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Ministério de Portos e Aeroportos firma contrato para melhorias no terminal de passageiros do Porto de Maceió

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Em um marco significativo para o desenvolvimento da infraestrutura portuária alagoana, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, assinou nesta terça-feira (31), o contrato de arrendamento do Terminal Marítimo de Passageiros (TMP) do Porto de Maceió. O ato formaliza a parceria com o Consórcio Britto-Macelog, vencedor do leilão realizado em outubro de 2025, e promete fortalecer a capacidade de recepção de turistas e a movimentação econômica da capital de Alagoas.

O contrato, com prazo de 25 anos, prevê um investimento inicial de R$ 3,75 milhões (Capex) que será direcionado para a modernização e ampliação das instalações do terminal. A área total do empreendimento abrange 5.678,23 m², com foco exclusivo na movimentação de passageiros, e tem a capacidade para atender até 612 passageiros por dia.

Os investimentos iniciais serão na implantação de um estacionamento mais bem estruturado, que será construído em uma área de 3.050 m², totalmente pavimentado e receberá um sistema de drenagem mais eficiente. Ao todo, serão disponibilizadas 112 vagas.

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Além disso, a concessionária será responsável pela aquisição de novos mobiliários como cadeiras, mesas e sofás para o saguão e o mezanino, bem como equipamentos de ponta para controle de passageiros e bagagens, garantindo conforto e segurança aos usuários. O contrato também abrange bens reversíveis da autoridade portuária, como aparatos de combate a incêndio, itens de enfermaria, e sistemas de sinalização e segurança (CFTV e controle de acesso).

O ministro Tomé Franca destacou a importância estratégica do projeto para o país e, em especial, para Alagoas. “A assinatura deste contrato representa um passo importante para o Porto de Maceió e para o turismo em Alagoas. Estamos investindo no presente e no futuro da região, gerando empregos, fomentando a economia local e oferecendo uma porta de entrada moderna e acolhedora para visitantes de todo o mundo. O desenvolvimento sustentável e a prosperidade do povo alagoano é compromisso do presidente Lula”, afirmou.

O Porto de Maceió, gerido pela Administração do Porto de Maceió (APMC) e vinculado à Companhia Docas Rio Grande do Norte (Codern), é reconhecido como um “porto natural” devido à sua localização privilegiada entre as praias de Pajuçara e Jaraguá, facilitando o atracamento de embarcações.

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Paraíso das Águas

Alagoas, com suas belezas naturais e rica em cultura popular, possui um potencial turístico consolidado como destaque mundial. A modernização do Terminal Marítimo de Passageiros do Porto de Maceió é um catalisador para esse segmento, pois aprimora a experiência de chegada dos visitantes, sejam turistas de cruzeiros ou viajantes que buscam as praias paradisíacas e a gastronomia local.

Com uma infraestrutura de ponta, o porto não apenas facilita o acesso, mas também projeta uma imagem de modernidade e eficiência, elementos cruciais para atrair um fluxo crescente de turistas e, consequentemente, gerar mais renda e oportunidades para a população alagoana.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Operação Donos da Noite: ação integrada combate exploração sexual e resgata 22 mulheres em condições análogas à escravidão no Nordeste

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A ação integrada coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Auditoria Fiscal do Trabalho, resgatou 22 mulheres submetidas a condições análogas à escravidão em estabelecimentos onde ocorria exploração sexual nos estados da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, durante a Operação Donos da Noite. A operação foi realizada entre os dias 10 e 16 de junho e reuniu diferentes instituições no enfrentamento às violações de direitos. Participaram o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Polícia Federal (PF), o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU). 

De acordo com informações da Auditoria Fiscal do Trabalho, as ações ocorreram nos municípios de Goiana (PE), Nova Cruz (RN), Guarabira, Pedro Régis e Alagoa Grande (PB), onde foram identificadas situações de tráfico de pessoas, servidão por dívida, jornada exaustiva e condições degradantes de trabalho. As investigações apontam que os estabelecimentos fiscalizados estavam vinculados a uma mesma organização criminosa.

Do total de vítimas resgatadas, quatro foram encontradas em Pernambuco e 18 na Paraíba, estado onde se concentrava o principal núcleo de atuação do grupo investigado. A maioria das mulheres era oriunda do Ceará e havia sido deslocada para trabalhar nos locais fiscalizados.

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Durante a operação, os auditores-fiscais do Trabalho constataram mecanismos utilizados para restringir a liberdade das trabalhadoras, incluindo o controle de dívidas e transferências compulsórias entre diferentes estabelecimentos administrados pela mesma organização. Também foram identificados relatos de violência e outras violações de direitos humanos.

A responsável apontada pela fiscalização como líder da organização foi formalmente notificada pela Auditoria Fiscal do Trabalho sobre a caracterização de trabalho em condições análogas à escravidão. O MTE determinou também a imediata interrupção das atividades, o pagamento das verbas trabalhistas devidas, o custeio do retorno das vítimas aos seus locais de origem e a adoção de medidas de proteção social.

Em Nova Cruz (RN), embora o estabelecimento estivesse fechado durante a fiscalização, foram encontrados registros de controle de dívidas, além de outros elementos que reforçam a atuação da organização criminosa no local.

Atuação integrada fortalece proteção às vítimas

A Operação Donos da Noite demonstra a importância da atuação articulada entre os órgãos públicos no enfrentamento ao tráfico de pessoas, à exploração sexual e ao trabalho escravo contemporâneo. A integração entre as instituições permitiu identificar as vítimas, reunir provas, responsabilizar os envolvidos e assegurar medidas imediatas de proteção às trabalhadoras resgatadas.

No âmbito da operação, a Auditoria Fiscal do Trabalho do MTE foi responsável pela fiscalização dos estabelecimentos, identificação das vítimas, caracterização das condições análogas à escravidão e adoção das medidas administrativas necessárias para garantir a proteção dos direitos das trabalhadoras.

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Além do resgate das trabalhadoras, a força-tarefa garantiu o acesso das vítimas à rede de proteção social e deu continuidade às investigações para aprofundar a apuração das responsabilidades trabalhistas e criminais dos envolvidos.

As investigações seguem em andamento, e novas vítimas poderão ser identificadas ao longo dos desdobramentos da operação.

Denúncias

Casos de trabalho análogo à escravidão, tráfico de pessoas e exploração sexual podem ser denunciados de forma anônima e segura por meio do Sistema Ipê, disponível em https://ipe.sit.trabalho.gov.br, ou pelo Disque 100, canal nacional de denúncias de violações de direitos humanos.

As denúncias recebidas são tratadas com sigilo e constituem importante instrumento para a identificação de vítimas e o combate às redes de exploração de trabalhadores em todo o território nacional.

O Sistema Ipê foi lançado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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