Nacional

Novo porto de Barcelos amplia capacidade de transportes e vai beneficiar cerca de 20 mil moradores

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O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) inaugurou, nesta segunda-feira (25), a nova Instalação Portuária Pública de Pequeno Porte (IP4) de Barcelos, no Amazonas. O empreendimento recebeu investimentos de R$ 20 milhões e a expectativa é de que cerca de 20 mil moradores, que dependem do transporte fluvial como único meio de ligação com o restante do estado e do país, sejam beneficiados. As obras foram executadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

O novo terminal é o primeiro do Amazonas a operar com energia solar, marco de inovação e sustentabilidade na região. Com capacidade para atender aproximadamente 3 mil passageiros por mês, a estrutura integra o programa Porto Conectado, iniciativa que busca modernizar o transporte fluvial na Amazônia, ampliando a eficiência e a integração entre os municípios ribeirinhos.

Sem ligação rodoviária, Barcelos depende exclusivamente do rio para escoar produção, receber insumos e garantir a mobilidade de sua população. Nesse contexto, o porto vai além da infraestrutura: representa cidadania e dignidade para a comunidade local.

Para o secretário Nacional de Hidrovias e Navegação, Dino Antunes, cada porto entregue é uma ponte de oportunidades. “Estamos trabalhando para que os municípios ribeirinhos tenham condições dignas de desenvolvimento e não fiquem isolados. No Amazonas, os rios são equivalentes às estradas. É uma obra que fortalece a economia local e melhora a qualidade de vida de quem depende do rio para tudo”, destacou o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Dino Antunes.

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Moderno e acessível
Com 466 m² de área total, o terminal de passageiros foi projetado para oferecer conforto e agilidade. O acesso ao cais flutuante é feito por duas pontes metálicas de 45 metros, com passarelas exclusivas para pedestres, que garantem segurança e acessibilidade.

O conjunto inclui ainda um cais flutuante de 52 metros de comprimento por 16 de largura, com convés superior, rampa em concreto armado para veículos leves e pesados, estacionamento, bicicletário, guarita de segurança e sistemas de tratamento de esgoto e de água potável.

O novo porto já é visto pela população como um símbolo de integração regional. A expectativa é que a infraestrutura dê novo fôlego ao turismo, à economia pesqueira e à circulação de mercadorias, posicionando Barcelos em um patamar mais competitivo dentro da Amazônia.

Economia e turismo
A cidade, que atrai turistas de todo o mundo para a pesca esportiva e para o tradicional Festival do Peixe Ornamental, com a disputa entre as agremiações Peixe Cardinal e Acará Disco, deve sentir reflexos diretos no turismo. O setor movimenta cerca de R$ 200 milhões por temporada.

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Referência na cena cultural amazonense, o artista plástico e coreógrafo Adriano Paketá lembra das dificuldades enfrentadas no antigo terminal. “Tinha que passar por pranchas de madeira improvisadas, correndo o risco de cair dentro d’água”, contou. Para ele, a nova estrutura representa mais segurança e novas oportunidades. “Agora teremos capacidade para o desembarque de passageiros e cargas, além do abastecimento de alimentos, a chegada de medicamentos, automóveis e insumos diversos para o desenvolvimento que a cidade tanto necessita.”

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Nacional

Ministério dos Transportes vistoria obras da Fico e reforça expansão da malha ferroviária nacional

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O secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro acompanhou, nesta quinta-feira (25), o avanço das obras da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO), em Goiás. Integrada à Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), a ferrovia formará um dos principais corredores de exportação do Brasil, conectando regiões produtoras do Centro-Oeste aos portos e ampliando a competitividade logística do país.

Com 364 quilômetros de extensão, o trecho está em construção pela Vale como parte das contrapartidas da renovação antecipada da concessão da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). O modelo de investimento cruzado permite executar uma nova infraestrutura ferroviária estratégica com recursos privados, reforçando a parceria entre o poder público e a iniciativa privada na expansão da malha ferroviária nacional.

Ao sobrevoar as obras, Leonardo Ribeiro destacou o avanço do empreendimento e o papel da FICO na transformação da logística nacional.
“A FICO é muito mais do que uma ferrovia. Estamos falando de uma infraestrutura estratégica, que terá impacto direto no PIB brasileiro ao integrar a produção do Centro-Oeste à Ferrovia Norte-Sul e, futuramente, ao Corredor Leste-Oeste. Com o leilão desse corredor, o país ganhará uma nova alternativa logística para o escoamento da produção, reduzindo custos de transporte, aumentando a competitividade e fortalecendo o comércio exterior”, afirmou o secretário.

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Corredor Leste-Oeste

A Fico I integra um projeto ainda maior: o Corredor Ferroviário Leste-Oeste, que terá conexão com a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e com a Ferrovia Norte-Sul, formando um dos mais importantes eixos ferroviários em desenvolvimento no Brasil.

Com extensão prevista de 1.708 quilômetros, o empreendimento atravessará Bahia, Goiás e Mato Grosso. A ferrovia atenderá importantes regiões produtoras do oeste baiano, do Mato Grosso e do Matopiba, criando uma nova alternativa logística para o escoamento da produção regional em direção ao Porto Sul, em Ilhéus.
Para o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Sampaio, a FICO demonstra o potencial da atuação conjunta entre o poder público e a iniciativa privada para acelerar investimentos estruturantes.

“Em pouco tempo já é possível perceber o avanço das obras e a transformação que esse empreendimento representa para a infraestrutura brasileira. Esse resultado é fruto do trabalho conjunto entre o Ministério dos Transportes, a ANTT, a Infra S.A. e a iniciativa privada, que transformou uma política pública em uma obra capaz de gerar desenvolvimento, emprego e competitividade para o Brasil,” explicou Sampaio.

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Leilões ferroviários

O Corredor Leste-Oeste integra a carteira ferroviária estruturada pelo Ministério dos Transportes para os próximos anos. Em novembro de 2025, a pasta lançou a primeira Política Nacional de Outorgas Ferroviárias e apresentou a maior carteira ferroviária da história recente do país.

Ao todo, estão previstos oito leilões ferroviários, que somam mais de 9 mil quilômetros de extensão e têm potencial para atrair cerca de R$ 160 bilhões em investimentos, com projeção de movimentar até R$ 600 bilhões ao longo do ciclo de implantação e operação dos empreendimentos.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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