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MTE atualiza “Lista Suja” do trabalho análogo à escravidão com 169 novos empregadores

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicou, no dia 6 de abril, a atualização do Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como “Lista Suja”.

A nova versão inclui 169 empregadores, sendo 102 pessoas físicas e 67 pessoas jurídicas, um aumento de 6,28% em relação à atualização anterior. Com essa atualização, a lista passa a conter um total de 613 empregadores. Ressalta-se ainda que, após a inserção no Cadastro, o nome de cada empregador permanece publicado pelo período de dois anos, razão pela qual, nesta atualização, foram excluídos 225 nomes que completaram esse tempo de publicação.

As atividades com maior número de inclusões nesta edição foram: serviços domésticos (23); criação de bovinos para corte (18); cultivo de café (12); construção de edifícios (10); e serviço de preparação de terreno, cultivo e colheita (6).

No total, os novos casos incluídos no cadastro resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores em situações de exploração e de trabalho análogo à escravidão.

Os casos incluídos nesta atualização ocorreram entre 2020 e 2025, em 21 unidades da Federação: Minas Gerais (35); São Paulo (20); Bahia (17); Paraíba (17); Pernambuco (13); Goiás (10); Mato Grosso do Sul (10); Rio Grande do Sul (9); Mato Grosso (7); Paraná (6); Pará (5); Santa Catarina (4); Maranhão (4); Acre (2); Distrito Federal (2); Espírito Santo (2); Rio de Janeiro (2); Amazonas (1);

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Ceará (1); Rondônia (1); Sergipe (1).

Cadastro de empregadores

O Cadastro de Empregadores é publicado semestralmente e tem como objetivo dar transparência aos resultados das ações fiscais de combate ao trabalho escravo, que envolvem a atuação da Auditoria Fiscal do Trabalho (AFT), da Polícia Federal (PF), do Ministério Público do Trabalho (MPT), do Ministério Público Federal (MPF), da Defensoria Pública da União (DPU) e, eventualmente, de outras forças policiais.

No curso das ações fiscais da Inspeção do Trabalho, quando são encontrados trabalhadores em condição análoga à de escravo, são lavrados autos de infração para cada irregularidade trabalhista identificada, os quais demonstram a existência de graves violações de direitos, além de auto de infração específico que caracteriza a submissão de trabalhadores a essas condições.

A inclusão no Cadastro só ocorre após a conclusão de processos administrativos, nos quais são assegurados aos autuados o contraditório e a ampla defesa. Os nomes permanecem publicados por dois anos.

Criada em 2003, a “Lista Suja” é atualmente regulamentada pela Portaria Interministerial nº 18, de 2024. Em 2020, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu sua constitucionalidade, afirmando que não se trata de sanção, mas de medida de transparência ativa, em consonância com a Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011), que prevê expressamente o direito de acesso à informação, estabelecendo como dever dos órgãos públicos a divulgação, independentemente de requerimento, em local de fácil acesso, de informações de interesse coletivo ou geral.

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Grupo Móvel e Fluxo Nacional

O Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), que atua em todo o território nacional, completou 30 anos em 15 de maio de 2025. Desde sua criação, em 1995, mais de 68 mil trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão, e mais de R$ 156 milhões foram pagos em verbas salariais e rescisórias diretamente às vítimas durante as operações.

Esse resultado expressivo é fruto da atuação da Auditoria Fiscal do Trabalho (AFT), responsável pela coordenação do grupo, em parceria com diversas instituições. As ações de campo seguem o Fluxo Nacional de Atendimento às Vítimas do Trabalho Escravo e contam, além da Auditoria Fiscal, com a participação da Polícia Federal, do Ministério Público do Trabalho, do Ministério Público Federal e da Defensoria Pública da União.

Denúncias

Denúncias de trabalho análogo à escravidão podem ser feitas de forma remota e sigilosa por meio do Sistema Ipê, lançado em 15 de maio de 2020 pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). O Sistema Ipê é a única plataforma exclusiva para o recebimento de denúncias relacionadas a condições análogas à escravidão e está totalmente integrado ao Fluxo Nacional de Atendimento às Vítimas do Trabalho Escravo.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Tomé Franca se reúne com representantes portuários e reforça agenda de modernização e diálogo com o setor

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O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, participou, nesta quarta-feira (22), de reunião com a Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP) e representantes do setor de todo o país. O encontro marcou momento de diálogo direto entre a nova gestão da Pasta e o setor portuário, com espaço para apresentação de demandas, alinhamento de expectativas e atualização sobre as principais ações previstas para 2026. Esteve presente o diretor-presidente da entidade, Jesualdo Silva, e a agenda foi transmitida por videoconferência para mais de 110 representantes de empresas associadas, de 22 estados brasileiros.

“Tivemos hoje uma oportunidade valiosa de diálogo, podendo fazer um balanço das ações do ministério nos setores de portos e hidrovias, mas também apresentar nossa carteira de investimentos e projetos que estão acontecendo neste ano. Agradeço pela oportunidade de termos essa conversa franca, honesta e transparente, já que isso nos ajuda a construir políticas públicas que, de fato, promovam o desenvolvimento do setor em nosso país”, disse o ministro.

“Agradeço pela oportunidade de termos essa conversa franca, honesta e transparente, já que isso nos ajuda a construir políticas públicas que, de fato, promovam o desenvolvimento do setor em nosso país” Tomé Franca

O representante da ABTP, Jesualdo Silva, agradeceu pela oportunidade do encontro e também destacou a importância do diálogo constante e aberto com o MPor. “Quero agradecer ao ministro Tomé por essa abertura ao diálogo e pela forma transparente com que conduziu esse encontro, abordando todos os temas trazidos pelas associadas e colocando de forma clara as posições do ministério e do governo como um todo. A ABTP prima por esses momentos, já que buscamos sempre agir de forma proativa pelo bem do Brasil”, disse.

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Cooperação técnica

No evento, o ministro reforçou a parceria entre o MPor e a ABTP por meio do Protocolo de Cooperação Portuária, iniciativa que prevê atuação conjunta no desenvolvimento de estudos, propostas técnicas e políticas públicas. A cooperação abrange áreas como desburocratização e simplificação de outorgas, fortalecimento da competitividade do setor, promoção de inovação e tecnologia e adoção de práticas sustentáveis, incluindo ações voltadas à descarbonização das atividades portuárias.

No centro da parceria está o programa Navegue Simples, iniciativa do ministério que busca modernizar a gestão portuária por meio da digitalização de processos e da redução de prazos para concessão de outorgas, aumentando a previsibilidade e a segurança jurídica para investidores.

Agenda do setor

Ao longo da reunião, foram debatidos temas fundamentais para o desenvolvimento da infraestrutura portuária brasileira, incluindo o andamento de propostas legislativas, como o Projeto de Lei 733, que trata de aspectos relacionados ao trabalho portuário, e a aplicação da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que estabelece diretrizes para a consulta a comunidades potencialmente impactadas por empreendimentos.

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Também estiveram em pauta o avanço das dragagens nos principais portos do país, a melhoria dos acessos rodoviários e ferroviários aos terminais e medidas para ampliar a eficiência logística e reduzir custos operacionais.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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