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Ponto de virada sobre metano: líderes acionam freio de emergência climática na COP30

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Brasil, China e Reino Unido, com apoio da Presidência da COP30, co-organizaram uma cúpula sobre metano, reunindo representantes de Barbados, França, Alemanha, da Climate and Clean Air Coalition e da Bloomberg Philanthropies, neste sábado (9/11) em Belém (PA). A reunião lançou um conjunto de iniciativas históricas para acelerar a ação global sobre metano e outros gases de efeito estufa não-CO₂ – a maneira mais rápida e eficaz de desacelerar a mudança do clima e gerar benefícios imediatos para a qualidade do ar, segurança alimentar e saúde pública.

Juntos, esses anúncios sinalizam uma nova era de cooperação, transparência e responsabilidade para reduzir metano e outros gases que não são CO₂, por meio de regulamentação alinhada, mitigação rápida e mercados mais justos. Nas discussões, os líderes destacaram a necessidade urgente de enfrentar a “outra metade” da mudança do clima, incluindo metano, óxido nitroso e hidrofluorocarbonos (HFCs). Eles ressaltaram como os países estão agindo tanto nacional quanto internacionalmente para acelerar a redução dessas emissões e reafirmaram que confiança, parceria e responsabilidade compartilhada são essenciais para avançar mais rapidamente juntos — um verdadeiro mutirão pelo metano.

A ministra do Meio Ambiente e Clima do Brasil, Marina Silva, juntamente com o secretário de Estado para Segurança Energética e Net Zero do Reino Unido, Ed Miliband, anunciaram o lançamento do Acelerador de Ação dos Países sobre Superpoluentes, uma iniciativa plurianual da CCAC para acelerar reduções profundas de metano e HFCs, entre outros, em 30 países em desenvolvimento até 2030.

Serão criadas Unidades Nacionais de Super Poluentes, inspiradas nas bem-sucedidas Unidades de Ozônio do Protocolo de Montreal, para garantir ações contínuas dentro das instituições governamentais. O primeiro grupo de sete países – Brasil, Camboja, Indonésia, Cazaquistão, México, Nigéria e África do Sul – receberá coletivamente um pacote inicial de US$ 25 milhões. A iniciativa pretende mobilizar US$ 150 milhões em sua primeira fase e implementar ações coordenadas de alto impacto, alinhadas às prioridades nacionais, trazendo benefícios imediatos para saúde pública, agricultura e resiliência econômica, ao mesmo tempo em que reforça o impulso global para ação climática de curto prazo.

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O Reino Unido também anunciou um esforço coletivo para reduzir significativamente as emissões de metano, por meio da declaração “Reduzindo Drasticamente as Emissões de Metano no Setor Global de Combustíveis Fósseis”. Ela estabelece seis ações para acelerar reduções na cadeia de valor de óleo e gás, incluindo medição e verificação robustas, eliminação da queima e ventilação rotineiras até 2030, apoio a países produtores de baixa e média renda e a criação de um painel de governos para desenvolver um mercado de intensidade de metano próximo de zero, com progresso a ser reportado em 2026. O Reino Unido e parceiros convidaram outros países a endossar e implementar os objetivos da declaração.

“Gases de efeito estufa de curta duração, como o metano, têm impacto mais potente no aquecimento global do que o CO₂, mas permanecem na atmosfera por menos tempo. Reduzir suas emissões nos dá a oportunidade de manter a temperatura média do planeta dentro de 1,5°C, diminuindo a frequência, intensidade e impacto de eventos climáticos extremos e protegendo vidas, especialmente das pessoas mais vulneráveis. Hoje, o mutirão global contra o metano ganhou apoio crucial com o lançamento do “Acelerador de Ação dos Países sobre Superpoluentes”, iniciativa conjunta do Brasil e do Reino Unido,” disse Marina Silva.

O ministro da Ecologia e Meio Ambiente da China, Huang Runqiu, afirmou: “A cúpula não apenas reforça o papel crítico do controle de metano e outros gases de efeito estufa não-CO₂ na resposta global às mudanças climáticas, mas também incentiva todas as partes a compartilhar políticas e ações adotadas no processo de redução de emissões. Mudanças climáticas são um desafio global e seu enfrentamento requer esforços concertados de todo o mundo.”

Ed Miliband declarou: “Reduzir metano e outros gases de efeito estufa não-CO₂ é uma das maneiras mais rápidas e eficazes de frear o aquecimento global e limpar o ar. O Reino Unido tem orgulho de estar na COP30, trabalhando com parceiros internacionais para transformar ambição em ação concreta por meio do nosso Plano de Ação do Metano.”

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A embaixadora de Barbados, Liz Thompson, ressaltou: “Reduzir as emissões globais de metano é uma questão de sobrevivência, estabilidade social e sustentabilidade econômica para pequenas ilhas.” Citando exemplos recentes, como o furacão Melissa, que atingiu a Jamaica há duas semanas causando cerca de US$ 10 bilhões em danos, enfatizou a urgência da ação. “Precisamos que as empresas de óleo e gás reconheçam a importância de cortar emissões de metano, parando a queima e os vazamentos. Os países aqui reunidos podem liderar pelo exemplo, controlando suas emissões domésticas de metano, e no próximo ano devemos avançar nas discussões para que a COP31 possa apresentar uma proposta concreta que inicie esforços rumo a um acordo legalmente vinculante.”

A CEO da COP30, Ana Toni, destacou que a próxima conferência climática será uma plataforma para mostrar soluções escaláveis, demonstrar liderança dos países e mobilizar financiamentos para mitigação rápida. “O tempo é nosso maior desafio, e reduzir emissões de metano é uma solução crítica que entrega resultados mais rápidos”, disse, convocando a comunidade global a agir em conjunto e convidando participantes a se engajar em iniciativas focadas em metano durante a COP30, incluindo a reunião ministerial.

Juntos, esses anúncios representam uma nova era de cooperação e responsabilidade para reduzir metano e outros gases não-CO₂ por meio de regulamentação, mitigação rápida e mercados mais justos. Ao integrar esses esforços aos sistemas globais de clima, comércio e desenvolvimento, os líderes transformaram compromisso em implementação – dando um passo decisivo para acionar o freio de emergência climática.

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Na Agrishow, Governo do Brasil lança crédito para máquinas agrícolas e reforça apoio ao setor produtivo

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou, neste domingo (25), ao lado do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, da abertura oficial da 31ª edição da principal feira de tecnologia agrícola do país, a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).

O vice-presidente ressaltou a importância da Agrishow para o desenvolvimento do setor e anunciou medidas voltadas ao financiamento e à modernização do agro. “Hoje, uma das maiores Agrishows do mundo é aqui, em Ribeirão Preto. Como cresceu”, afirmou Geraldo Alckmin.

Na oportunidade, o ministro André de Paula destacou que a feira é um espaço que simboliza o que o Brasil tem de melhor: a capacidade de produzir, inovar, gerar renda e alimentar o país e o mundo.

“Ribeirão Preto é reconhecida como a capital brasileira do agronegócio, consolidando-se como um dos principais polos agroindustriais do país. A região reúne alta produtividade, inovação e integração entre produção e indústria, sendo referência nacional. Simboliza o Brasil que produz energia limpa, alimento e desenvolvimento. Trata-se de uma das regiões com maior concentração de produção de açúcar e etanol do mundo, estratégica para a transição energética”, evidenciou o ministro.

Na abertura, também ocorreu o lançamento da nova modalidade do MOVE Brasil, voltada para máquinas e implementos agrícolas, com a disponibilização de R$ 10 bilhões em crédito. “O governo está liberando recursos para o setor de máquinas. Serão R$ 10 bilhões, com juros bem mais baixos, para financiar tratores, implementos e colheitadeiras, fortalecendo a modernização do campo”, afirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin.

A iniciativa dá continuidade ao sucesso da primeira etapa do programa, voltada ao setor de caminhões, cujos recursos foram integralmente utilizados em cerca de 90 dias, evidenciando a alta demanda por crédito no segmento. Nesta nova fase, denominada Move Agricultura, os financiamentos contarão com taxas de juros em patamar de um dígito e serão operacionalizados por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com participação do Banco do Brasil, cooperativas e instituições financeiras privadas.

