Tribunal de Justiça de MT

Poder Judiciário de Mato Grosso

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Sinergia, responsabilidade social e a mesma disposição para mudar o mundo. Os ideais compartilhados pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso e o Instituto Signativo, localizado no município de Sapezal (480km a Noroeste de Cuiabá), aproximaram as instituições em nome de um objetivo comum: a paz social.
 
 
E é exatamente pensando no quanto as práticas e os resultados podem ser potencializados, que o Poder Judiciário e o Instituto Signativo se preparam para assinar o termo de cooperação técnica, que irá oficializar o trabalho conjunto das instituições para a expansão da política de pacificação no Estado. As diretrizes para difusão da política são definidas pelo Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NUGJUR), que entre suas atribuições, tem a responsabilidade de articular junto aos municípios e comarcas a implementação da Justiça Restaurativa adaptada à realidade de cada local.
 
 
Referência em projetos de educação socioemocional, o Instituto Signativo é uma organização mato-grossense sem fins lucrativos dedicada ao desenvolvimento humano, com o compromisso de inspirar pessoas por meio da educação. Seu trabalho está fundamentado em três pilares principais: Inteligência Socioemocional, Abordagens Pedagógicas Criativas e Neurociências e Educação Inclusiva.
 
 
Estamos falando do desenvolvimento de competências socioemocionais, que estimuladas ainda no ambiente escolar, contribuem para que crianças e adolescentes desenvolvam habilidades como a empatia, que é a capacidade de se colocar no lugar do outro, e características fundamentais, como aprender a lidar de forma positiva com as emoções, gerando relacionamentos saudáveis e amizades duradouras.
 
 
E assim como nos Círculos de Construção de Paz, ferramenta utilizada pela Justiça Restaurativa para a construção e restauração das relações, o trabalho desenvolvido pelo Signativo dentro do ambiente escolar se alinha exatamente àquilo que o Poder Judiciário de Mato Grosso trabalha para propagar em cada um dos municípios alcançados pela Justiça Restaurativa.
 
 
Para Katiane Boschetti da Silveira, assessora de Relações Institucionais do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), que esteve em Sapezal para ministrar a palestra “Práticas Circulares como Ferramenta Pedagógica”, a essência do trabalho desenvolvido pelo instituto possui total consonância com os objetivos e as práticas implementadas pelo Poder Judiciário com vistas a construção de um amanhã mais humano, de maior empatia e de relações mais saudáveis.
 
 
“O Instituto Signativo já vem fazendo um trabalho importantíssimo e consolidado com o desenvolvimento da inteligência socioemocional dentro das escolas de Sapezal, que somado a potência dos círculos, nós consigamos potencializar e aprimorar ainda mais essas habilidades. Tenho certeza de que a parceria entre o Judiciário e o Signativo só tem a fortalecer o trabalho de ambos, e que nós possamos buscar dentro dos espaços escolares, tanto o desenvolvimento de habilidades tão essenciais para a convivência no dia a dia, como para o desenvolvimento cognitivo, quanto também para a pacificação social”, frisou Katiane Boschetti, que teve a oportunidade de conhecer a metodologia aplicada pelo Signativo na rede pública de educação de Sapezal.
 
 
Para a presidente do Instituto Signativo, Belisa Maggi, além de trazer melhorias na comunicação e na resolução de conflitos, a inserção dos círculos como prática pedagógica no cotidiano das escolas traz um novo formato sobre como lidar com temas sensíveis, a exemplo do bullying e da evasão escolar.
 
 
“O que nós [Signativo] queremos é que as pessoas tenham maior qualidade de vida e saúde emocional, para que assim tenham mais leveza no dia a dia, e possam estar mais conscientes de seus caminhos pela vida. E nós acreditamos que a união das duas ferramentas, aplicadas de forma conjunta, só tem a potencializar o trabalho que já é desenvolvido por ambos na educação. A técnica dos círculos tem muita sinergia com aquilo que nós propagamos no instituto, além de trazer mais consciência para o diálogo, sobre a forma como escuto o outro e como lido com os conflitos que são naturais nas relações humanas. Quando unimos as técnicas e as habilidades socioemocionais, com aquilo que os círculos também nos trazem, que também são emocionais, nós conseguimos propagar isso com maior clareza, e aí temos um resultado e a união perfeita em relação a todo contexto escolar”, enfatizou Belisa.
 
