Turismo
Minas Gerais: roteiro de 3 dias em Belo Horizonte
Publicado
7 de novembro de 2024, 12:30

Se o tempo é curto e você tem apenas três dias para conhecer Belo Horizonte , ainda assim é possível fazer uma imersão pela história, arte e vida noturna da capital mineira. O plano passa por visitas a espaços culturais e, claro, bares e restaurantes.
Para quem viaja de ônibus, a rodoviária está localizada no centro do município. Já de avião, a parada é no Aeroporto Internacional de Confins, a 38 km do centro. De lá, é possível seguir de táxi, carros de aplicativo ou por ônibus como os da empresa Conexão Aeroporto , que fazem o trajeto até a região central.
O que fazer em BH?
Em uma viagem de três dias, a dica é começar pelo Circuito Cultural da Liberdade, explorando instituições como o Centro Cultural Banco do Brasil, a Casa Fiat de Cultura e o Memorial Minas Gerais Vale . À noite, o Savassi tem ótimas opções de bares e restaurantes.
Passe o segundo dia conhecendo o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, visitando a Igreja de São Francisco de Assis e o Museu de Arte da Pampulha. Aproveite para conhecer o delicioso restaurante Xapuri, um clássico da cozinha mineira. Para o fim de tarde, pegue o rumo da rua Sapucaí para curtir o pôr-do-sol mais astral da cidade regado a petiscos.
No último dia de roteiro, visite o Mercado Central e o Velho Mercado Novo pela manhã e, à tarde, dirija-se à Santa Tereza para curtir mais um pouco da cena cultural e boêmia.
Confira aqui dicas de botecos para curtir a noite em Belo Horizonte .
Saiba mais sobre alguns imperdíveis de BH
Circuito Cultural da Liberdade
Localizado na Praça da Liberdade, o Circuito Cultural abriga diversas instituições culturais em antigos prédios públicos. Entre os principais, está o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) , um espaço com arquitetura neoclássica, evidenciado pelos detalhes em mármore e pelas grandes janelas. O CCBB abriga exposição de arte, teatro, cinema e eventos culturais. A programação completa pode ser conferida aqui .
Próximo ao CCBB está a Casa Fiat de Cultura , com exposições temporárias de arte nacional e internacional, como a dos artistas Pancetti e Higo José .
O Memorial Minas Gerais Vale é o destino cultural imperdível em uma viagem a BH. Por lá, o visitante encontra exposições interativas que abordam a história do Estado desde o período colonial até os dias atuais. Entre as obras famosas, destaca-se a coleção de imagens do fotógrafo Sebastião Salgado. O Memorial ficará fechado até o segunda semestre de 2025 para reformas, mas enquanto isso acontecem exposições itinerantes pela cidade; saiba mais.
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Savassi
Este é um dos bairros mais movimentados de Belo Horizonte, com muitas opções para comer e beber. Localizado na avenida Contorno, nº 5623, o Jack Rock Bar é famoso por suas apresentações de rock ao vivo, atraindo tanto turistas quanto moradores.
Mas, para quem prefere uma experiência culinária, o restaurante Barolio , é conhecido por sua cozinha italiana, com um cardápio que inclui pratos clássicos como a pasta ai funghi tartufati – mas a dica, mesmo, é pedir uma das pizzas da casa, das mais elogiadas da cidade.
Conjunto Arquitetônico da Pampulha
O Conjunto Arquitetônico da Pampulha é um marco da arquitetura modernista, projetado por Oscar Niemeyer. O Santuário Arquidiocesano São Francisco de Assis , conhecido pelo seu desenho curvilíneo, utiliza concreto armado na sua construção e é revestido com azulejos azuis e brancos criados por Cândido Portinari. O espaço tem um altar em mármore branco, cercado por um ambiente que promove a contemplação.
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Em seguida, o Museu de Arte da Pampulha , instalado em um antigo cassino, abriga uma vasta coleção de arte contemporânea, com exposições temporárias de artistas nacionais e internacionais. O local é gratuito e administrado pela Fundação Municipal de Cultura da Prefeitura de Belo Horizonte.
