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Pesca e Aquicultura sustentáveis na COP30

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No dia 16 de novembro, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) deu continuidade à sua participação na COP30, marcando presença na AgriZone, um espaço dedicado à agricultura sustentável, que tem como objetivo apresentar tecnologias, soluções e iniciativas voltadas à agricultura de baixo carbono, segurança alimentar e inovação para sistemas produtivos sustentáveis.

Assim, o MPA realizou dois painéis na arena principal da AgriZone, reunindo especialistas, representantes de diferentes países e atores da pesca artesanal para aprofundar discussões essenciais sobre sustentabilidade, governança e cooperação internacional.

O painel “Belém–Campo Grande: Roteiro para a Pesca e Aquicultura Sustentáveis”, organizado pela Secretaria Nacional de Registro, Monitoramento e Pesquisa/MPA em colaboração com pesquisadoras da Universidade Federal do Pará (UFPA) e representantes da pesca artesanal, fomentou o debate na busca por uma ponte entre duas agendas estratégicas: a COP30 e a COP15 – Convenção sobre Espécies Migratórias, que será realizada em Campo Grande em 2026.

O debate foi moderado pela coordenadora-geral de Pesquisa do MPA, Catarina Melo, que destacou a importância da ciência e da pesquisa, bem como a perspectiva dos pescadores artesanais frente aos impactos das mudanças climáticas. Também estiveram presentes as professoras e pesquisadoras Victoria Isaac e Bianca Bentes, da UFPA, e o pescador artesanal Jorge Gabriel, da Ilha de Marajó (PA).

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Durante o painel, foram apresentadas as principais ações em andamento para fortalecer a sustentabilidade da pesca e da aquicultura no Brasil, com ênfase no monitoramento, na geração de dados confiáveis, no papel central das comunidades tradicionais e na integração entre ciência, governo e setor produtivo. O debate também reforçou a relevância da Amazônia como eixo fundamental para a segurança alimentar e para a gestão dos recursos pesqueiros do país.

Diálogo BRICS sobre Pesca e Aquicultura

No dia 16 de novembro, durante a COP30, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) também realizou, no espaço AgriZone, o Diálogo BRICS sobre Pesca e Aquicultura, reunindo representantes do Brasil, Índia e Indonésia para discutir cooperação internacional voltada aos sistemas alimentares aquáticos.

Moderado por Diógenes Lemainski, coordenador de Temas Técnicos e Comerciais da Assessoria Especial Internacional/MPA, o painel destacou a importância dos países BRICS na produção de alimentos aquáticos – eles representam mais de 60% da produção mundial de pescado, evidenciando o papel estratégico do grupo para a segurança alimentar, a sustentabilidade e o enfrentamento das mudanças climáticas. Durante o painel, a diretora de Ordenamento da Pesca/MPA, Sandra Silvestre, apresentou prioridades brasileiras em gestão pesqueira e inovação.

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Participaram o secretário-adjunto do Ministério das Relações Exteriores da Índia, Acquino Vimal, que destacou o papel da cooperação BRICS e a relevância da próxima presidência indiana em 2026, e a diretora do Indonesia Ocean Justice Initiative, Stephanie Juwana, que abordou governança, inovação e inclusão produtiva.

Para Diógenes, “A COP30 e o espaço AgriZone criam uma oportunidade única para fortalecer a agenda BRICS em pesca e aquicultura. Este diálogo reforça a importância de manter o mecanismo permanente de intercâmbio de informações e de cooperação Sul–Sul, para avançarmos juntos na construção de políticas públicas sustentáveis”.

O encontro reforçou o potencial dos BRICS para liderar soluções em financiamento climático, eficiência energética e resiliência das cadeias aquícolas e pesqueiras.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Bioherbicida natural avança no agro e nanotecnologia pode revolucionar controle de plantas daninhas

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O mercado de bioherbicidas ganha força no agronegócio global impulsionado pela busca por soluções mais sustentáveis, menor impacto ambiental e novas exigências regulatórias. Nesse cenário, o ácido pelargônico, também conhecido como ácido nonanoico, desponta como uma alternativa promissora para o controle de plantas daninhas em diferentes sistemas produtivos.

Um estudo publicado no periódico científico Journal of Agricultural and Food Chemistry, conduzido por pesquisadores parceiros do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro), analisou os avanços, desafios e perspectivas do uso da molécula no campo.

A pesquisa aponta que a combinação entre compostos naturais e nanotecnologia pode abrir espaço para uma nova geração de bioherbicidas mais eficientes e alinhados às demandas da agricultura sustentável.

Mercado de bioherbicidas cresce no mundo

Segundo estimativas da consultoria Fortune Business Insights, o mercado global de bioherbicidas deve crescer acima de 15% ao ano ao longo desta década.

O avanço é impulsionado principalmente pelo endurecimento das regulações sobre defensivos químicos sintéticos e pela crescente demanda por soluções agrícolas de menor toxicidade ambiental.

O movimento acompanha uma transformação mais ampla no modelo de produção agrícola mundial, que busca conciliar aumento da produtividade com redução dos impactos ambientais e fortalecimento da bioeconomia.

Ácido pelargônico atua com rapidez no controle de invasoras

De origem natural e baixa toxicidade, o ácido pelargônico apresenta ação rápida sobre as plantas daninhas.

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O composto atua rompendo as membranas celulares vegetais, provocando dessecação quase imediata das plantas invasoras. Essa característica torna o bioherbicida especialmente atrativo para sistemas produtivos que exigem respostas rápidas no manejo.

Apesar do potencial, os pesquisadores alertam que ainda existem limitações importantes para a aplicação em larga escala no campo.

Entre os principais desafios estão a alta volatilidade da molécula e sua rápida degradação, fatores que reduzem a persistência e a eficiência operacional do produto em condições agrícolas.

Nanotecnologia pode ampliar eficiência dos bioherbicidas

O estudo destaca a nanotecnologia como uma das principais ferramentas para superar os gargalos atuais dos bioherbicidas naturais.

Segundo os pesquisadores, formulações nanotecnológicas podem aumentar a estabilidade do ácido pelargônico, melhorar sua adesão às superfícies vegetais e permitir liberação controlada do ingrediente ativo.

Com isso, seria possível reduzir perdas, ampliar a persistência do produto no ambiente e aumentar a eficiência do controle de plantas daninhas.

De acordo com Leonardo Fraceto, a inovação está justamente na capacidade de unir compostos naturais e tecnologia avançada para tornar os bioinsumos mais competitivos no mercado agrícola.

O pesquisador afirma que o ácido pelargônico já demonstra eficácia relevante, mas ainda enfrenta limitações operacionais no campo. Nesse contexto, a nanotecnologia surge como alternativa capaz de potencializar o desempenho dos bioativos sem comprometer os princípios de sustentabilidade ambiental.

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Agricultura sustentável impulsiona nova geração de insumos

Os pesquisadores também destacam avanços nas rotas de produção do ácido pelargônico a partir de fontes renováveis, como óleos vegetais, reforçando o alinhamento do produto com práticas agrícolas sustentáveis e com a agenda global de descarbonização.

Para especialistas do setor, a tendência é de expansão gradual do uso de bioinsumos nos próximos anos, impulsionada tanto por exigências regulatórias quanto pela pressão do mercado consumidor por alimentos produzidos com menor impacto ambiental.

O estudo aponta que o grande desafio agora será ampliar a escala de produção dessas tecnologias e garantir viabilidade econômica para adoção no campo.

Sustentabilidade e produtividade caminham juntas no agro

A pesquisa conduzida pelos parceiros do INCT NanoAgro reforça um novo cenário para o agronegócio mundial, no qual produtividade e sustentabilidade deixam de ser objetivos opostos e passam a atuar de forma complementar.

Nesse contexto, soluções como os bioherbicidas naturais associados à nanotecnologia ganham espaço como alternativas estratégicas para atender às demandas de uma agricultura mais eficiente, tecnológica e ambientalmente responsável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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