Tecnologia

Prêmio Mulheres Inovadoras 2026 abre inscrições com R$ 3,6 milhões para startups com liderança feminina

Publicado

Mulheres que transformam ideias em soluções inovadoras ganham um novo impulso para crescer, acessar mercado e fortalecer seus negócios. O Prêmio Mulheres Inovadoras 2026 abriu inscrições para selecionar 50 startups com liderança feminina em todo o Brasil, com previsão de R$ 3,6 milhões em premiação, além de um ciclo estruturado de aceleração com mentorias e capacitação. 

Executada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a iniciativa chega à sétima edição ampliando o alcance e consolidando uma política pública de inclusão feminina no ecossistema de inovação. As inscrições seguem até 4 de maio. 

“Fortalecer o empreendedorismo feminino é ampliar a diversidade e a capacidade de inovação do País. Ao apoiar startups lideradas por mulheres, o Brasil cria oportunidades, gera soluções e impulsiona o desenvolvimento com maior inclusão e competitividade”, afirmou a ministra Luciana Santos. 

Norte 10 vagas (2).png
Ascom/MCTI

O edital prevê a seleção de até 50 startups, distribuídas de forma equilibrada entre as cinco regiões do País, com dez empresas por região. Elas estarão divididas igualmente entre dois estágios de desenvolvimento: validação, para negócios com produto mínimo viável (MVP) já testado; e tração ou escala, para empresas em crescimento ou expansão. Caso não haja candidatas suficientes em um dos estágios, as vagas podem ser redistribuídas dentro da própria região, sem transferência entre regiões. 

Leia mais:  Cnen seleciona propostas de uso de energia nuclear em áreas como agricultura e saúde

Quem pode participar 

Podem se inscrever startups brasileiras de todos os setores econômicos e que atendam a critérios específicos definidos na chamada:  

  • Sede no Brasil e formalização há pelo menos três meses 
  • Estrutura societária como LTDA, S/A, sociedade simples ou SLU 
  • Receita operacional bruta de até R$ 4,8 milhões em 2025 
  • Presença de, pelo menos, uma mulher sócia, com função executiva ou gerencial e participação relevante na empresa 
  • Desenvolvimento de tecnologia ou modelo inovador próprio 

O edital também prevê a participação de mulheres trans. 

Processo seletivo 

O processo seletivo ocorre em duas etapas. Na primeira, de caráter eliminatório e classificatório, é feita a análise do plano de negócios com base em três critérios: mercado, grau de inovação e estrutura da equipe. Para avançar, é necessário atingir nota mínima em cada item e também no resultado geral. 

Na segunda fase, as startups selecionadas participam de um ciclo de aceleração com mentorias e atividades estratégicas. Ao final, apresentam um pitch para uma banca avaliadora, responsável por definir as premiadas com base em critérios como estratégia, desenvolvimento da inovação e visão de crescimento. 

Leia mais:  MCTI e Cidades vão desenvolver plataforma com dados climáticos e territoriais para embasar políticas públicas

Tecnologias prioritárias 

Projetos alinhados a tecnologias estratégicas recebem pontuação adicional, como: 

  • Inteligência artificial 
  • Biotecnologia 
  • Internet das Coisas (IoT) 
  • Big data e computação em nuvem 
  • Blockchain 
  • 5G e conectividade avançada 

Também há pontuação extra para startups lideradas por mulheres pretas, pardas ou indígenas. 

A edição de 2026 prevê um total de R$ 3,6 milhões em premiação, com R$ 120 mil destinados às primeiras colocadas de cada região e estágio e R$ 60 mil para as demais finalistas. O pagamento está condicionado à regularidade das empresas em certidões e cadastros oficiais. 

As inscrições seguem abertas para envio de propostas até o dia 4 de maio (1).png
Ascom/MCTI

Histórico do programa 

O Prêmio Mulheres Inovadoras vem ampliando seu alcance e consolidando sua atuação como política de estímulo ao empreendedorismo feminino no País. Em 2025, a iniciativa bateu recorde ao registrar 657 inscrições, com seleção de 50 startups para aceleração. Desde a criação, o programa já ultrapassou 1,5 mil propostas recebidas, apoiou 193 negócios inovadores e distribuiu mais de R$ 9 milhões em premiações, evidenciando o crescimento contínuo da participação feminina no ecossistema de ciência, tecnologia e inovação. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Comentários Facebook
publicidade

Tecnologia

Formação gratuita em programação no DF oferece bolsa e chance de residência tecnológica

Publicado

Aprender a programar, conquistar renda durante os estudos e dar os primeiros passos em uma área com alta demanda no mercado de trabalho. Essa é a proposta do Programa Bolsa Futuro Digital — Residência Tecnológica em Desenvolvimento de Software, que está com inscrições abertas no Distrito Federal. A iniciativa oferece formação gratuita em tecnologia, com aulas presenciais e atividades on-line para jovens e adultos que desejam iniciar carreira na área. As inscrições seguem até 20 de abril e devem ser feitas pela internet. 

Com turmas previstas para diferentes regiões de Brasília, as aulas serão nos campi do Instituto Federal de Brasília (IFB), combinando conteúdos práticos e teóricos em duas trilhas: front-end, voltada à construção de interfaces, e back-end, focada na lógica e no funcionamento de sistemas. Durante o curso, os participantes recebem bolsa mensal de até R$ 200, com possibilidade de avançar para uma residência tecnológica com auxílio de até R$ 600 por mês. 

Leia mais:  MCTI e Instituto Alana fortalecem parceria para impulsionar pesquisas sobre endometriose e saúde menstrual

A proposta integra um conjunto de ações voltadas à formação de talentos em tecnologia no País, alinhadas à estratégia de transformação digital e ampliação da inclusão produtiva. A qualificação profissional em áreas como desenvolvimento de software tem sido apontada por políticas públicas como um dos caminhos para ampliar oportunidades, especialmente entre jovens. 

Inserir um pouquinho de texto (1).png
Ascom/MCTI

O processo seletivo inclui teste de raciocínio lógico e avaliação de perfil, com o objetivo de identificar o potencial dos candidatos para a área de tecnologia. A seleção busca contemplar perfis diversos, priorizando a inclusão e o acesso à formação.  

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana