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Senasp lança módulo de governança no Sistema Gestão Segura

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Brasília, 9/3/2026 – Uma nova funcionalidade para a gestão dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) foi implantada, na sexta-feira (6), para facilitar o trabalho de gestores públicos. O módulo de Gestão e Governança, do Sistema Gestão Segura, conecta planejamento, empenho e aplicação em um único ambiente, permitindo a visualização detalhada do uso de cada recurso transferido na modalidade fundo a fundo.

A ferramenta possibilita editar e correlacionar informações por item financiado, garantindo rastreabilidade integral do recurso, desde o plano de aplicação até o pagamento final do bem ou serviço.

A diretora do FNSP, Camila Pintarelli, ressalta que o lançamento do novo módulo representa mais um passo no fortalecimento da governança dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e na estruturação digital da área.

“É a transformação do controle fragmentado em governança estruturada, com rastreabilidade, transparência e foco em resultados. Não é apenas tecnologia: é gestão pública qualificada e segurança pública preparada para o presente e para o futuro”, enfatiza.

Para a coordenadora de Gestão da Execução Financeira, Talita Lira, responsável pelo monitoramento e pela prestação de contas das transferências fundo a fundo, o lançamento representa uma mudança estrutural na forma de acompanhar os recursos do FNSP.

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“Com gestão forte, construímos uma política pública robusta. A ferramenta Gestão Segura é a infraestrutura digital que sustenta essa transformação. O novo módulo organiza as informações, estrutura o ciclo do recurso e fortalece a tomada de decisão com base em evidências. É uma excelente iniciativa”, destaca.

Principais mudanças

O módulo incorpora tecnologia visual com indicadores de acompanhamento, estrutura um banco de dados capaz de rastrear a distribuição de empenhos entre bens e serviços e conta com mecanismos automáticos que impedem a extrapolação de limites orçamentários por modalidade de recurso — sejam eles originários, suplementares ou rendimentos.

Além disso, permite a geração automatizada da prestação de contas por meio de relatórios consolidados, ampliando a qualidade das informações disponibilizadas aos órgãos de controle.

Com a nova funcionalidade, o sistema deixa de ser apenas um ambiente de registro e passa a operar como uma infraestrutura digital de governança. O ciclo de gestão torna-se mais completo: planejamento, execução, monitoramento e prestação de contas dialogam de forma integrada, estruturada e rastreável.

De acordo com a coordenadora-geral de Transferências Fundo a Fundo, Michelle Silveira, o sistema substitui controles fragmentados por uma estrutura integrada, com trilhas de análise e auditoria, dados consolidados e interoperabilidade. “Mais do que um avanço tecnológico, trata-se de um marco institucional na gestão da segurança pública brasileira”, ressalta.

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Em um cenário de crescente exigência por transparência e eficiência na aplicação dos recursos públicos, a ferramenta se consolida como instrumento estratégico para fortalecer a governança do FNSP e assegurar que cada recurso transferido cumpra sua finalidade com segurança, conformidade e foco em resultados.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Nacional

MJSP transforma Defensoria em Todos os Cantos em programa nacional e premia iniciativas de acesso à Justiça

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Brasília, 20/5/2026 – No Dia do Defensor Público, celebrado na terça-feira (19), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) realizou a entrega do prêmio Defensoria em Todos os Cantos, em solenidade no Palácio da Justiça, na capital federal.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju) e busca reconhecer, valorizar e dar visibilidade a projetos desenvolvidos por defensorias públicas que contribuam para a garantia de direitos e a redução das desigualdades, especialmente para populações em situação de vulnerabilidade.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, destacou que o edital vai além de uma premiação ao reconhecer e fortalecer experiências transformadoras desenvolvidas pelas Defensorias Públicas da União, dos estados e do Distrito Federal.

“São iniciativas que enfrentam desigualdades estruturais, promovem justiça racial, fortalecem os direitos das mulheres, ampliam o uso da tecnologia no acesso à Justiça e atuam na proteção socioambiental, no sistema prisional, nas ouvidorias externas e em tantas outras frentes essenciais para a efetivação de direitos”, afirmou o ministro.

Durante a cerimônia, Wellington Lima assinou a portaria que institui oficialmente o Defensoria em Todos os Cantos como programa nacional.

O dispositivo de honra também contou com a presença da defensora pública-geral federal, Tarcijany Machado; da presidente do Conselho Nacional de Defensoras e Defensores Públicos-Gerais, Luziane Castro; da presidente da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos Federais (Anadef), Luciana Grando Bregolin; e da coordenadora da Plataforma Justa e integrante da banca de avaliação do projeto, Luciana Zafallon.

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“O trabalho de defensoras e defensores públicos precisa ser reconhecido e fortalecido. Enquanto houver pessoas em situação de pobreza e vulnerabilidade no Brasil, a defensoria seguirá como instituição essencial para a garantia da justiça, dos direitos e da democracia”, ressaltou a secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho.

Defensoria em todos os cantos
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Reconhecimento nacional

Ao todo, sete projetos foram vencedores, além de uma menção honrosa em cada eixo temático, que incluiu áreas como justiça criminal e sistema prisional, justiça racial, justiça socioambiental, enfrentamento à violência e direitos das mulheres. Cada iniciativa vencedora receberá prêmio de R$ 120 mil.

Para a secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula, as defensorias públicas exercem papel estratégico na redução das desigualdades sociais e no fortalecimento da cidadania.

“O projeto traduz uma ideia poderosa presente na Constituição: para ser justa, a Justiça precisa alcançar todas as pessoas, realidades e territórios do Brasil, e não apenas as grandes capitais”, destacou a titular da Senajus.

As premiações foram entregues por secretários do MJSP, entre eles André Garcia (Senappen), Marta Machado (Senad), Chico Lucas (Senasp) e Ricardo Morishita (Senacon); pelo diretor de Promoção de Direitos Digitais da Sedigi, Victor Durigan; pelo deputado federal Stélio Dener; pela secretária-executiva do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), Caroline Dias; além de representantes das defensorias públicas.

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Confira a lista de vencedores e menções honrosas

Justiça Criminal e Sistema Prisional
* 1º lugar: Inspeções em Dias de Visita em Unidades Prisionais (SP)
* Menção honrosa: Alerta 180 (MT)

Enfrentamento às Desigualdades Estruturais
* 1º lugar: Central de Vagas em Creches da Defensoria Pública de Rondônia (RO)
* Menção honrosa: Defensorias do Araguaia – Defensoras e Defensores Públicos pelos Povos Originários do Tocantins (TO), Mato Grosso (MT) e Goiás (GO)

Inovação e Tecnologia para Ampliação do Acesso à Justiça
* 1º lugar: Na Porta da Comunidade (CE)
* Menção honrosa: Pacifica.DEF (PR)

Justiça Socioambiental, Povos e Comunidades Tradicionais
* 1º lugar: Bem Viver: atendimento intercultural em territórios indígenas (AM)
* Menção honrosa: Justiça socioambiental e climática: proteção dos territórios tradicionais, da Defensoria Pública do Estado do Pará (PA)

Justiça Racial
* 1º lugar: Ação Cidadã Infância sem Racismo: por uma Educação Antirracista (BA)
* Menção honrosa: Turma da Mel da Defensoria Pública de Rondônia (RO)

Enfrentamento à Violência e Direitos das Mulheres
* 1º lugar: DefenDelas (SC)
* Menção honrosa: Projeto RenovAÇÃO Homens (DF)

Iniciativas das Ouvidorias Externas
* 1º lugar: Projeto Educação Escolar Indígena como Direito (RS)
* Menção honrosa: Projeto Ìmọ́lẹ: o direito à energia e à dignidade nos territórios tradicionais (MA)

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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