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MJSP pede explicações ao TikTok sobre trend que incentiva violência contra mulheres

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Brasília, 10/03/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), encaminhou ofício ao TikTok Brasil requisitando informações sobre as medidas adotadas pela plataforma diante da circulação massiva de conteúdos misóginos associados à trend “caso ela diga não”, viralizada nos últimos dias em torno do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março.

Os vídeos exibiam jovens simulando agressões físicas — chutes, socos e esfaqueamentos — contra manequins que representavam mulheres, acompanhados de mensagens que associavam explicitamente a violência à rejeição afetiva. O conteúdo, amplamente difundido na plataforma TikTok, motivou a abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF), instaurado após notícia-crime apresentada pela Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia (PNDD), vinculada à Advocacia-Geral da União (AGU).

O ofício do MJSP deixa claro que a obrigação da plataforma não se limita à remoção dos conteúdos já requisitados pela Polícia Federal. Com fundamento na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceu a inconstitucionalidade parcial do art. 19 do Marco Civil da Internet, o Ministério aponta que os provedores de aplicações de internet são civilmente responsáveis pela indisponibilização imediata de conteúdos que configurem crimes praticados contra a mulher — categoria que inclui expressamente conteúdos que propagam ódio ou aversão às mulheres. Segundo o documento, a circulação massiva da trend representa riscos de falha sistêmica.

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No prazo de cinco dias corridos, o TikTok Brasil deverá apresentar à Sedigi informações detalhadas sobre as medidas técnicas e organizacionais adotadas para detecção e supressão proativa de conteúdo misógino, incluindo:

• funcionamento dos sistemas automatizados de moderação;
• mecanismos de revisão humana;
• monitoramento de tendências emergentes;
• controles sobre o algoritmo de recomendação.

A plataforma deverá ainda apresentar a avaliação de riscos sobre a recorrência desse tipo de conteúdo e informar se os perfis responsáveis pela disseminação foram monetizados ou receberam qualquer forma de contraprestação financeira pelo alcance gerado.

Paralelamente, o MJSP determinou o encaminhamento ao Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), da Diretoria de Operações Integradas e Inteligência (Diopi/Senasp), dos registros técnicos e metadados que possam subsidiar a identificação da autoria e da materialidade dos ilícitos, em apoio às investigações policiais em curso.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Com apoio do MJSP, Operação Arsenal Invisível é deflagrada

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Curitiba, 3/6/2026 – Com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Polícia Civil do Estado do Amapá (PCAP) deflagrou, na segunda-feira (1º), a Operação Arsenal Invisível para cumprir mandado de prisão preventiva e mandado de busca e apreensão em Curitiba (PR).

A ação teve como alvo o suposto operador logístico de um esquema de comércio ilegal de munições investigado em Macapá (AP). Segundo as apurações, o investigado, mesmo residindo no Paraná, continuava anunciando munições em redes sociais e coordenando a aquisição e o repasse dos produtos a outros envolvidos.

A operação é desdobramento de uma prisão em flagrante realizada em março deste ano, em Macapá, que envolveu um militar aposentado, uma vendedora de loja de artigos militares e outro homem suspeito de repassar munições ao crime organizado.

As medidas judiciais contaram com apoio logístico e operacional da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Rede Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Armas, Munições, Acessórios e Explosivos (Renarme). A rede é um dos braços do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, que tem como um dos seus eixos o combate ao tráfico de armas.

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A atuação integrada possibilitou o deslocamento de equipes, a cooperação com a Polícia Civil do Estado do Paraná (PCPR) e o avanço no mapeamento da estrutura criminosa, fortalecendo o combate qualificado ao tráfico interestadual de armamentos e munições.

A prisão amplia as possibilidades de identificação de outros envolvidos no esquema e fortalece as investigações sobre a rota de distribuição ilegal de munições entre diferentes estados.

O investigado permanece à disposição da Justiça e será submetido a audiência de custódia no Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR).

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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