Saúde

Ministério da Saúde detalha entrega nacional de 3 mil kits de telessaúde para ampliar atendimentos a distância em UBSs de todo país

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O fortalecimento do SUS Digital é uma das medidas do programa Agora Tem Especialistas para desafogar a demanda reprimida por atendimento especializado. Por isso, o Ministério da Saúde está entregando 3 mil kits de telessaúde a unidades básicas de saúde (UBS), onde os pacientes da rede pública terão acesso ampliado a atendimentos a distância em áreas como ginecologia, pediatria e oncologia. Com mais oferta de teleatendimento, a iniciativa do programa do governo federal busca evitar que a população precise se deslocar grandes distâncias para cuidar de sua saúde.  

O detalhamento nacional da estratégia foi apresentado nesta sexta-feira (7), em São José do Rio Preto (SP), pela secretária de Informação e Saúde Digital, do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad. Ao todo, 7 mil kits multimídia serão entregues para 4.515 municípios, ou seja, 81% das cidades brasileiras (5.569). 

Ao apresentar o kit, composto por TV, notebook e câmera de videoconferência, ela anunciou que mais 660 já chegaram a 432 municípios de todas as regiões do país.  Esse número integra os 1.371 kits destinados a cidades do Norte, Centro-Oeste e Sudeste, e 1.629 para o Nordeste e o Sul. Esses kits já estão a caminho. 

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 “O Núcleo de Saúde Digital do Hospital de Base passa a integrar a Rede Brasileira de Telessaúde, atuando pelo Programa Agora Tem Especialistas como referência na Atenção Especializada para uma população de 2 milhões de habitantes de 152 municípios do Noroeste Paulista”, explicou Ana Estela Haddad. 

No estado de São Paulo, 99 municípios foram contemplados com 132 kits nesta primeira fase, sendo 113 já entregues. Na segunda etapa da entrega nacional, outros 4 mil kits serão destinados a UBSs de todo o Brasil; desses, 712 vão beneficiar 430 cidades paulistas. 

Mais de 4 milhões de atendimentos a distância
 
Com o fortalecimento do SUS Digital, o Ministério da Saúde viabilizou mais de 4 milhões de atendimentos a distância para os pacientes do Sistema Único de Saúde em 2023 e 2024; até setembro deste ano, foram mais de 1,8 milhão.  Teleconsulta e telediagnóstico estão entre os serviços ofertados, em especialidades como dermatologia, oftalmologia, cardiologia, oncologia, pediatria, otorrinolaringologia e ginecologia. 

A meta da pasta é realizar 10 milhões de atendimentos a distância até 2027, consolidando o Brasil como referência em saúde digital integrada ao SUS.   

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Estratégia para ampliar Núcleos de Telessaúde 

Atualmente, 17 estados contam com 26 Núcleos de Telessaúde, que usam tecnologias digitais para a oferta de teleatendimento de forma complementar à consulta presencial. Essa ferramenta facilita o acesso a médicos especialistas, reduzindo o tempo de espera por atendimento – objetivo do programa Agora Tem Especialistas.  
 
Expandir os Núcleos de Telessaúde é outra iniciativa do programa do governo federal, que busca aumentar a capacidade do SUS de ofertar atendimento especializado. Para isso, o Ministério da Saúde abriu a oportunidade para que Secretarias Estaduais ou Municipais de Saúde, Instituições de Ensino Superior (IES) e de Pesquisa públicas, hospitais públicos, instituições de assistência, ensino e pesquisa apresentem projetos. De forma inédita, a iniciativa privada também poderá solicitar adesão ao programa. Em ambas as situações, os editais ainda estão em andamento.  

Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Malária: com medicamento inovador, Brasil registra menor número de casos em quase 50 anos

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Em 2025, o Brasil registrou redução de 30% nas mortes por malária e de 30,7% nos casos da forma mais grave da doença. As mortes passaram de 56, em 2024, para 39. No mesmo período, foram registrados 118.037 casos de malária contraídos no território nacional, 15% menos que em 2024 e o menor número desde 1978. Os dados refletem o início da oferta da tafenoquina no SUS, medicamento em dose única usado a partir de 2024 para prevenir novas manifestações da malária, além da ampliação do diagnóstico, da oferta de testes e do tratamento adequado. 

Os resultados foram apresentados nesta segunda-feira (17), pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Brasília, no 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MedTrop), que reúne profissionais e pesquisadores para discutir doenças tropicais, entre elas a malária. Durante a programação, o ministro abordou as metas do Brasil Saudável, que prevê eliminar ou reduzir, como problema de saúde pública doenças e infecções de transmissão vertical até 2030, incluindo a malária. 

Entre os principais avanços nos tratamentos disponíveis no SUS está a tafenoquina, incorporada em 2023 para pacientes adultos com 16 anos ou mais e peso de 35 quilos ou mais e cuja oferta começou em 2024. Administrado em dose única, o medicamento tem ação prolongada e ajuda a evitar que a doença volte a se manifestar. O medicamento foi utilizado por mais de 33,7 mil pessoas até junho de 2026. Desse total, 3.920 tratamentos foram registrados em Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). 

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“Chegamos à menor taxa de casos de malária dos últimos 47 anos na nossa história. Em 2025, tivemos uma redução de mais de 50% dos óbitos por malária e registramos o menor número de internações pela doença, com 39 pessoas internadas. O Brasil passa a ser o primeiro país do mundo a incorporar a tafenoquina ao tratamento da malária. Esses avanços reforçam nosso compromisso de perseguir as metas do Programa Brasil Saudável e fazer com que, até 2030, ninguém mais morra de malária no nosso país”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

Além disso, desde março de 2026, a tafenoquina também está disponível em uma formulação para crianças a partir de 2 anos e com peso mínimo de 10 quilos. Até junho, 1.446 crianças e adolescentes haviam recebido o tratamento no país.  

Saúde indígena 

No Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami, por exemplo, 1.515 pessoas receberam tratamento com tafenoquina. Entre março e junho de 2026, as recaídas de malária caíram 61,9% em relação ao mesmo período de 2025. Entre janeiro e julho, os casos da doença diminuíram 55%, passando de 17 mil para 7,6 mil, na comparação com o mesmo período do ano anterior. 

Diferentemente de outras infecções, a malária causada pelo tipo mais comum pode voltar a se manifestar após o tratamento. Para enfrentar esse desafio, o SUS passou a contar com a tafenoquina, medicamento administrado em dose única que atua sobre a forma do parasita que permanece no fígado e pode provocar novos episódios da doença. A inovação simplifica o tratamento, amplia as possibilidades de adesão e contribui para reduzir as recaídas, especialmente em comunidades de difícil acesso, como as indígenas. 

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Atualmente, a formulação pediátrica da tafenoquina está disponível em 54 municípios e 17 DSEIs. Mais de 2,4 mil profissionais de saúde foram capacitados para utilizar o medicamento. 

Brasil Saudável 

O Brasil Saudável, Unir para Cuidar reúne ações para eliminar ou reduzir, como problemas de saúde pública, 11 doenças e cinco infecções de transmissão vertical até 2030. Entre elas estão tuberculose, hanseníase, HIV/aids, malária, hepatites virais, tracoma, oncocercose, doença de Chagas, esquistossomose, geo-helmintíases e filariose linfática, além das infecções de transmissão vertical por sífilis, hepatite B, doença de Chagas, HIV e HTLV. A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Saúde e envolve 14 ministérios. 

Entre as certificações obtidas estão a eliminação da filariose linfática, em setembro de 2024, e da transmissão vertical do HIV, em dezembro de 2025. A estratégia também acompanha doenças que estão próximas das metas de eliminação, considerando critérios definidos por organismos internacionais de saúde. 

Amanda Milan 
Deborah Novais 
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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