Rua Sapucaí
A rua Sapucaí já tem lugar garantido na cena cultural e gastronômica de BH, ainda mais agora que fechou para carros. Um fim de tarde na muretinha com uma bela vista do centro da cidade já virou um clássico. Alguns bares para se ter no radar são o Dorsé e o Mi Corazón . Na hora de sacudir o esqueleto, a pedida é a Casa Sapucaí .
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Mercado Central e Velho Mercado Novo
O Mercado Central de Belo Horizonte oferece uma ampla gama de produtos típicos de Minas Gerais, como queijos da Canastra, da Figueira, do Serro e da Reserva da Mantiqueira. Além disso, é possível encontrar doces de leite, mamão, abóbora, goiabada e broa de milho.
O mercado apresenta uma arquitetura ampla, com um grande espaço coberto e corredores que facilitam a circulação. Dentro dele, há lojas de artesanato, bancas que vendem iguarias locais e áreas destinadas aos souvenires.
Perto dali não deixe de visitar também o Velho Mercado Novo, que abriga bares ótimos como a Cozinha Tupis e tem ainda uma série de lojas e comércios que buscam resgatar a história de BH.
Santa Tereza
O bairro de Santa Tereza é outro ponto histórico da cidade, sendo o berço do movimento Clube da Esquina, que surgiu na década de 1960, caracterizado pela fusão de diferentes estilos musicais, como bossa nova, jazz, rock e música folclórica brasileira. O movimento é frequentemente associado a artistas como Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes, Toninho Horta, entre outros, e o legado pode ser revivido no Bar Museu Clube da Esquina .
O Bar do Orlando se destaca por oferecer pratos típicos mineiros, como feijoada e porção de mandioca com torresmo. O ambiente descontraído conta com mesas ao ar livre e música ao vivo. Outra pedida é o Bar do Bolão , conhecido por suas massas, como o talharim à bolonhesa.
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Se preferir seguir numa pegada cultural, a Galeria Mama Cadela organiza vernissages e palestras, promovendo uma interação entre artistas, curadores e o público. Além disso, a galeria conta com uma loja que vende obras de arte, livros e objetos.
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Fonte: Turismo
Turismo
Ministério do Turismo e UNESCO listam os destinos inteligentes e criativos do Brasil
Publicado
21 de maio de 2026, 17:30
O futuro do turismo global passa por inovação, sustentabilidade e criatividade, e o Ministério do Turismo (MTur) atua para que o Brasil opere efetivamente essa verdadeira transformação. Por meio da Estratégia Nacional de Destinos Turísticos Inteligentes (DTI), a pasta apoia localidades de norte a sul do país a adotarem ações nesse sentido, envolvendo eixos como governança, segurança, acessibilidade e mobilidade.
O trabalho inclui a disponibilização de revistas eletrônicas, elaboradas em parceria com a Unesco, que apresentam os atrativos e as iniciativas desenvolvidas pelas cidades contempladas.
O Brasil, inclusive, é a primeira nação da América Latina a criar uma metodologia própria de DTIs, inspirada no modelo da Sociedade Mercantil Estatal para a Gestão da Inovação e das Tecnologias Turísticas (SEGITTUR), empresa pública da Espanha, que é pioneira na área.
Além disso, o modelo brasileiro de Destinos Turísticos Inteligentes trabalha um pilar muito especial e específico da metodologia do país: a criatividade. Com isso, é dado destaque ao potencial de cada município em utilizar a economia criativa como diferencial na experiência dos visitantes, ao mesmo tempo em que valoriza o trabalho local e melhora o sentimento de pertencimento dos habitantes. Esse pilar conversa diretamente com as cidades criativas da Rede Unesco, da qual fazem parte vários dos destinos inteligentes em transformação.