 
Para a professora Ranielly Neves Ferreira Comilo, que leciona para o 1º e 2º ano do ensino médio da Escola Estadual André Antônio Maggi, os círculos têm o potencial de auxiliar no desenvolvimento de uma comunicação mais humanizada e empática no ambiente escolar.
 
 
“Quando formatamos nosso pensamento, dentro de nós enfrentamos dois processos: o que eu quero falar e o como eu falo, e para além de disso, ainda temos que nos preocupar sobre como a outra pessoa recebe. E nesse processo, é essencial que o professor vá para a sala de aula com um olhar diferenciado, não é somente sobre técnica que usamos para lecionar, mas é termos um olhar mais humano capaz de entender determinada reação, ou até mesmo termos condição de interferir em uma situação de conflito, de entender o porquê daquilo, e os círculos nos trazem o que precisamos hoje dentro das salas de aulas. A educação só será transformadora quando tiver consciência de que precisamos de espaços mais humanizados dentro das escolas, e com significados para a vida”, definiu a professora.
 
 
“A palestra nos trouxe muita reflexão e um novo olhar, com o objetivo de trabalhar dentro, escutar e acolher os meus sentimentos e consequentemente do outro. Todos nós temos uma necessidade básica em comum, o pertencimento. Os círculos nos oportunizam a fala, dá voz aos nossos sentimentos e nos traz a consciência da dor que causamos ao outro. O poder de escuta junto da empatia desenvolve o autocontrole, a paciência, a igualdade e impactos positivos na vida do outro. A generosidade e a disposição em ouvir, é capaz de diminuir os traumas durante a infância e a evasão escolar”, frisou Jocasta Sellos Rodrigues Teixeira, professora do Maternal 2, do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), ‘Nibele Vefago’, em Sapezal.
 
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: professores da Escola Municipal Stephano Locks de Sapezal fazem pose para foto em frente à fachada da escola. Segunda imagem: assessora do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa, Katiane Boschetti da Silveira faz uso da fala ao lado de dois participantes do evento. Ela é uma mulher branca de cabelo loiro na altura dos ombros, de olhos claros, veste uma camisa de manga longa na cor azul claro e segura um microfone na cor preta. À sua esquerda um homem asiático de cabelos negros e pele clara, que usa uma camiseta de mangas curtas na cor lilás e um crachá na cor azul escuro. À sua direita uma mulher de cabelos longos na cor castanho escuro, ela usa óculos de grau, veste camiseta de mangas curtas também na cor lilás. Ela usa um crachá na cor azul escuro e segura as mãos atrás das costas. Terceira imagem:  presidente do Instituto Signativo Belisa Maggi, ela é uma mulher branca de cabelos loiros abaixo dos ombros, e de olhos claros. Ela também veste uma camiseta na cor lilás claro e faz uso de um crachá na cor azul escuro. Na mão direita segura um microfone preto e na mão esquerda segura papéis.
 
 
Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Campanha de doação de sangue percorre unidades do Judiciário de Cuiabá e Várzea Grande

