Tribunal de Justiça de MT

Poder Judiciário participa de celebração dos 15 anos da Ampara

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A Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio a Adoção (Ampara) celebrou seus 15 anos de existência com a cerimônia de encerramento da 1ª edição do Projeto Ampara na Estrada e o pré-lançamento do livro “Mãos que Amparam. A força da adoção em histórias reais”. A celebração ocorreu nesta quarta-feira (22/05), no auditório Gervásio Leite, no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em Cuiabá.
 
O evento contou com a presença da juíza auxiliar da Corregedoria, Christiane da Costa Marques Neves, da secretária geral da Comissão Estadual Judiciária de Adoção do Estado de Mato Grosso (Ceja/MT), Elaine Zorgetti Pereira, psicólogos, assistentes sociais, conselheiros tutelares e demais atores da Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente.
 
“Este momento é para celebrar as conquistas e desafios enfrentados na luta pelo direito de cada criança e adolescentes de ter uma família e na luta por politicas publicas de defesa do direito da criança e do adolescente. Sabemos que não chegamos aqui sozinhos, foram muitas mãos envolvidas seja de parceiros, voluntários e famílias para que a gente pudesse comemorar esses 15 anos”, destacou a presidente da Ampara, Guilem.
 
A juíza auxiliar da Corregedoria, Christiane da Costa Marques Neves, destacou a importância da entidade parceira do TJMT, que cumpre um papel essencial de divulgar, orientar e transmitir informações sobre a adoção. “A Ampara foi o primeiro Grupo de Apoio a Adoção do nosso Estado e nestes 15 anos tem cumprido com seu dever com muita responsabilidade, por isso o Poder Judiciário procura sempre acompanhá-los e está sempre disponível para ajuda-los quando pudermos. Além da celebração da data, do encerramento do projeto parabenizo a iniciativa do livro, que traz histórias das pessoas envolvidas, mais uma ação que espero que ajude a incentivar a adoção”, pontuou.

Ampara na Estrada – Durante o evento foram apresentados os resultados do projeto que tem como objetivo dialogar sobre adoção, principalmente a tardia, com os atores da Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente, promover a interação social entre os vários segmentos e contribuir para a criação de grupos de apoio nos municípios.
 
Ao todo onze comarcas foram visitadas e mais de 5000 mil quilômetros foram percorridos no Estado. Os municípios que receberam o projeto foram: Tangara da Serra, Cáceres, Diamantino, Primavera do Leste, Rondonópolis, Sinop, Barra do Garças, Juína, Alta Floresta, São Feliz do Araguaia e Cuiabá. Além disso, oito novos grupos de apoio à adoção foram formados.
 
“Foram mais de 450 profissionais da rede de proteção atingidos entre psicólogos, assistentes sociais, conselheiros tutelares, equipe técnica que lida direta ou diretamente com as crianças e adolescentes. Também conseguimos cumprir com o objetivo de desmistificar a adoção e dar ênfase na adoção tardia. Pra isso buscamos levar informações sobre todo o processo judicial, dando ênfase na adoção na adolescência“, disse a gestora do projeto, Elisia Regina de Oliveira Cruz.
 
Livro – Ainda durante o evento foi realizado o pré-lançamento e pré-venda do livro “Mãos que Amparam. A força da adoção em histórias reais”, escrito por Thiago Menegaro e Guilherme Strapazzon Klann do Amaral e Silva. A obra conta a história da Ampara e traz exemplos de adoção.
 
“Este livro é fruto do esforço de várias pessoas e tem o desejo de levar os leitores a conhecerem a realidade por traz de cada construção familiar, trazendo um pouco da história de cada presidente da Ampara e de exemplos de adoção, como duas adolescentes. Como fundadora da Associação esse livro e essa celebração de 15 anos são muito especiais”, afirmou Lindacir Rocha Bernardon.
 
A secretária-geral da Ceja, Elaine Zorgetti, também parabenizou a Ampara pelas inciativas. “Estamos felizes em fazer parte dessa história e de celebrar essas conquistas com todos da associação. A Ampara cumpre com um importante papel social e proporciona a todas as crianças e adolescentes o direito de viver em família e a todas as famílias o acesso e as condições necessárias para manterem seus filhos com dignidade”.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1 – Descrição de imagem: Foto em plano aberto que mostra o auditório do TJMT, a frente do palco estão sentados as autoridades que participam do dispositivo de abertura do evento e os demais participantes estão sentados no auditório. Foto 2 – Descrição de imagem: A juíza auxiliar, Christiane da Costa está ao centro e ela segura o livro, a sua esquerda está a presidente da Ampara, Denise e a sua direita a fundadora da Ampara, Lindacir.

