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Na Boleia do Brasil: na Via Dutra, Renan Filho anuncia primeiro serviço de saúde voltado a caminhoneiros

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Percorrendo a Via Dutra (BR-116/RJ-SP), principal corredor logístico por onde escoam produtos essenciais consumidos por milhões de brasileiros, o ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciou, nesta sexta-feira (16), durante a etapa final da caravana “Na Boleia do Brasil” no Sudeste do país, a implantação da primeira unidade de saúde voltada exclusivamente a motoristas de carga em um Ponto de Parada e Descanso (PPD). A estrutura está localizada em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo.

A unidade é a maior entre as oito já em operação nas rodovias federais concedidas e recebe, em média, 276 veículos por dia. Um dos usuários, o caminhoneiro Cláudio da Silva, comemora a iniciativa, que oferece apoio à categoria, frequentemente exposta a problemas de saúde durante longas jornadas nas estradas.

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Desde a inauguração do PPD, construído pela empresa Motiva na Via Dutra em 2024, cerca de 140 mil caminhões já passaram pelo local.

“O caminhoneiro só paga se permanecer mais de 12 horas, uma medida pensada para evitar o uso como estacionamento fixo e garantir a rotatividade. A estrutura oferece banheiros, refeitório, área de descanso, lavanderia, barbearia e, agora, serviços de saúde. Foi um pedido direto do presidente Lula ao Ministério dos Transportes, que já implantou oito unidades no país”, afirmou Renan Filho.

Diante da crescente demanda por profissionais responsáveis pelo escoamento da produção nacional, o Ministério dos Transportes passou a incluir, nos contratos da nova carteira de ativos rodoviários concedidos à iniciativa privada, a previsão para a construção de novos PPDs em todo o país.

A medida atende aos critérios da Lei nº 13.103/2015, que busca promover a segurança viária, reduzir a fadiga dos motoristas e prevenir sinistros, garantindo condições adequadas de repouso.

Requalificação ferroviária

Em Barra Mansa, no Rio de Janeiro, a comitiva ministerial visitou as obras de readequação da linha férrea no município. O projeto recebe investimentos de R$ 68,5 milhões do Governo do Brasil e tem como objetivo solucionar um dos gargalos logísticos da infraestrutura nacional que historicamente impactavam a rotina da população local.

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As intervenções visam transferir as manobras operacionais dos trilhos da área urbana central, sem prejuízo às concessionárias. A iniciativa também permitirá a cessão dos espaços remanescentes à prefeitura, além da execução de obras complementares, como a adaptação do viaduto ferroviário para uso rodoviário, com inauguração prevista ainda para janeiro deste ano.

Rosa Maria, moradora do município, relata os contratempos enfrentados no passado devido à presença da linha férrea no perímetro urbano.

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Dividido em quatro fases, o projeto está com a terceira etapa em fase final de execução, com cerca de 90% dos serviços concluídos. A implantação de pontes, viadutos, passarelas e a reorganização da mobilidade tendem a reduzir ou eliminar conflitos, promovendo mais segurança e qualidade de vida para a população.

“Essa será uma cidade transformada, com mais oportunidades para todos. Estamos atendendo a uma demanda antiga da população e nos sentimos orgulhosos por isso. As famílias que moravam em áreas afetadas foram realocadas, tudo para melhorar a qualidade de vida das pessoas”, destacou Renan Filho.

“Essa obra vai servir para a coisa mais importante que existe: agilizar a vida das pessoas. Com uma rotina mais eficiente, Barra Mansa estará mais preparada para receber investimentos. E investimento significa geração de empregos”, completou.

Ao final da agenda, a Câmara Municipal de Barra Mansa homenageou o ministro dos Transportes, destacando o compromisso público e a atenção às demandas regionais que têm impulsionado avanços na infraestrutura, na mobilidade e no desenvolvimento do município, com benefícios diretos à população.

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Melhorias na BR-393/RJ

Ainda nesta sexta-feira, o ministro Renan Filho autorizou o início das obras de manutenção de 103,3 quilômetros da BR-393/RJ. Serão investidos aproximadamente R$ 17 milhões em melhorias no pavimento e na sinalização, no trecho entre os km 185,3 e 288,6, que abrange os municípios de Paraíba do Sul, Barra do Piraí, Vassouras e Volta Redonda.

Morador da região há 25 anos, Bernardo Coutinho avalia que as intervenções vão melhorar o tráfego em um trecho com grande circulação de veículos leves e pesados.

“É uma rodovia por onde passa muito transporte de carga, corta a cidade inteira e tem apenas uma faixa. Com isso, os carros acabam presos atrás dos caminhões, sem conseguir ultrapassar”, relatou.

Outro segmento da BR-393/RJ, entre os km 105 e 185, que passa pelos municípios de Sapucaia, Três Rios e Paraíba do Sul, já está contemplado em outro contrato de manutenção, assinado em outubro de 2025 pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Com essas duas frentes de trabalho, a autarquia busca restabelecer, o quanto antes, a funcionalidade da rodovia, devolvendo aos usuários condições adequadas e mais seguras de trafegabilidade.

Na Boleia do Brasil

A caravana Na Boleia do Brasil é uma continuidade do projeto iniciado em novembro de 2025, quando o ministro percorreu, de caminhão, o trajeto entre Brasília e Belém (PA), em preparação para a COP30, vistoriando obras ao longo de cinco dias.

Nesta etapa, o foco foi a Região Sudeste, que concentra cerca de 53% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e responde por mais de 60% da produção industrial do país.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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Programa Brasil Contra o Crime Organizado chega à Amazônia para fortalecer o combate a facções e crimes ambientais

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Manaus, 18/5/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou, nesta segunda-feira (18), em Manaus (AM), o Programa Território Seguro, Amazônia Soberana: Proteção da Amazônia e da Faixa de Fronteira, instituído pela Portaria 1220/2026. Coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) e com investimento de R$ 209 milhões, a iniciativa amplia ações integradas de repressão qualificada, proteção territorial, prevenção e fortalecimento de economias lícitas na Amazônia Legal e em outras áreas de fronteira.

O lançamento ocorreu durante o evento Brasil Contra o Crime Organizado: Amazônia, realizado no Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI), e integra o programa Brasil Contra o Crime Organizado, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 12 de maio, em Brasília. O novo programa atuará de forma coordenada com o Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Amas), cada um com sua especificidade.

Nesta primeira fase, o programa atuará em sete regiões prioritárias, abrangendo 42 municípios de seis estados: Acre (AC), Amazonas (AM), Pará (PA), Maranhão (MA), Mato Grosso (MT) e Paraná (PR). A estratégia foi estruturada para enfrentar de forma integrada crimes ambientais, narcotráfico, garimpo ilegal e violência armada em áreas estratégicas da Amazônia Legal e da faixa de fronteira.

Na abertura do encontro, Wellington Lima afirmou que o crime organizado atua de forma integrada e exige resposta coordenada do Estado. “Por décadas, cada estado enfrentou o crime do seu jeito, com os seus recursos, nas suas divisas. O problema é que o crime nunca respeitou limite nenhum. Enquanto os estados agiam separados, as facções atuavam em rede”, afirmou o ministro.

“O que torna este momento diferente é que, pela primeira vez, o Estado inteiro vai atuar junto — não cada um apenas no seu domínio, mas todos jogando no mesmo time, com um plano conjunto e atuação simultânea”, completou.

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A secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado, enfatizou que o programa representa uma mudança na forma de atuação do Estado na região amazônica, ao integrar políticas de segurança pública, desenvolvimento sustentável e garantia de direitos.

“Por muito tempo, a Amazônia foi tratada por políticas fragmentadas: ora pela agenda socioambiental, ora pela agenda de segurança pública, ora pela agenda de desenvolvimento econômico, como se essas dimensões pudessem ser pensadas separadamente. Hoje, sabemos que repressão qualificada, proteção ambiental, desenvolvimento sustentável e garantia de direitos precisam caminhar juntos”, enfatizou.

Coordenado pela Senad, o Programa Território Seguro, Amazônia Soberana será desenvolvido a partir de quatro eixos estruturantes:

* Diagnóstico territorial
Produção de evidências, monitoramento e inteligência territorial para orientar decisões estratégicas e ações integradas.

* Repressão qualificada
Integração das forças de segurança pública para enfrentamento às estruturas financeiras e logísticas do crime organizado e retomada de territórios vulneráveis.

* Prevenção e acesso a direitos
Fortalecimento da presença do Estado, proteção social e ações voltadas à prevenção do aliciamento de populações vulneráveis por organizações criminosas.

* Promoção de alternativas econômicas sustentáveis
Fomento à inclusão produtiva, geração de renda e desenvolvimento sustentável nos territórios prioritários.

Enfrentamento ao crime organizado

O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, também destacou a importância da integração entre os entes federativos e do uso de tecnologia no enfrentamento ao crime organizado.

“Nós precisamos trabalhar para enfrentar essa chaga. A proposta é que os estados não atuem de forma isolada, mas em conjunto com o Governo Federal. Esse enfrentamento precisa ocorrer com tecnologia e informação, porque as ações do crime organizado avançam principalmente sobre a estrutura e a infraestrutura portuária da região”, afirmou o secretário.

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De acordo com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, o programa leva o enfrentamento ao crime organizado a um novo patamar.

“Vamos qualificar o enfrentamento com a descapitalização do crime. Somente no ano passado, as operações da Polícia Federal retiraram R$ 10 bilhões do crime organizado”, enfatizou.

Também participaram do evento o secretário-executivo do MJSP, Ademar Borges; o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; e o diretor-executivo da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Alberto Raposo Neto.

Plano Amas

Durante o evento, o MJSP também apresentou o balanço do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Amas), política coordenada pela pasta desde 2023 para o enfrentamento ao crime organizado e aos crimes ambientais na região amazônica.

Além da apresentação dos resultados do plano, foram discutidas perspectivas de fortalecimento da iniciativa, incluindo a institucionalização do contrato com o BNDES/Fundo Amazônia para financiamento das ações do Amas e suplementação orçamentária destinada aos estados.

A programação incluiu ainda reunião deliberativa do Comitê Gestor do Plano Amas, que debateu o Plano Estratégico Integrado da BR-319 e os Planos Operacionais Integrados dos estados da Amazônia Legal para 2026.

As metas do Amas para 2026 estão organizadas em três eixos imediatos: controle estratégico da BR-319, com foco no combate ao garimpo, à grilagem e às queimadas; integração dos planos operacionais estaduais; e fortalecimento das ações de enfrentamento ao crime organizado e aos crimes ambientais na Amazônia e no Pantanal.

O evento também contou com o lançamento do Índice de Vulnerabilidade ao Crime Organizado: Territórios Indígenas (IVCO-TI), desenvolvido pelo Centro de Estudos sobre Drogas e Desenvolvimento Social Comunitário (Cdesc). O projeto é fruto de parceria entre a Senad/MJSP, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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