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Close no braço de um doador apertando uma bolinha vermelha enquanto uma profissional de saúde, de luvas brancas, prepara a coleta de sangue.O Complexo dos Juizados Especiais, em Cuiabá, recebeu quinta e sexta-feira (14 e 15) mais uma etapa da campanha “Junho Vermelho, Juizados Especiais Mobilizando Vidas”. A ação encerrou a semana de mobilização iniciada no Fórum de Cuiabá e no Fórum de Várzea Grande. A campanha segue até 31 de maio e incentiva magistrados(as), servidores(as), estagiários(as), credenciados(as), colaboradores(as) do Poder Judiciário e a população a participarem da doação de sangue.
Mulher sorrindo em uma cadeira de coleta, com o braço esquerdo preparado para a doação de sangue.A juíza do 7º Juizado Especial Cível da Capital, Patrícia Ceni, foi uma das doadoras da campanha e destacou a importância da mobilização promovida pelo Poder Judiciário. “Foi muito satisfatório poder contribuir com essa ação e ajudar o próximo de forma tão concreta. A campanha promovida pelo Poder Judiciário vai muito além de uma mobilização interna ou de uma competição saudável entre os Juizados Especiais. Ela representa, acima de tudo, um gesto real de amor ao próximo e de responsabilidade social”, afirmou.
A magistrada também comemorou o engajamento da equipe. “Ficamos muito felizes com os resultados alcançados. O mais importante é saber que cada bolsa pode ajudar até quatro pessoas, além de impactar positivamente familiares e pessoas próximas aos pacientes”, disse.
Retrato de um homem sentado em um escritório. Ele veste paletó escuro sobre camisa clara e olha atentamente para o lado.O juiz do Juizado Especial da Fazenda Pública de Cuiabá, Érico de Almeida Duarte, também participou da campanha. “É uma competição saudável, mas também uma ação social que salva vidas. O pessoal aqui do Complexo se engajou bastante, com participação de juízes, servidores, estagiários e assessores”, afirmou. Ele também ressaltou o espírito de integração da mobilização. “Tem uma disputa saudável entre os Juizados, mas o mais importante é ajudar quem mais precisa”, disse.
Mulher de óculos, sentada para doar sangue, enquanto uma profissional de saúde do MT-Hemocentro organiza os materiais.A estagiária do Juizado Especial da Fazenda Pública, Ana Caroline Araújo Rocha, que já é doadora habitual, destacou a importância de facilitar o acesso à doação dentro do ambiente de trabalho. “Muitas vezes a rotina acaba dificultando ir até o Hemocentro. Com a campanha aqui ficou mais fácil participar e ajudar outras pessoas”, comentou.
Mulher em primeiro plano. Ao fundo, uma jovem sentada em uma cadeira hospitalar realiza a doação de sangue.A juíza da 3ª Turma Recursal e magistrada dirigente do Complexo dos Juizados Especiais, Valdeci Moraes Siqueira, ressaltou a importância da mobilização em apoio ao MT Hemocentro. “Doar é um ato de amor que salva vidas, e os magistrados e servidores do Complexo se mobilizaram em torno dessa causa. Todos nós estamos tendo a oportunidade de colaborar e amenizar o sofrimento de quem precisa. O TJMT está de parabéns pela iniciativa”, afirmou.
Em Várzea Grande, a assessora de gabinete do 2º Juizado Especial Cível, Letícia Costa e Silva, afirmou que a campanha reforça o compromisso social do Poder Judiciário. “Trabalhamos diariamente para garantir direitos e promover a Justiça, mas existem causas que vão além dos processos judiciais. Doar sangue é exercer a cidadania em sua forma mais humana. A iniciativa da CGJ e do DAJE é importante porque, além da competição saudável, estamos oferecendo esperança para pessoas que nem conhecemos”, destacou.
Campanha
Coordenada pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ), por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje), em parceria com o MT Hemocentro e os ambulatórios das unidades judiciais, a campanha promove uma competição solidária entre os Juizados Especiais.
Segundo a diretora do Daje, Shusiene Tassinari Machado, as coletas realizadas nos locais de trabalho buscam facilitar o acesso dos doadores. Quem preferir também pode doar diretamente nas unidades do MT Hemocentro até 31 de maio, informando o Juizado Especial para o qual deseja contabilizar a doação. “A doação de sangue é um ato de amor. Em cerca de 20 minutos, entre a triagem e a coleta, a pessoa dedica um tempo para ajudar o próximo”, afirmou.
Shusiene destacou ainda que a competição entre as unidades funciona como incentivo à participação. “A competição surgiu dentro da programação da Semana Nacional dos Juizados Especiais, mas quem realmente se beneficia é a sociedade mato-grossense”, afirmou.
As coletas presenciais seguem na próxima semana, no dia 20 de maio, no Fórum de Várzea Grande, e no dia 21 de maio, na sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
O resultado da campanha será divulgado durante a III Semana Nacional dos Juizados Especiais, entre os dias 15 e 19 de junho.
Para doar sangue é necessário:
• ter entre 16 e 69 anos;
• pesar mais de 50 quilos;
• apresentar documento oficial com foto;
• estar em boas condições de saúde.
Próximas datas de coleta:
• 20 de maio, das 13h às 17h, no Fórum de Várzea Grande;
• 21 de maio, das 13h às 17h, no Tribunal de Justiça.

Autor: Larissa Klein

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Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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