Larissa Klein
Assessoria de Comunicação da CGJ-MT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Núcleo de Cooperação coordena articulação para implantação da Casa da Mulher Brasileira em MT

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A implantação da Casa da Mulher Brasileira em Mato Grosso deu mais um passo importante com o avanço das ações coordenadas pelo Núcleo de Cooperação Judiciária (NCJUD) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Em reunião de alinhamento realizada na última quinta-feira (9 de julho), magistradas e servidores definiram estratégias, responsabilidades e os próximos passos para viabilizar a implantação do projeto no Estado.
A articulação é conduzida pelo supervisor do NCJUD, desembargador Wesley Sanchez Lacerda, e pela coordenadora do Núcleo, juíza Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima, que vêm promovendo o diálogo entre o Poder Judiciário, Governo do Estado, municípios e demais instituições que integram a rede de proteção às mulheres.
Participaram da reunião a juíza Maria Mazarelo Farias Pinto, titular da Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Rondonópolis; a juíza diretora do Fórum da Comarca de Cuiabá, Hanae Yamamura de Oliveira; e a equipe técnica do NCJUD, responsável pela elaboração do Plano de Ação estruturado conforme as diretrizes do Ministério das Mulheres.
Articulação interinstitucional
Durante o encontro, foram definidas as primeiras medidas para a constituição de um Grupo de Trabalho Interinstitucional, que ficará responsável por coordenar todas as etapas necessárias à implantação da Casa da Mulher Brasileira em Mato Grosso.
O plano prevê a atuação integrada dos Poderes Judiciário e Executivo, Ministério Público, Defensoria Pública, Assembleia Legislativa, municípios e demais órgãos que compõem a rede de enfrentamento à violência contra a mulher.
Outro encaminhamento foi a definição de Cuiabá e Rondonópolis como municípios-piloto da iniciativa, em razão do estágio avançado das articulações locais e do comprometimento das instituições envolvidas.
Além da implantação da Casa da Mulher Brasileira, o grupo discutiu medidas estruturantes para aprimorar a prestação jurisdicional às vítimas de violência doméstica. Entre as propostas estão a ampliação das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e a criação de um Núcleo de Justiça 4.0 especializado, com competência estadual, para conferir maior celeridade ao julgamento dos processos e ampliar o atendimento em municípios que ainda não possuem unidades especializadas.
Cooperar para transformar
Para o supervisor do NCJUD, desembargador Wesley Sanchez Lacerda, o trabalho cooperativo demonstra a capacidade do Poder Judiciário de promover transformações estruturais em benefício da sociedade.
“A cooperação institucional é uma das principais ferramentas para superar desafios complexos. Quando diferentes órgãos atuam de forma integrada, compartilhando responsabilidades e objetivos, conseguimos construir soluções mais eficientes e permanentes para a proteção das mulheres. Esse projeto representa exatamente esse compromisso do Poder Judiciário com uma justiça cada vez mais humanizada e resolutiva”, pontuou o magistrado.
A coordenadora do NCJUD, juíza Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima, destacou que os esforços estão concentrados na construção de uma proposta consistente, com definição clara das atribuições de cada instituição parceira.
“Nosso objetivo é construir uma proposta sólida, com responsabilidades previamente definidas e o comprometimento efetivo de cada órgão participante. A Casa da Mulher Brasileira exige atuação integrada e planejamento. Estamos trabalhando para que essa implantação aconteça de forma organizada, célere e com resultados concretos para a população”, completou.
A juíza Maria Mazarelo Farias Pinto ressaltou a importância da iniciativa diante da crescente demanda enfrentada pelas unidades especializadas.
“Quem atua diariamente na violência doméstica conhece a realidade enfrentada pelas vítimas e a necessidade de ampliar a estrutura de atendimento. A implantação da Casa da Mulher Brasileira representa um avanço histórico para Mato Grosso, porque permitirá reunir, em um único espaço, serviços essenciais de acolhimento, proteção e acesso à Justiça”, explicou a juíza.
Representando a Diretoria do Fórum da Comarca de Cuiabá, a juíza Hanae Yamamura de Oliveira reforçou que o projeto também fortalece a estrutura do Poder Judiciário.
“Estamos construindo soluções de longo prazo. A proposta de ampliação das Varas Especializadas e a criação de um Núcleo de Justiça 4.0 caminham na mesma direção: oferecer uma resposta mais rápida, especializada e eficiente às mulheres que procuram o sistema de Justiça”, concluiu Yamamura.
Mapeamento e atribuições
Como próximos passos, o grupo realizará o mapeamento dos órgãos parceiros, definirá as atribuições institucionais de cada ente e promoverá reuniões com representantes do Governo do Estado e dos municípios para formalizar o Grupo de Trabalho. Na sequência, será apresentada ao Ministério das Mulheres a proposta de implantação da Casa da Mulher Brasileira em Mato Grosso, acompanhada das articulações institucionais já consolidadas.
A atuação coordenada pelo NCJUD reafirma o compromisso do Tribunal de Justiça de Mato Grosso com a cooperação interinstitucional e com a construção de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da rede de proteção às mulheres, garantindo atendimento integrado, humanizado e mais efetivo às vítimas de violência.

Autor: Vitória Maria Sena

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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