Nacional

Operação Fraus: com apoio do MJSP, Polícia Civil do Tocantins deflagra ação contra crimes de associação criminosa, jogos de azar e lavagem de dinheiro

Publicado

Araguaína, 22/08/2025 – A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, nesta sexta-feira (22), a Operação Fraus, para desarticular uma associação criminosa responsável pela prática de crimes contra a economia popular e de lavagem de dinheiro, utilizando de forma indevida ativos virtuais para ocultação de valores ilícitos, além de praticar a Contravenção Penal de Jogos de Azar.

Uma influencer foi presa junto com seu namorado em um condomínio de alto padrão em Araguaína, na região norte do Tocantins. Ela possui cerca de 1,5 milhão de seguidores nas redes sociais e usava seu perfil para divulgar e promover jogos de azar em parceria com diversas casas de apostas.

A ação é resultado da investigação promovida pela 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC – Palmas), iniciada em agosto de 2023. Foram cumpridos vinte e três mandados de busca e apreensão, além de ordens judiciais de sequestro de bens e bloqueio de ativos financeiros, autorizadas pela 1ª Vara Criminal de Araguaína (TO).

Leia mais:  Lula destaca urgência da transição energética durante sessão na Cúpula de Líderes

A ação recebeu o suporte do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

O Ciberlab, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, atuou por meio do seu Núcleo de Operações em Criptoativos e foi responsável por fornecer suporte técnico especializado para a localização, o rastreamento e apreensão dos valores em ativos virtuais movimentados pela associação criminosa. A atuação do núcleo permitiu mapear fluxos financeiros e identificar endereços de carteiras digitais usados na ocultação de recursos ilícitos.

Segundo as investigações, a influenciadora movimentava valores expressivos e contava com estrutura empresarial, incluindo um escritório de contabilidade contratado por ela, que também foi alvo de mandados de busca e apreensão.

Ao todo, 40 agentes de segurança pública participaram da operação, que contou com integrantes da DEIC – Palmas, da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO) e da Polícia Científica da Secretaria de Segurança Pública do Tocantins. Também participaram servidores da Agência de Defesa Agropecuária (ADAPEC-TO).

Leia mais:  MME tem protagonismo internacional no esforço para expandir combustíveis sustentáveis até 2035

Operação Fraus

O nome da ação faz referência à Fraus, personificação feminina da fraude e da traição. Na tradição romana, ela era associada ao engano doloso e às armadilhas, às vezes representada como uma serpente. A deusa romana Fraus é a correspondência mais direta à Apate grega, representando a fraude, o dolo e a enganação.

Legislação

Segundo a legislação brasileira, os crimes praticados são: Associação Criminosa (Art. 288 do Código Penal); Crime Contra a Economia Popular (Lei 1.521/1951 art. 2º, inc. IX) e Lavagem de Capitais (Art. 1º da Lei nº 9.613/98). Ainda foi cometida Contravenção Penal de Jogo de Azar (Art. 50, § 2º da Lei 3.688/1941).

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Comentários Facebook
publicidade

Nacional

Operação combate rede de exploração sexual infantil na internet com apoio do MJSP

Publicado

Curitiba, 23/4/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) apoiou o desdobramento da Operação Conexão Encerrada, realizada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), na quarta-feira (22). A iniciativa visa combater a atuação de indivíduos que armazenam e compartilham material de exploração sexual infantojuvenil em ambiente virtual.

A investigação teve origem na análise de elementos obtidos em procedimento instaurado pela Delegacia de Polícia de Palmas (PR), após a prisão de um indivíduo por estupro de vulnerável. A partir dos vestígios digitais identificados, foram localizados novos investigados envolvidos no armazenamento e compartilhamento do material criminoso.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão no Paraná e em São Paulo, com apoio da Polícia Civil de São Paulo. O MJSP atuou por meio de apoio técnico do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), unidade vinculada à Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

A operação

No município de São João da Boa Vista (SP), um dos investigados foi autuado em flagrante pelo armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil, após a identificação de arquivos ilícitos em seu aparelho celular.

Leia mais:  MTE firma acordo para reforçar segurança de trabalhadores que operam máquinas e equipamentos no Rio de Janeiro

Simultaneamente, foram realizadas diligências no município de Palmas (PR), com o objetivo de coletar provas adicionais relacionadas à atuação de outro investigado e aprofundar as linhas investigativas.

Estão sendo apurados crimes relacionados ao compartilhamento, à divulgação e ao armazenamento de material contendo cenas de abuso ou exploração sexual infantojuvenil, previstos nos artigos 241-A e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990).

Ciberlab

O apoio do Ciberlab consiste na produção de análises técnico-informacionais em ambiente digital, com o objetivo de subsidiar, de forma qualificada, a atuação da polícia judiciária. As análises realizadas são direcionadas à identificação de padrões, ao rastreamento de atividades ilícitas e à organização de informações relevantes para a persecução penal.

O MJSP ressalta o compromisso com a proteção de crianças e adolescentes e com o fortalecimento da atuação integrada entre União e estados no enfrentamento aos crimes cibernéticos, por meio do uso qualificado da tecnologia e da inteligência.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana