Nacional

MTE recebe representantes do Maranhão para discutir operacionalização do Seguro-Defeso

Publicado

O ministro do Trabalho e Emprego em exercício, Francisco Macena, recebeu nesta terça-feira (9) o deputado federal Cleber Verde (MDB-MA) e o vereador Florisvaldo Souza, conhecido como Matinha (MA), para tratar das mudanças na operacionalização do Seguro-Defeso. Desde 1º de novembro, a gestão do benefício passou a ser responsabilidade do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o que motivou a vinda dos representantes para apresentar preocupações relacionadas ao impacto da transição no estado do Maranhão, que possui cerca de 600 mil pescadores e pescadoras cadastrados.

O deputado Cleber Verde avaliou positivamente a mudança, mas destacou a necessidade de rigor técnico sem prejuízo aos trabalhadores que dependem da pesca para sobreviver. “O setor recebeu com bons olhos a transferência da operacionalização para o MTE, mas é preciso um olhar cuidadoso para não punir os verdadeiros beneficiários. São 600 mil pescadores no Maranhão, em sua maioria pessoas que vivem exclusivamente da pesca. Venho defender esses trabalhadores. É preciso critério, mas também sensibilidade para não prejudicar quem depende do seu trabalho”, afirmou.

Leia mais:  Em reunião com o Consesp, ministro Wellington César afirma que segurança pública é dever de Estado

O vereador Florisvaldo Souza reforçou a preocupação com a etapa de recadastramento. “Há casos de recebimento irregular, mas a política de recadastramento não pode punir os verdadeiros pescadores. No Maranhão, muitos trabalhadores que realmente atuam na pesca estão sendo prejudicados”, lamentou.

Chico Macena destacou que o objetivo central do Ministério é garantir que o benefício chegue a quem realmente tem direito. Segundo ele, “a política do Ministério é fortalecer as entidades e evitar fraudes. O diagnóstico visa beneficiar os verdadeiros pescadores, retirando do sistema aqueles que o utilizam de forma indevida. Após assumir a análise e liberação do benefício, o MTE iniciou entrevistas com beneficiários para assegurar o direito efetivo de quem vive da pesca”.

Cadastramento e entrevistas

Desde novembro, o MTE, em parceria com a Fundacentro, iniciou o processo de entrevistas e orientações para pescadores e pescadoras em 122 municípios do Piauí, Amazonas e Bahia. Em 1º de dezembro, o mesmo procedimento teve início no Pará e no Maranhão.

As entrevistas são conduzidas pela Fundacentro, com o objetivo de identificar beneficiários e orientá-los sobre as regras atualizadas para solicitação do Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal (SDPA), conhecido como Seguro-Defeso. Os atendimentos estão sendo realizados em sindicatos, associações e colônias de pescadores.

Leia mais:  Ministério acolhe recomendações do TCU e encaminha Tecon Santos 10 para ajustes técnicos

Para acessar o benefício, é necessário apresentar comprovante de residência, demonstração de compatibilidade entre o local de moradia e os territórios de defeso, além de notas fiscais de venda de pescado ou comprovantes de contribuição previdenciária, acompanhados de relatório periódico que comprove atividade mensal como pescador ou pescadora artesanal.

Sobre o Seguro-Defeso

O Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal (SDPA), conhecido como Seguro-Defeso, garante renda ao pescador artesanal durante o período de defeso, quando a pesca é proibida para preservação das espécies. O benefício corresponde a um salário-mínimo mensal, pago durante todo o período de paralisação, limitado a cinco parcelas. Nesse intervalo, o beneficiário não pode exercer a pesca nem qualquer outra atividade remunerada que descaracterize sua condição profissional.

Saiba tudo sobre o Seguro-Defeso aqui.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

Comentários Facebook
publicidade

Nacional

Operação Mulher Segura registra 630 prisões nos primeiros 15 dias da segunda edição

Publicado

Brasília, 16/6/2026 – Os primeiros 15 dias da segunda edição da Operação Mulher Segura apresentam resultados expressivos no enfrentamento à violência contra a mulher em todo o País. Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a iniciativa contabilizou, até o momento, 630 prisões relacionadas à violência contra a mulher, além da promoção de atividades preventivas, educativas e ostensivas em todas as unidades da Federação.

Desde o início da mobilização, em 1º de junho, foram realizadas 218 atividades educativas presenciais e 95 iniciativas em mídias sociais, alcançando diretamente 12.452 pessoas em ações de conscientização e prevenção. Além disso, mais de 2 mil mulheres vítimas de violência receberam atendimento e acolhimento durante o período.

A Operação Mulher Segura reúne esforços da Senasp, do Ministério das Mulheres, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), das Secretarias de Segurança Pública dos estados e do Distrito Federal, das polícias civis, militares e penais, dos corpos de bombeiros militares, das guardas municipais e das demais instituições que integram a rede de proteção às mulheres.

Leia mais:  Ministro Alexandre Silveira preside primeira reunião do Conselho Nacional de Política Mineral

A gestora do Centro Integrado Mulher Segura (Cims), Fernanda Antonucci, destaca que a operação tem como objetivo fortalecer a prevenção e ampliar a capacidade de resposta do Estado diante das diferentes formas de violência de gênero.

“A Operação Mulher Segura é uma mobilização nacional voltada à proteção das mulheres e à prevenção do feminicídio. Mais do que números, esses resultados representam vidas protegidas, agressores responsabilizados e uma rede de apoio atuando de maneira integrada em todo o País. A atuação conjunta das forças de segurança e dos órgãos parceiros permite ampliar o atendimento às vítimas, fortalecer as medidas preventivas e levar informação para que cada vez mais mulheres conheçam seus direitos e os mecanismos de proteção disponíveis.”

Atuação permanente

A segunda edição da Operação Mulher Segura foi lançada em razão dos avanços obtidos na primeira fase da operação, realizada entre fevereiro e março deste ano.

Diante dos resultados alcançados, a Senasp propôs a ampliação da estratégia, transformando a ação em um esforço permanente e mais abrangente. A nova edição teve início em 1º de junho e seguirá até 31 de dezembro de 2026, com atividades contínuas voltadas à prevenção da violência contra a mulher, ao enfrentamento do feminicídio e ao fortalecimento da rede de proteção.

Leia mais:  Observatório avança em proteção a jornalistas e define agenda para 2026

As atividades incluem o cumprimento de mandados de prisão, o acompanhamento de medidas protetivas, o atendimento às vítimas, a realização de campanhas educativas e iniciativas de conscientização junto à população.

Prioridade nacional

A Operação Mulher Segura integra uma das prioridades do Governo Federal e do Ministério da Justiça e Segurança Pública para a redução dos índices de violência de gênero e a prevenção do feminicídio.

Ao promover a integração entre instituições de segurança pública e órgãos da rede de proteção, a operação busca ampliar a presença do Estado nos territórios, garantir maior segurança às mulheres em situação de vulnerabilidade e fortalecer a resposta institucional aos casos de violência doméstica e familiar.

Os dados da Operação Mulher Segura serão atualizados periodicamente ao longo da execução.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana