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Na China, Silveira apresenta portfólio de oportunidades bilionárias da transição energética brasileira à Envision

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reuniu-se nesta terça-feira (20/1), em Xangai, com executivos da Envision Energy, líder global em soluções integradas para a transição energética, para apresentar o Brasil como uma das mais competitivas plataformas mundiais para investimentos em energia limpa, descarbonização industrial e novas cadeias produtivas de baixo carbono.

O encontro integra a estratégia do Governo do Brasil de atrair capital internacional de longo prazo, combinando escala de mercado, matriz elétrica majoritariamente renovável, segurança jurídica e políticas públicas voltadas à previsibilidade regulatória e à expansão sustentável do setor energético.

Durante a reunião, Silveira apresentou um portfólio de oportunidades estratégicas em combustível sustentável de aviação (SAF), sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS), hidrogênio verde e amônia verde, além de geração eólica com aerogeradores de grande porte.

Segundo o ministro, o Brasil reúne condições únicas para liderar projetos industriais integrados, capazes de atender tanto ao mercado interno quanto à crescente demanda global por energia limpa e produtos descarbonizados.

O ministro ressaltou ainda que a parceria estratégica entre Brasil e China vai além do investimento produtivo, ao promover a aproximação entre o setor privado, a academia e os centros de pesquisa, criando um ambiente de cooperação em ciência, tecnologia e inovação. Esse modelo de colaboração integrada, segundo Silveira, é fundamental para gerar empregos qualificados, renda e ganhos concretos de qualidade de vida para as populações dos dois países.

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Nesse contexto, o ministro convidou os executivos da Envision a aprofundarem sua presença no Brasil, com visitas ao Ministério de Minas e Energia e a outras pastas do governo federal, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além da participação ativa em projetos estratégicos da agenda energética nacional, como o primeiro leilão de sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS).

Reconhecida internacionalmente por integrar a fabricação de aerogeradores eólicos de última geração, sistemas avançados de armazenamento de energia, soluções digitais baseadas em inteligência artificial e projetos completos de hidrogênio verde e combustíveis sustentáveis, a Envision Energy figura entre as empresas que lideram a nova economia energética global.

Brasil

A entrada da Envision no Brasil, iniciada em janeiro de 2026 com o fornecimento de 630 MW em turbinas eólicas à Casa dos Ventos e um contrato de serviços de longo prazo, foi destacada como sinal concreto de confiança no mercado brasileiro. Estimativas de mercado indicam que o conjunto do fornecimento de equipamentos e dos serviços associados representa um compromisso econômico da ordem de centenas de milhões de dólares, podendo ultrapassar US$ 800 milhões ao longo do ciclo do contrato.

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Segundo os executivos da empresa, a Envision Energy tem interesse em ampliar sua atuação no país, levando tecnologia de ponta para contribuir com o desenvolvimento econômico e social do Brasil, fortalecer cadeias produtivas locais e apoiar a transição energética com soluções inovadoras e sustentáveis.

Para Alexandre Silveira, o momento é de aceleração. “O Brasil não discute mais potencial. Discute escala, competitividade e liderança global. Estamos prontos para receber investimentos robustos, gerar valor compartilhado e liderar a transição energética de forma segura, sustentável e economicamente viável”, afirmou o ministro.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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CMSE aprova medidas para preparar o sistema elétrico para os impactos do El Niño e do cenário geopolítico

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O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou, nesta quarta-feira (22/7), seguindo recomendações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), medidas para reforçar a segurança do atendimento eletroenergético diante da elevada probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, e das incertezas do atual cenário geopolítico que pode impactar nos preços dos combustíveis.

Entre as ações aprovadas está a antecipação do início do suprimento de cinco contratos vencedores do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Energia (LRCE 2022) e do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP 2026), que garantirá 1,8 GW adicionais ao Sistema Interligado Nacional (SIN) a partir de 1º de setembro.

O volume antecipado é fundamental para garantir a segurança do sistema elétrico brasileiro em 2026 e início de 2027, principalmente prevendo as consequências que podem ser causadas pelo El Niño. O parecer que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) emitiu em julho aponta cenário de “elevada probabilidade” de ocorrer o fenômeno, que reduz a disponibilidade de energia produzida na região Norte do país e aumenta a carga do sistema elétrico devido à elevação das temperaturas e do consequente crescimento do consumo de energia.

De acordo com as informações publicadas no Plano de Operação Energética (PEN) 2025, e atualizadas na versão de 2026, a antecipação desses contratos recompõe o montante que o LRCAP 2026 não contratou devido à falta de oferta. O certame, realizado em março deste ano, fixou em 4,2 GW a potência necessária para o atendimento de ponta, mas foram contratados 2,2GW.

A decisão para antecipar os contratos também se baseou nas incertezas geopolíticas ocasionadas pelo atual cenário de guerras, que podem impactar diretamente os preços de combustíveis. De acordo com estudos elaborados pelo MME, a utilização de usinas sem contrato (merchant) para suprimento de carga custam, no mínimo, 25% a mais do que as contratadas nos certames.

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Processo

Em abril de 2026, o MME consultou os empreendimentos vencedores do LRCE 2022 e LRCAP 2026 sobre a disponibilidade e interesse em antecipar seus contratos. Ao todo, foram consultadas usinas que somam cerca de 3.482 GW de capacidade instalada. Desse total, aproximadamente 2.377 MW manifestaram interesse na antecipação, cabendo ao ONS indicar o montante necessário para atendimento das necessidades do sistema. A seleção final contemplou os empreendimentos compatíveis com os requisitos operacionais identificados nos estudos de planejamento com menor impacto tarifário.

 Informações Técnicas:

Antecipação de Empreendimentos de Geração

Deliberações:

I – Recomendar a antecipação de início de suprimento dos Contratos de Reserva de Capacidade decorrentes dos Leilões de Reserva de Capacidade na forma de energia de 2022 – LRCE 2022 e na forma de potência de 2026 – LRCAP 2026, dos empreendimentos indicados a seguir, de modo que os contratos tenham vigência em 1º de setembro de 2026, totalizando 1.827,1 MW, com base nas avaliações do Plano de Operação Energética – PEN 2026/2030 e a manifestação de interesse dos respectivos agentes, de modo a contribuir para a segurança do atendimento eletroenergético em 2026:

Garantia Física LRCE 2022
Garantia Física LRCE 2022

 

II – Recomendar que todas as demais cláusulas dos contratos originais, inclusive as relativas às penalidades por atraso no início da operação comercial do empreendimento, passem a valer desde o início da data de antecipação.

Avaliação da Base de Dados dos Estudos Elétricos e Energéticos

Deliberação: Tendo em vista as discussões realizadas no âmbito técnico do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico –  CMSE relativas às Bases de Dados de Geração de Estudos Elétricos e Energéticos, e considerando a deliberação de 312ª Reunião do CMSE (Ordinária), realizada em 05 de novembro de 2025, o CMSE deliberou por aprovar a implementação, a partir do Programa Mensal de Operação Energética – PMO de janeiro de 2027, da representação da expansão da capacidade instalada de geração de energia elétrica de usinas do Ambiente de Contratação Livre – ACL no bloco de ofertas considerado no PMO, conforme a seguir:

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(i) Considerar todas as usinas do ACL que estejam em obras, conforme critério já vigente;

(ii) Considerar, para as usinas do ACL que não estejam com obras iniciadas:

                        (a) aquelas que possuam contratos de compra e venda de energia de longo prazo – PPA, do inglês Power Purchase Agreement, e contrato de uso da rede (Sistema de Transmissão – CUST ou o Sistema de Distribuição – CUSD) válidos, conforme critério já vigente;

                        (b) aquelas que possuam Contrato de Uso do Sistema de Transmissão – CUST e Garantia Prévia para Celebração do CUST – GPC válidos;

(iii) Considerar os critérios definidos nos itens i e ii no PMO “Sombra” para o período de agosto a dezembro de 2026; e

(iv) recomendar que as instituições considerem em todos os processos o disposto no art 7º da Resolução CNPE nº 01/2024.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País, adotando as medidas para a garantia do suprimento de energia elétrica. As definições finais sobre a reunião do CMSE desta quarta-feira (22/07) serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes e divulgada conforme o regimento.

*Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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