Para o visitante, os Destinos Turísticos Inteligentes proporcionam melhores sistemas de transportes, informações digitais precisas e serviços integrados. Já para a população local, a Estratégia DTI promove o desenvolvimento econômico sustentável e a preservação dos patrimônios cultural e ambiental locais, além da geração de novas oportunidades de emprego, renda e inclusão social.
Clique AQUI para acessar as revistas.
Confira abaixo algumas das cidades brasileiras que participam da iniciativa do Ministério do Turismo e que avançam na adaptação do setor a uma nova realidade:
Angra dos Reis (RJ): com 365 ilhas, praias e Mata Atlântica, a cidade investe em gestão integrada e qualificação para equilibrar conservação e desenvolvimento. Com monitoramento por câmeras, Wi-Fi público e o portal “Visite Angra”, o destino proporciona segurança e conectividade. O município abriga ainda o Parque Tecnológico do Mar, ecossistema que acelera startups de turismo náutico e de energia, tornando a região um laboratório vivo.
Belém (PA): conhecida como a “metrópole da Amazônia”, a cidade é cenário de ícones como o Mercado Ver-o-Peso e investe na requalificação de espaços públicos, valorizando acessibilidade e conforto. Por meio de uma governança que une o poder público às comunidades ribeirinhas, Belém promove um turismo que respeita a biodiversidade e as raízes ancestrais. A economia criativa gira em torno de ingredientes amazônicos e saberes tradicionais, gerando renda e inclusão.
Belo Horizonte (MG): na capital mineira, a governança do DTI inclui a Belotur (Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte) no ecossistema de inovação, focando em acessibilidade e mobilidade. O turista conta com portais integrados e infraestrutura que facilita o trânsito entre o clássico e o contemporâneo, apoiado por monitoramento inteligente e sustentabilidade. Por outro lado, BH faz da cozinha seu maior ativo, com a economia criativa girando em torno do “comer bem”.
Bonito (MS): referência em ecoturismo no Brasil, a cidade equilibra tecnologia e preservação. O coração dessa gestão é o Voucher Único Digital, sistema pioneiro, que monitora a capacidade de carga dos atrativos, garantindo a segurança do visitante e a integridade dos ecossistemas. Essa governança integrada entre os setores público e privado assegura padrões rigorosos de qualidade, acessibilidade e conectividade em expansão.
Brasília (DF): a capital federal é um marco do urbanismo moderno e utiliza sua arquitetura icônica como base para a inovação. A governança local foca na integração tecnológica para melhorar a mobilidade e a acessibilidade em seu traçado único, facilitando a experiência do visitante entre os monumentos e as áreas verdes. Com portais de dados e infraestrutura digital, a cidade busca otimizar a gestão urbana e garantir um turismo seguro e eficiente
Campina Grande (PB): conhecida pelo “Maior São João do Mundo”, a cidade usa inteligência de dados para gerenciar grandes fluxos de pessoas, garantindo segurança e eficiência durante festivais. O município oferece uma rede de serviços modernos, com foco em conectividade e soluções digitais. A inovação manifesta-se no design, nas artes visuais e na modernização das festas populares, criando um ecossistema de colaboração entre startups e produtores culturais.
Campo Grande (MS): reconhecida como uma das cidades mais arborizadas do mundo, Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, une a logística eficiente e uma política de gestão e preservação do verde urbano. Principal portão de entrada do Pantanal, o município usa a tecnologia para monitorar fluxos de visitantes, otimizar a segurança e garantir conectividade em parques e centros de eventos, preservando corredores biológicos urbanos.
Curitiba (PR): referência mundial em planejamento urbano, a capital do Paraná prioriza mobilidade e sustentabilidade. Com uma rede de transporte eficiente e parques que servem como “pulmões”, a cidade oferece uma experiência urbana organizada e acessível. A governança DTI foca na integração de dados para otimizar serviços públicos e a segurança do visitante, usando a tecnologia na preservação de seus patrimônios, como o Portal do Turismo Inteligente (POTI).
