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Queda de braço entre produtores e compradores paralisa o mercado de arroz

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O mercado de arroz em casca no Brasil está passando por um momento de tensão, com negociações mais travadas e uma espécie de “queda de braço” entre produtores e compradores. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, a disputa se concentra na definição dos preços, com cada lado buscando defender seus interesses.

Os produtores de arroz, por sua vez, têm demonstrado preferência por comercializar a matéria-prima no porto de Rio Grande (RS), onde as ofertas para exportação se mostram mais atrativas, mesmo com a recente desvalorização do dólar. Essa estratégia visa garantir margens de lucro mais elevadas e aproveitar a demanda externa pelo produto.

Já os compradores, como as unidades de beneficiamento, têm mostrado resistência em elevar os preços de compra. A dificuldade na venda do arroz beneficiado, pressionada por varejistas e atacadistas, tem levado esses agentes a adiar novas aquisições. Somente aqueles com necessidade urgente de repor seus estoques se dispuseram a pagar valores ligeiramente superiores.

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Os pesquisadores do Cepea apontam que as negociações no mercado interno têm sido pontuais e com a conclusão de compromissos financeiros de vendedores que esperam uma valorização futura do arroz em casca. No entanto, essa expectativa pode não se concretizar, caso a demanda interna continue fraca e a pressão dos compradores se mantenha.

Fatores que influenciam o mercado:

  • Variação do dólar: A desvalorização da moeda norte-americana tem impactado diretamente a competitividade do arroz brasileiro
  • Demanda interna: A demanda interna por arroz tem sido mais fraca, pressionando os preços.
  • Custos de produção: O aumento dos custos de produção, como fertilizantes e energia, têm pressionado as margens dos produtores.
  • Estoques: Os níveis de estoque de arroz no país também influenciam a dinâmica do mercado.

Fonte: Pensar Agro

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Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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