Além disso, o vice-presidente também destacou outras medidas voltadas ao fortalecimento do setor produtivo, como a disponibilização de R$ 15 bilhões por meio do programa Brasil Soberano, direcionado a segmentos impactados no comércio exterior, e mais R$ 10 bilhões para financiamento de bens de capital. Segundo ele, o conjunto de ações amplia o acesso ao crédito e contribui para a modernização da produção, o aumento da competitividade e o estímulo à indústria de máquinas e equipamentos no país.

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APOIO AOS PRODUTORES RURAIS

O deputado federal e vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) na Câmara dos Deputados, Arnaldo Jardim, reforçou a importância do alinhamento entre o setor produtivo e o governo federal. “Nós precisamos de um projeto de renegociação das dívidas para que o produtor possa retomar a sua produção e restabelecer a sua capacidade produtiva. Isso é indispensável”, disse. Ainda, evidenciou o papel do diálogo contínuo entre o Mapa e a FPA na construção de soluções para o fortalecimento do agro brasileiro.

Sobre o tema, o ministro André de Paula salientou o compromisso de ampliar ainda mais a pujança do setor, por meio da redução de taxas, da aprovação dos projetos de lei do Seguro Rural e da renegociação de dívidas rurais no país, que tramitam no Congresso Nacional.

“Primeiro, buscamos um novo recorde no nosso Plano Safra, mas com a consciência de que, mais importante do que assegurar um valor expressivo de recursos, é conseguir trabalhar com uma taxa compatível, que viabilize o acesso dos nossos produtores a esses recursos. Quero, com o apoio de todos, aprovar o projeto de lei do seguro rural, porque esse é um instrumento essencial para dar segurança ao produtor. Também estamos envolvidos nos esforços para aprovar uma nova proposta de renegociação de títulos rurais no país, garantindo fôlego e previsibilidade para o setor”, afirmou o ministro.

É compromisso do Governo Federal buscar soluções definitivas para os produtores rurais, conforme complementou Geraldo Alckmin. “Para quem está inadimplente e também para quem está adimplente, em ambos os casos haverá empenho na renegociação das dívidas. De outro lado, destaco a questão do seguro rural. É evidente que as mudanças climáticas criam uma insegurança muito maior. Há, sim, necessidade de integração e apoio, dentro do rigor fiscal que o governo precisa ter, para melhorarmos o seguro rural”, acrescentou.

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O ministro André de Paula reforçou a importância da parceria institucional e da abertura ao diálogo com o setor produtivo. “Sei que o sucesso que possamos alcançar depende muito da parceria e da capacidade de estabelecer diálogo com as associações, entidades e parlamentares”, disse.

Ele também destacou a relevância estratégica do agro para o país. “Sobre a minha responsabilidade recaiu liderar um setor que é orgulho do Brasil, responsável por 25% do nosso PIB e por 49% da pauta de exportações do país”, concluiu.

AGRISHOW

Uma das principais feiras do agronegócio da América Latina, a Agrishow ocorre anualmente em Ribeirão Preto (SP) e reúne produtores rurais, empresas de máquinas e equipamentos, fornecedores de insumos, startups e instituições do setor para apresentar novidades, fechar negócios e discutir tendências do agro. É vista como uma grande vitrine de inovação para o campo, onde são lançados tratores, colheitadeiras, sistemas de irrigação, soluções de agricultura de precisão, armazenagem, conectividade e tecnologias voltadas ao aumento da produtividade e da eficiência.

O presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan, destacou que a feira representa mais do que inovação tecnológica, sendo também um símbolo da força e da resiliência do setor. “O mundo espera que o Brasil aumente a oferta de alimentos em 40% até 2050. Isso não é apenas uma pressão, é uma oportunidade soberana”, disse.

Além disso, reforçou que a edição de 2026 da feira demonstra a confiança do produtor no futuro e a capacidade do setor de aliar tecnologia, sustentabilidade e produtividade.

Em 2025, a feira recebeu cerca de 197 mil visitantes e movimentou R$ 14,6 bilhões em negócios.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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