Nacional

Ministério do Trabalho leva agenda de diálogo social e transição justa à COP30

Publicado

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) entra na arena de debates da 30ª Conferência das Partes (COP30) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em Belém (PA), nesta quarta-feira (12). As ações do Ministério serão concentradas no Pavilhão da Transição Justa, organizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em parceria com a Comissão Europeia, a Organização Internacional de Empregadores (OIE) e a Confederação Sindical Internacional (CSI).

“A transição climática só se sustenta quando parte da escuta ativa daqueles que vivenciam diariamente as transformações no mundo do trabalho”, avalia o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Ele afirma que o Brasil acumulou aprendizados importantes ao longo das últimas décadas, e todos apontam para a mesma direção. “Políticas estruturantes só prosperam quando negociadas entre governo, trabalhadores e empregadores, com transparência e corresponsabilidade”, explica Marinho. Para ele, esse é o ponto de partida para que a transição seja, de fato, justa. “Deve oferecer estabilidade, proteção e oportunidades concretas para as pessoas que já sentem os efeitos das mudanças climáticas em seus empregos, em suas rotinas e em seus territórios”, disse.

Leia mais:  MPor participa de seminário sobre proteção às mulheres em Brasília

Marinho destaca que não se trata apenas de adaptar setores produtivos, mas de assegurar que nenhum trabalhador seja deixado para trás no processo de transformação econômica em curso.

Essa visão orienta a participação do ministro na Sessão 2 – Trabalho decente e temas prioritários de transição justa, que ocorre na quinta-feira (11), das 11h30 às 13h, no Pavilhão da OIT. O debate parte do desafio colocado aos países na implementação das suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e no fortalecimento da ambição climática. O foco é identificar caminhos concretos para integrar os princípios da transição justa em políticas de geração de empregos, desenvolvimento de habilidades, proteção social e apoio a populações mais vulneráveis.

A mesa reunirá atores centrais do diálogo social brasileiro: Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego; Sergio Nobre, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT); Vander Costa, presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT); e Vinícius Pinheiro, diretor do Escritório da OIT no Brasil. A presença das centrais sindicais e das entidades empresariais ao lado do governo reforça a orientação tripartite defendida pelo MTE, que busca antecipar impactos, identificar setores sensíveis e construir respostas conjuntas capazes de alinhar objetivos climáticos com justiça social.

Leia mais:  MPor defende redução de gargalos e segurança jurídica como ações para reduzir tarifas aéreas

Sessão 2 – Trabalho decente e temas prioritários de transição justa na COP30
Data: Quinta-feira, 11 de novembro
Horário: 11h30 às 13h
Local: Pavilhão da OIT – COP30, Belém (PA)

Tema: À medida que os países avançam na implementação de suas NDCs e no fortalecimento da ambição climática, múltiplos caminhos se abrem para integrar os princípios da transição justa — desde a criação de empregos e o desenvolvimento de habilidades até o diálogo social e o apoio a populações vulneráveis. O debate discutirá quais temas devem ser prioritários para assegurar trabalho decente e uma transição justa na COP30, e como transformá-los em ações concretas que conciliem metas climáticas e justiça social.

Participantes:

  • Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego do Brasil

  • Sergio Nobre, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT)

  • Vander Costa, presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT)

  • Vinícius Pinheiro, diretor do Escritório da OIT no Brasil

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

Comentários Facebook
publicidade

Nacional

MJSP transforma Defensoria em Todos os Cantos em programa nacional e premia iniciativas de acesso à Justiça

Publicado

Brasília, 20/5/2026 – No Dia do Defensor Público, celebrado na terça-feira (19), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) realizou a entrega do prêmio Defensoria em Todos os Cantos, em solenidade no Palácio da Justiça, na capital federal.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju) e busca reconhecer, valorizar e dar visibilidade a projetos desenvolvidos por defensorias públicas que contribuam para a garantia de direitos e a redução das desigualdades, especialmente para populações em situação de vulnerabilidade.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, destacou que o edital vai além de uma premiação ao reconhecer e fortalecer experiências transformadoras desenvolvidas pelas Defensorias Públicas da União, dos estados e do Distrito Federal.

