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Na Blue Zone, Mapa realiza agendas bilaterais com Austrália e Organização Internacional do Café

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) manteve, nesta quarta-feira (12), uma série de agendas bilaterais na Blue Zone da COP30, em Belém (PA), com o objetivo de fortalecer a cooperação internacional em sustentabilidade agrícola e mitigação climática.

O secretário de Desenvolvimento Rural, Marcelo Fiadeiro, o diretor do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação, Bruno Brasil, o coordenador-geral de Mudanças do Clima e Desenvolvimento Sustentável, Jorge Caetano, o auditor fiscal federal agropecuário, Luis Rangel, e a coordenadora-geral de Sustentabilidade e Regulação da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, Andrea Moura, representaram o Mapa em dois encontros estratégicos: o primeiro com a delegação da Austrália, sobre descarbonização da agropecuária, e o segundo com a Organização Internacional do Café (OIC), voltado à agricultura regenerativa e ao financiamento sustentável da cadeia cafeeira.

Marcelo Fiadeiro ressaltou que o Mapa tem buscado ampliar alianças internacionais para garantir credibilidade científica e atrair investimentos em tecnologias de baixo carbono. “O diálogo com países que têm desafios e oportunidades semelhantes aos nossos é essencial. Estamos construindo soluções conjuntas que unem inovação, transparência e financiamento climático”, afirmou.

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Durante a reunião com a delegação australiana, os representantes do Mapa apresentaram políticas públicas e programas voltados à redução das emissões no setor agropecuário, como o Caminho Verde Brasil, o Plano ABC+, o mercado regulado de carbono, recentemente aprovado no país, e a taxonomia sustentável.

“Foi uma troca técnica muito produtiva. Compartilhamos nossas estratégias de descarbonização da agropecuária e ouvimos as experiências da Austrália, que também tem avançado em políticas de incentivo à sustentabilidade no campo”, destacou Bruno Brasil.

Segundo o diretor, o principal ponto de convergência entre os dois países foi a definição de padrões e protocolos para medição de carbono na agricultura, especialmente no solo, tema que será central na coalizão internacional de carbono no solo, a ser anunciada ainda durante a conferência.

“Essa agenda é fundamental porque o programa Caminho Verde Brasil prevê que os produtores façam anualmente o balanço de carbono na propriedade, com base em protocolos definidos pela Embrapa. A colaboração internacional pode fortalecer muito essa etapa”, explicou Brasil.

Na segunda bilateral, com a Organização Internacional do Café (OIC), os representantes do Mapa discutiram possibilidades de cooperação em torno da agricultura regenerativa e de iniciativas voltadas à sustentabilidade da cadeia do café. “A OIC demonstrou interesse em se somar às iniciativas brasileiras, especialmente às que envolvem práticas sustentáveis e de valorização dos produtores de café”, destacou Marcelo Fiadeiro.

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A Austrália também solicitou à Embrapa e ao Ministério da Agricultura o projeto da AgriZone, para que possam replicá-lo caso sejam confirmados como anfitriões da próxima COP31.

A organização também anunciou o lançamento do Expresso Fund, em Dubai, após a COP30, um fundo voltado ao financiamento sustentável da cadeia do café, com critérios de sustentabilidade alinhados às metas globais do setor.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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