadas. O foco, porém, não está no teto produtivo, e sim na regularidade — um fator decisivo em anos de risco climático.

Enquanto o milho pode perder 20% a 50% da produtividade em condições de déficit hídrico, o milheto mantém desempenho satisfatório. Além disso, a indústria de rações, especialmente confinamentos e granjas do Centro-Oeste, tem aumentado a demanda pelo grão, garantindo boa liquidez e preços estáveis.

Benefícios agronômicos: palhada, solo e controle de pragas

O milheto também se consolidou como ferramenta de manejo sustentável. A elevada produção de palhada favorece a retenção de umidade, melhora a estrutura do solo e reduz a presença de nematoides, como o Pratylenchus brachyurus.

Em áreas monitoradas do Cerrado, a soja semeada após o milheto registrou ganhos de 10 a 12 sacas por hectare em comparação a áreas sem cobertura equivalente. Esse resultado tem reforçado a visão do milheto não apenas como substituto do milho, mas como parte de um sistema produtivo de longo prazo.

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Consórcio com braquiária fortalece integração lavoura-pecuária

O avanço dos sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) também impulsionou o uso do consórcio entre milheto e Brachiaria ruziziensis. Em solos leves e de alta demanda por cobertura, essa combinação proporciona formação rápida de massa verde, longevidade da palhada e pasto precoce para entrada de animais.

O milheto garante o crescimento inicial vigoroso, enquanto a braquiária prolonga a proteção do solo e aumenta o aporte de matéria orgânica, reduzindo custos com reforma de pastagens e aumentando a eficiência do sistema produtivo.

Diversificação e racionalidade definem a 2ª safra 2025

Com o clima incerto, a janela de plantio reduzida e o preço do milho pressionado, a 2ª safra 2024/25 tende a ser marcada pela diversificação e pela busca por resiliência. O milheto granífero, antes visto como cultura secundária, consolida-se como uma opção estratégica, combinando baixo risco climático, boa rentabilidade e benefícios agronômicos que fortalecem o sistema produtivo como um todo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fortaleza recebe agenda de fortalecimento da pesca e da aquicultura

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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpriu nesta terça-feira (29) uma agenda em Fortaleza (CE) voltada ao fortalecimento da pesca e da aquicultura no estado. A programação reuniu a apresentação do Pronaf Azul a pescadores artesanais e marisqueiras, a entrega de certificados do Programa Nacional de Regularização de Embarcação de Pesca (PROPESC), uma visita à Universidade Federal do Ceará (UFC) e uma reunião com representantes do setor industrial. 

Pela manhã, na Secretaria da Pesca e Aquicultura do Ceará, o ministro participou da apresentação do Pronaf Azul, linha de crédito voltada aos pescadores e demais trabalhadores das águas, além da entrega dos certificados do PROPESC. Em mensagem direcionada aos pescadores cearenses, Edipo destacou a importância de ampliar o acesso às políticas de crédito para o setor. “Essa linha de crédito tira da invisibilidade o público dos homens e mulheres das águas. Pela primeira vez, nós temos um plano safra recorde com R$ 85 bilhões, mas que tem uma linha voltada aos homens e mulheres que trabalham com o alimento que vem das águas”, afirmou o ministro. 

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O Pronaf Azul contempla três linhas de crédito direcionadas ao público da pesca e da aquicultura: Pronaf B, Pronaf Mais Alimentos e Pronaf Costeiro. Durante a agenda, o ministro também reforçou a orientação para que pescadores busquem as instituições financeiras acompanhados de técnicos ou extensionistas, de forma a apresentar os projetos e acessar os recursos destinados ao desenvolvimento sustentável das atividades. 

Ciência e formação na UFC 

Na segunda parte da agenda, Edipo visitou a Universidade Federal do Ceará (UFC), que conta com quatro projetos apoiados financeiramente pelo Ministério da Pesca e Aquicultura. A programação incluiu conversa com os coordenadores dos projetos, visita às iniciativas e uma roda de conversa com estudantes. 

A agenda na universidade reforça a integração entre políticas públicas, pesquisa e formação profissional. Segundo o ministro, os investimentos em ciência e inovação são fundamentais para fortalecer as políticas voltadas à pesca e à aquicultura. “Política pública boa e robusta só faz com ciência, inovação, tecnologia e pesquisa”, afirmou Edipo. Ele também destacou a importância da participação dos estudantes, que, segundo ele, representam o futuro do setor. 

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Diálogo com o setor industrial 

No fim do dia, o ministro se reuniu com representantes da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e do Sindicato das Indústrias de Frio e Pesca do Estado do Ceará (SINDIFRIO-CE). O encontro foi dedicado à discussão das principais demandas e desafios do setor. 

Entre os temas da agenda esteve o Plano Brasil Soberano, apresentado pelo ministro como uma iniciativa voltada à proteção da indústria brasileira diante de impactos econômicos. Edipo também destacou a estratégia de diversificação dos mercados para as exportações brasileiras, com aproximação de países da América do Sul, além dos mercados asiático, africano e europeu. 

A agenda em Fortaleza integra as ações do Governo Federal para aproximar políticas públicas, setor produtivo, instituições de pesquisa e trabalhadores da pesca e da aquicultura, ampliando as oportunidades de desenvolvimento e sustentabilidade para a atividade no Ceará. 

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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