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Mutirão da Transição Energética para a COP30 debate desafios e oportunidades do setor energético brasileiro

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O Mutirão da Transição Energética Para COP30, realizado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em parceria com Associação Brasileira de Energia Eólica Onshore e Offshore e Novas Tecnologias (ABEEólica), iniciou os debates com o tema “Expansão e resiliência de redes elétricas”. O painel discutiu os desafios e oportunidades para modernizar e digitalizar as redes elétricas, incorporando soluções tecnológicas como armazenamento de energia.

A primeira rodada do debate destacou a importância de fortalecer a resiliência dos sistemas elétricos diante das mudanças climáticas, com foco em modelagem, descentralização do acesso e capacidade de resposta rápida a eventos extremos. Além disso, os painelistas debateram sobre o planejamento de grandes cargas de consumo, como produção de hidrogênio verde e data centers, e a necessidade de coordenação regulatória e de investimentos para viabilizá-las.

O painel contou com a participação de representantes do MME, Operador Nacional do Sistema (ONS), Hitachi, Global Renewables Alliance (GRA), Fórum de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Setor Elétrico (FMASE) e State Grid.

Painel 2: Acesso à energia

Caminhos para ampliar o acesso à energia elétrica e ao cozimento limpo, com foco na mobilização de financiamento e instrumentos de mitigação de riscos que permitam ampliar soluções sustentáveis e inclusivas, foram os principais assuntos debatidos no segundo painel do dia.

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Com representantes do MME, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco Mundial, Abiogás, Engie e Sindigás, o painel trouxe a identificação de tecnologias adequadas e o fortalecimento de marcos regulatórios adaptados às realidades regionais, bem como a integração do acesso à energia às estratégias nacionais de desenvolvimento de longo prazo.

Abordando a importância de marcos institucionais e políticas públicas coerentes, capazes de garantir governança, continuidade e escala às iniciativas de universalização, o programa Luz Para Todos foi um dos destaques. O diretor do Departamento de Universalização e Políticas Sociais de Energia Elétrica do MME, André Dias, trouxe um panorama da política pública: “O acesso à energia elétrica é um direito, e o programa Luz Para Todos tem um diferencial pois é uma política pública que já tem 22 anos e vem inovando com o passar do tempo, isso se dá também pela sua estrutura de governança que tem diferentes atores envolvidos. O programa possui a capacidade de dialogar com outras políticas como o Luz do Povo e o Gás do Povo”, explicou Dias.

Painel 3: Planejamento energético para uma transição justa e inclusiva

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No último painel do turno da manhã, foram debatidas as estratégias para transformar o planejamento energético em instrumentos efetivos de mobilização de investimentos, fornecendo aos tomadores de decisão e financiadores informações claras, comparáveis e confiáveis.

A moderadora do painel e assessora especial do MME, Mariana Espécie, reforçou como o tema tem se mostrado fundamental nos dias atuais. ”O Brasil tem o planejamento energético como balizador que ajuda a enxergar caminhos e oportunidades na implementação de políticas públicas. Nem todos os países possuem uma estrutura como a nossa, e isso tem se mostrado cada vez mais essencial, pois necessitamos de dados e referências para elaborar esse planejamento na criação estratégica das ações futuras”, afirmou.

Participaram do painel representantes do MME, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Agência Internacional para Energias Renováveis (IRENA) e Neoenergia.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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Força Nacional capacita bombeiros de 18 estados para atuar em incêndios florestais

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Brasília, 16/5/26 – Foram concluídas, nesta sexta-feira (15), mais duas Instruções de Nivelamento de Conhecimento (INC) Florestais Simultâneas, realizadas em São Domingos (ES) e Porto Velho (RO). As capacitações integram o calendário de 18 edições previstas para 2026, promovidas em parceria entre a Força Nacional de Segurança Pública e a Diretoria de Ensino e Pesquisa da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), no âmbito das ações de prevenção e combate aos incêndios florestais em áreas prioritárias da Amazônia Legal e do Pantanal.

O Projeto Pedagógico da Força Nacional prevê a capacitação de mais 720 bombeiros militares ao longo do ano, com novas edições distribuídas em todo o território nacional. A próxima INC Florestal está prevista para começar em 25 de maio, em Manaus (AM).

As edições serão realizadas nos estados do Acre (AC), Amapá (AP), Amazonas (AM), Bahia (BA), Distrito Federal (DF), Espírito Santo (ES), Goiás (GO), Maranhão (MA), Mato Grosso (MT), Mato Grosso do Sul (MS), Minas Gerais (MG), Pará (PA), Pernambuco (PE), Piauí (PI), Rondônia (RO), Roraima (RR), Sergipe (SE) e Tocantins (TO).

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O comandante do Grupamento de Busca e Salvamento da Força Nacional, major do Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins Marinaldo Gomes Rocha, ressaltou o alcance estratégico da capacitação.
“A INC Florestal vai além da qualificação individual. Ela cria uma linguagem comum entre bombeiros de diferentes estados, padroniza procedimentos e garante que, quando a Força Nacional for acionada, especialmente no período de estiagem, quando os incêndios florestais ganham maior intensidade, o efetivo já esteja pronto para atuar de forma integrada, ágil e segura”, afirmou.

Temáticas

Entre as principais disciplinas estão Sistema de Comando de Incidentes (SCI), Atendimento Pré-Hospitalar Tático (APH Tático), Princípios Gerais de Sobrevivência, Fundamentos Teóricos e Técnicas de Combate a Incêndios Florestais, além de simulações de ocorrências em áreas de difícil acesso.

Com carga horária de 50 horas-aula, a INC Florestal padroniza procedimentos e habilita bombeiros militares estaduais para integrar e atuar na Força Nacional em ações de prevenção e combate a incêndios florestais, desmatamento e queimadas ilegais.

Cada edição reúne 40 alunos em 30 dias de curso, sendo cinco dias de aulas teóricas e 25 de atividades práticas, sob coordenação do Corpo de Bombeiros Militar do estado anfitrião. O corpo docente é composto por profissionais mobilizados da Força Nacional de Segurança Pública (DFNSP) e instrutores convidados com experiência na área.

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Cadastro de veteranos

A Força Nacional está com vagas abertas para o cadastro de profissionais veteranos, como policiais, bombeiros e peritos, que estejam inativos há menos de cinco anos.

Os voluntários com inscrições aprovadas poderão ser mobilizados conforme a necessidade, oportunidade e conveniência da Força Nacional, com possibilidade de permanência por até dois anos, prorrogáveis.

Para se inscrever, acesse o site oficial.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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