“São iniciativas que enfrentam desigualdades estruturais, promovem justiça racial, fortalecem os direitos das mulheres, ampliam o uso da tecnologia no acesso à Justiça e atuam na proteção socioambiental, no sistema prisional, nas ouvidorias externas e em tantas outras frentes essenciais para a efetivação de direitos”, afirmou o ministro.

Durante a cerimônia, Wellington Lima assinou a portaria que institui oficialmente o Defensoria em Todos os Cantos como programa nacional.

O dispositivo de honra também contou com a presença da defensora pública-geral federal, Tarcijany Machado; da presidente do Conselho Nacional de Defensoras e Defensores Públicos-Gerais, Luziane Castro; da presidente da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos Federais (Anadef), Luciana Grando Bregolin; e da coordenadora da Plataforma Justa e integrante da banca de avaliação do projeto, Luciana Zafallon.

Leia mais:  Parceria entre MJSP e MDS reforça segurança e inclusão social em áreas vulneráveis

“O trabalho de defensoras e defensores públicos precisa ser reconhecido e fortalecido. Enquanto houver pessoas em situação de pobreza e vulnerabilidade no Brasil, a defensoria seguirá como instituição essencial para a garantia da justiça, dos direitos e da democracia”, ressaltou a secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho.

Defensoria em todos os cantos
.

Reconhecimento nacional

Ao todo, sete projetos foram vencedores, além de uma menção honrosa em cada eixo temático, que incluiu áreas como justiça criminal e sistema prisional, justiça racial, justiça socioambiental, enfrentamento à violência e direitos das mulheres. Cada iniciativa vencedora receberá prêmio de R$ 120 mil.

Para a secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula, as defensorias públicas exercem papel estratégico na redução das desigualdades sociais e no fortalecimento da cidadania.

“O projeto traduz uma ideia poderosa presente na Constituição: para ser justa, a Justiça precisa alcançar todas as pessoas, realidades e territórios do Brasil, e não apenas as grandes capitais”, destacou a titular da Senajus.

As premiações foram entregues por secretários do MJSP, entre eles André Garcia (Senappen), Marta Machado (Senad), Chico Lucas (Senasp) e Ricardo Morishita (Senacon); pelo diretor de Promoção de Direitos Digitais da Sedigi, Victor Durigan; pelo deputado federal Stélio Dener; pela secretária-executiva do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), Caroline Dias; além de representantes das defensorias públicas.

Leia mais:  Ceará abre etapa estadual da II Conferência Nacional do Trabalho com participação do ministro Luiz Marinho

Confira a lista de vencedores e menções honrosas

Justiça Criminal e Sistema Prisional
* 1º lugar: Inspeções em Dias de Visita em Unidades Prisionais (SP)
* Menção honrosa: Alerta 180 (MT)

Enfrentamento às Desigualdades Estruturais
* 1º lugar: Central de Vagas em Creches da Defensoria Pública de Rondônia (RO)
* Menção honrosa: Defensorias do Araguaia – Defensoras e Defensores Públicos pelos Povos Originários do Tocantins (TO), Mato Grosso (MT) e Goiás (GO)

Inovação e Tecnologia para Ampliação do Acesso à Justiça
* 1º lugar: Na Porta da Comunidade (CE)
* Menção honrosa: Pacifica.DEF (PR)

Justiça Socioambiental, Povos e Comunidades Tradicionais
* 1º lugar: Bem Viver: atendimento intercultural em territórios indígenas (AM)
* Menção honrosa: Justiça socioambiental e climática: proteção dos territórios tradicionais, da Defensoria Pública do Estado do Pará (PA)

Justiça Racial
* 1º lugar: Ação Cidadã Infância sem Racismo: por uma Educação Antirracista (BA)
* Menção honrosa: Turma da Mel da Defensoria Pública de Rondônia (RO)

Enfrentamento à Violência e Direitos das Mulheres
* 1º lugar: DefenDelas (SC)
* Menção honrosa: Projeto RenovAÇÃO Homens (DF)

Iniciativas das Ouvidorias Externas
* 1º lugar: Projeto Educação Escolar Indígena como Direito (RS)
* Menção honrosa: Projeto Ìmọ́lẹ: o direito à energia e à dignidade nos territórios tradicionais (MA)

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana