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MTE resgata trabalhador indígena e filho adolescente em Minas Gerais

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho, realizou no dia 16 de setembro uma ação de combate ao trabalho escravo que resultou no resgate de um trabalhador e de seu filho adolescente de 13 anos em situação de trabalho análoga à escravidão na zona rural de Montes Claros (MG), na comunidade de São Pedro das Garças. O trabalhador e a família são naturais do Mato Grosso.

Segundo informações dos auditores-fiscais do Trabalho, o trabalhador, de etnia indígena Xacriabá, estava acompanhado da esposa e de cinco filhos, com idades de 1, 4, 8, 10 e 13 anos. A família, oriunda da região Centro-Oeste, foi atraída para Montes Claros por falsas promessas de moradia confortável e cesta básica.

Toda a família era mantida em condições degradantes. Além do pai, o filho de 13 anos também trabalhava. Nenhum deles foi submetido a exames médicos ocupacionais, admissionais ou periódicos; não receberam equipamentos de proteção individual (EPI) ou vestimentas adequadas; não tiveram acesso a treinamentos; não foram registrados em carteira e nunca tiveram suas CTPS anotadas. Trabalharam sempre na completa informalidade. Os salários combinados não foram pagos, não houve recolhimento de FGTS nem contribuição previdenciária. A única renda vinha de programas sociais do governo federal.

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Conforme a equipe de fiscalização, o trabalhador realizava atividades de manutenção da propriedade rural, como limpeza, capina manual, roçada, além de cuidar do gado e vigiar a fazenda.

Também foi constatado que o empregador não fornecia água potável — a disponível era salobra. A família vivia em uma casa cedida pelo fazendeiro, sem estrutura adequada, em condições insalubres e precárias. Dormiam em colchões sujos no chão, passavam fome, com apenas um pacote de arroz e outro de trigo para alimentação, e não tinham assistência médica. As crianças estavam fora da escola e sem acesso a posto de saúde; a vacinação da filha mais nova estava atrasada por essa razão.

Após o resgate, a família foi encaminhada a uma casa de abrigo por representantes do município, para início do processo de reinserção social. O empregador foi notificado a pagar as verbas trabalhistas devidas no prazo de dez dias.

A operação contou com o apoio da Polícia Militar e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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MTE participa da liberação de crédito ao programa CAIXA Hospitais

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O secretário-executivo do MTE, Francisco Macena, em evento nesta quarta-feira (03) no auditório da Caixa em Brasília com presença do vice-presidente Geraldo Alckmin; o presidente da Caixa, Carlos Vieira; o secretário de atenção especializada à Saúde, Mozart Sales; além de representantes de empresas da área filantrópica de Saúde do país participou da cerimônia de assinatura de contratos do programa CAIXA Hospitais / FGTS-Saúde.

O CAIXA Hospitais é uma linha de crédito destinada às entidades sem fins lucrativos, inclusive as certificadas como entidades beneficentes de assistência social (CEBAS), e às empresas privadas não filantrópicas, conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS. Os recursos da linha devem ser aplicados de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na reestruturação financeira e em investimentos.

A resolução do FGTS que estabeleceu as diretrizes gerais do Programa FGTS-Saúde foi publicada pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS) em março desse ano, destinando 8,5 bilhões de recursos do Fundo para hospitais filantrópicos e entidades sem fins lucrativos vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito do Programa Agora Tem Especialista.

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Previsto dentro do PAC Saúde, o FGTS Saúde prevê a destinação dos recursos em crédito às entidades sem fins lucrativos, com juros de até 8,66% e taxa de risco de crédito de até 3,00% ao ano, conforme a Medida Provisória (MP) nº 1.336, de 6 de fevereiro de 2026. A linha foi criada com o objetivo de oferecer condições especiais para que as instituições de saúde possam renegociar dívidas e melhorar sua gestão financeira. Segundo o agente financeiro Caixa, o crédito vai servir a estruturação de dívidas e investimentos das Santas Casas, já tendo sido executados pelo Programa cerca de R$ 2,2 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão já contratados e outros R$ 715 milhões em fase final de contratação.

Na cerimônia de hoje foram assinados contratos com a Fundação José Silveira na Bahia (R$110 milhões), Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos, no Rio (R$ 27,6 milhões), Associação de Combate ao Câncer de Goiás (15 milhões), Sistemas de Saúde Vila Nova, no Rio Grande do Sul (R$ 45 milhões), Fundo Assistencial da Paraíba (R$ 12 milhões), Instituto do Câncer de Londrina, no Paraná (R$ 53 milhões) e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (R$ 300 milhões) A medida, segundo o Ministério da Saúde, busca reduzir filas, evitar o agravamento de doenças e diminuir afastamentos do trabalho, além de fortalecer a sustentabilidade financeira do setor hospitalar, intensivo em mão de obra, além de contribuir para a preservação de empregos e renda dos trabalhadores.

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Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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