Florianópolis (SC): a “Ilha da Magia” integra suas belezas naturais a um dos ecossistemas tecnológicos mais vibrantes do país. A cidade investe em uma governança que prioriza a sustentabilidade e a acessibilidade, usando soluções digitais para monitorar o fluxo turístico e melhorar a experiência nas praias e trilhas. Por meio de aplicativos de mobilidade e portais integrados, o visitante navega com facilidade entre o centro histórico e polos de inovação.
Fortaleza (CE): a capital cearense une suas paisagens litorâneas a uma gestão urbana focada em tecnologia e sustentabilidade. A cidade usa monitoramento inteligente e soluções de conectividade para elevar a qualidade da experiência turística. A governança DTI garante que a infraestrutura moderna beneficie tanto visitantes quanto moradores. O fomento a hubs de inovação e distritos criativos impulsiona startups e talentos locais, valorizando a identidade cearense.
Foz do Iguaçu (PR): a cidade consolidou-se como um laboratório internacional para a implementação de DTIs. Localizada na tríplice fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai), a cidade usa tecnologia para otimizar processos migratórios e a mobilidade entre grandes atrativos. Com sistemas avançados de monitoramento e prioridade em acessibilidade nas Cataratas, a cidade une eficiência tecnológica a uma hospitalidade multicultural.
Goiânia (GO): a capital de Goiás usa a tecnologia para otimizar a segurança, o tráfego e a experiência do visitante. Reconhecida por suas vastas áreas verdes, a cidade equilibra a força do agronegócio com uma gestão urbana voltada à acessibilidade e à preservação do patrimônio histórico. Por meio de incentivos à cultura e à digitalização de serviços, Goiânia fortalece o turismo de negócios e a governança local, unindo tradição e modernidade.
Gramado (RS): ícone em hospitalidade no Brasil, a cidade é um “DTI em Transformação” de referência, integrando sustentabilidade à gestão de dados. A tecnologia brilha no programa “Conecta Gramado”, que oferece Wi-Fi gratuito em pontos estratégicos como a Rua Coberta, garantindo a jornada digital para os turistas e moradores. Das fábricas de chocolate artesanal ao design de mobiliário de alto padrão, a criatividade local gera milhares de empregos qualificados.
João Pessoa (PB): a capital paraibana investe em tecnologias de monitoramento para preservar orlas e áreas verdes, oferecendo uma experiência turística segura e equilibrada. A gestão foca na acessibilidade urbana e na digitalização de serviços, facilitando o acesso ao rico patrimônio histórico e natural. A economia criativa promove a inclusão social e a geração de renda, transformando a identidade paraibana em um produto de alto valor agregado.
Rio de Janeiro (RJ): principal cartão-postal do Brasil, a cidade, por meio do Centro de Operações Rio, usa tecnologia para monitorar o tráfego e a segurança, garantindo fluidez em eventos como Réveillon e Carnaval. A acessibilidade em pontos como o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar é referência mundial. A capital fluminense incentiva o empreendedorismo cultural em comunidades e investe na economia do Carnaval, que gera milhares de empregos.
Apoio à implementação de DTIs
A jornada para se tornar um DTI reconhecido pelo Ministério do Turismo é organizada em cinco etapas. O processo começa com um diagnóstico da pasta, que avalia a maturidade atual do destino com base em requisitos ligados a cada um dos pilares da estratégia, seguido da elaboração de um Plano de Transformação, onde são definidas as ações prioritárias para potencializar suas virtudes.
Durante a execução desse plano, o município recebe o selo “DTI em Transformação”, um reconhecimento ao seu compromisso com a mudança. A etapa final envolve a realização de uma auditoria oficial, que, caso seja aprovada, confere ao destino o título “DTI Brasil”, validando internacionalmente a qualidade de sua gestão e infraestrutura.
O MTur oferece não apenas a metodologia, mas também fornece capacitações e ferramentas práticas a gestores, a exemplo de suporte à comercialização dos destinos participantes do projeto. O órgão incentiva ainda a troca de experiências entre as localidades, por meio da Rede Brasileira de DTIs, criada com o apoio da pasta e que conecta os municípios contemplados.
Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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