Tecnologia

Novos decretos impulsionam inovação e ampliam fomento para ciência no Brasil

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Quando uma nova tecnologia melhora um tratamento de saúde, reduz o custo da energia ou torna a produção mais eficiente, há um caminho invisível por trás: o investimento em ciência e inovação. É nesse ponto que entram os dois decretos publicados pelo Governo do Brasil que reforçam o papel do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) no desenvolvimento do País, ampliando a capacidade de atuação da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). 

As medidas publicadas na segunda-feira (30) fortalecem o financiamento público à inovação e criam condições para que mais projetos saiam do papel — desde pesquisas em universidades até soluções aplicadas na indústria, no campo e nas cidades. Na prática, isso significa mais apoio a iniciativas que podem gerar empregos, melhorar serviços e trazer respostas a desafios concretos da sociedade. 

Decreto nº 12.912/2026 autoriza o aumento de capital da Finep em até R$ 3,5 bilhões. Esse reforço amplia a capacidade da instituição de investir em projetos de longo prazo, como infraestrutura de pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias. São iniciativas que, muitas vezes, levam anos para maturar, mas que têm potencial de transformar setores inteiros, como saúde, energia e transformação digital.  

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Já Decreto nº 12.913/2026 organiza o uso de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), permitindo que valores acumulados sejam utilizados em operações de crédito para inovação. Com isso, empresas e instituições científicas passam a ter mais acesso a financiamento para desenvolver soluções, testar tecnologias e levar conhecimento ao mercado.  

Para garantir que esses recursos sejam mais bem direcionados, foi criado um plano anual de aplicação, acompanhado por um conselho interministerial. A ideia é alinhar os investimentos a prioridades do País, como aumento da produtividade, redução das desigualdades regionais e fortalecimento da indústria nacional.  

Essa mudança também se conecta a uma atualização recente na legislação do FNDCT que abriu espaço para mobilizar cerca de R$ 30 bilhões adicionais em investimentos até 2028. Somados ao orçamento regular do fundo — que chegou a aproximadamente R$ 14,7 bilhões em 2025 —, esses recursos ampliam a capacidade do Brasil de investir em ciência, tecnologia e inovação de forma contínua.  

No dia a dia, esse movimento pode ser percebido de diferentes formas: no desenvolvimento de novos medicamentos, na modernização de cadeias produtivas, na criação de tecnologias mais sustentáveis e até em soluções digitais que facilitam a vida da população. Ao aproximar universidades, centros de pesquisa e empresas, o financiamento público ajuda a transformar conhecimento em resultados concretos. 

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Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, as medidas fortalecem a capacidade do País de transformar ciência em desenvolvimento. “Esses decretos fortalecem a Finep e ampliam a capacidade do Estado de investir no que é estratégico para o Brasil. A gente está falando de mais apoio à inovação, de mais conexão entre empresas e instituições de pesquisa e de mais oportunidades para transformar conhecimento em desenvolvimento”, afirmou.  

Ao estruturar melhor o uso dos recursos e ampliar a capacidade de investimento, o MCTI avança na construção de uma política que conecta ciência à vida das pessoas. Mais do que números, os decretos apontam para um esforço de transformar pesquisa em oportunidades, fortalecer a economia e ampliar o acesso a soluções que fazem diferença no cotidiano.  

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Tecnologia

MCTI e MTE lançam edital de R$ 100 milhões para inovação em economia solidária em todo País

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lançaram, nesta sexta-feira (3), edital que destina R$ 100 milhões para projetos de inovação tecnológica para a economia solidária. Os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), operacionalizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), serão destinados a incubadoras tecnológicas de cooperativas populares (ITCPs) vinculadas a universidades e institutos federais, no âmbito do Programa Nacional de Incubadoras de Cooperativas Populares (Proninc). 

O edital prevê o financiamento de projetos com valores de R$ 1,5 milhão a R$ 3 milhões e duração de até dois anos. As propostas deverão contemplar ações de desenvolvimento e difusão de tecnologias sociais para apoiar empreendimentos econômicos solidários, incluindo atividades de assessoria técnica, formação e extensão universitária de desenvolvimento territorial. 

Os projetos selecionados serão executados por agências de inovação e incubadoras tecnológicas vinculadas a instituições de ensino superior e à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. 

Proninc reúne iniciativas de apoio às incubadoras tecnológicas de cooperativas populares, promovendo a integração entre instituições de ensino e pesquisa e empreendimentos da economia solidária. O programa contempla ações de desenvolvimento de tecnologias sociais e fortalecimento da capacidade técnica desses empreendimentos.  

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A secretária de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes) do MCTI, Germana Pires Coriolano, ressaltou que o edital simboliza a retomada de políticas públicas voltadas à economia solidária e ao desenvolvimento inclusivo. “A ciência acontece quando a universidade trabalha ao lado de uma cooperativa para melhorar a produção, quando uma tecnologia social ajuda uma comunidade a gerar mais renda ou quando o conhecimento acadêmico encontra soluções para desafios concretos vividos pelas pessoas. É exatamente essa ciência, comprometida com o desenvolvimento dos territórios, que nós estamos fortalecendo hoje”, afirmou.  

Durante a cerimônia, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que a economia solidária deve ser compreendida como estratégia permanente de desenvolvimento. “A retomada do programa priorizou a reconstrução da economia solidária enquanto estratégia de inclusão produtiva, sendo a inovação tecnológica uma ferramenta frente aos problemas reais de logística e infraestrutura dos trabalhadores pobres. E, ao mesmo tempo, integrando o conhecimento sistematizado das universidades com o conhecimento popular dos territórios, o MTE e o MCTI estão colocando a ciência e a tecnologia a serviço da inclusão produtiva”, frisou. 

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O edital na Bahia aloca R$ 100 milhões para incubadoras populares do Estado via Universidade Federal da Bahia (UFBA) em tecnologias de inovação.  Desde 2013, o MCTI retomou as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento social e ampliou os investimentos em ciência e tecnologia. Somente na Bahia, mais de R$ 1,3 bilhão foi investido de 2023 a 2025 para fortalecer pesquisa, inovação formação de recursos humanos e infraestrutura científica.  

Segundo a gerente do Departamento Regional Centro-Oeste da Finep, Julieta Palmeira, a financiadora fortalece a capacidade das universidades e institutos federais de transformar conhecimento científico em soluções voltadas às demandas da população, promovendo inclusão produtiva, desenvolvimento territorial e melhoria da qualidade de vida. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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