Tribunal de Justiça de MT

Registre-se! amplia acesso à cidadania com regularização eleitoral no sistema prisional de MT

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Para dezenas de custodiados e custodiadas em Mato Grosso, os dias 16 e 17 de março representaram mais que um atendimento institucional: foram a oportunidade de retomar direitos básicos por meio da regularização do título de eleitor dentro das próprias unidades prisionais. A ação foi promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso e Tribuna Regional Eleitoral de Mato Grosso, como parte do projeto Registre-se!, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com apoio técnico do programa Fazendo Justiça, alinhado ao Plano Pena Justa, voltado à transformação do sistema penitenciário e à reintegração social.

A iniciativa, que conta com apoio da Secretaria de Estado de Justiça de Mato Grosso, contemplou pessoas privadas de liberdade com direito ao voto, como os presos provisórios, além de adolescentes e jovens em cumprimento de medidas socioeducativas. Os atendimentos ocorreram nas cadeias públicas de Pontes e Lacerda e Paranatinga, além das unidades femininas de Arenápolis, Nortelândia, Rondonópolis e Cáceres. Em Cuiabá, a ação foi direcionada ao sistema socioeducativo, totalizando 51 atendimentos voltados à emissão e regularização do título eleitoral.

A juíza Paula Tathiana Pinheiro, responsável pelo Eixo de Identificação e Documentação Civil do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) do TJMT, destacou que a ausência de documentos ainda é um dos principais obstáculos à garantia de direitos.

Segundo ela, muitas pessoas privadas de liberdade não possuem sequer documentação básica, o que dificulta o acesso ao trabalho, à educação e até à continuidade de tratamentos de saúde. A magistrada ressaltou que o projeto Registre-se! surge justamente para enfrentar essa realidade e ampliar o acesso à cidadania. Ela enfatizou que o direito ao voto é uma das expressões mais concretas da cidadania e que garantir esse acesso representa um avanço significativo. A magistrada também pontuou que a iniciativa busca assegurar condições dignas para a retomada da vida em sociedade, a partir da emissão de documentos essenciais.

Ainda de acordo com a juíza, a ação teve origem em um projeto piloto realizado em Colíder, a partir de uma atuação conjunta de diferentes instituições. Ela explicou que, a partir dessa experiência bem-sucedida, foi firmado um termo de cooperação técnica que possibilitou a ampliação da iniciativa para todo o estado.

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A magistrada destacou que o trabalho é sustentado por parcerias com órgãos como a Delegacia da Receita Federal, a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de Mato Grosso (ARPEN), do Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária (SAAP), a Polícia Científica e o Tribunal Regional Eleitoral, além do apoio do programa Fazendo Justiça. A magistrada também reforçou que o objetivo é tornar a emissão de documentos uma prática contínua dentro do sistema prisional, e não restrita a ações pontuais. Segundo ela, a intenção é garantir que qualquer pessoa privada de liberdade tenha acesso à documentação sempre que necessário.

“O objetivo é justamente desenvolver esse trabalho de forma contínua. A proposta é estruturar fluxos que permitam o diálogo permanente com os parceiros, garantindo que essas atividades sejam realizadas de maneira rotineira, independentemente de um calendário específico. A intenção é ampliar o atendimento à pessoa privada de liberdade sempre que houver necessidade, seja para emissão de CPF, RG ou título de eleitor. Em anos eleitorais, esse atendimento sofre limitações por conta do calendário, mas, fora desse período, é possível atuar de forma mais ampla e contínua”.

Para o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, a iniciativa reafirma o compromisso do sistema de justiça com a garantia de direitos fundamentais, em especial o direito ao voto, pilar essencial da democracia. “Ao possibilitar o acesso à documentação eleitoral ao nosso público alvo, o programa contribui diretamente para a inclusão social e para o fortalecimento da cidadania. A Secretaria de Estado de Justiça reconhece a relevância da ação e destaca que medidas como essa ampliam as oportunidades de participação no processo eleitoral, assegurando que todos os cidadãos tenham seus direitos respeitados, independentemente de sua condição”.

“Temos o compromisso de atuar de forma integrada com o Conselho Nacional de Justiça e demais instituições parceiras, a fim de viabilizar a efetiva implementação do programa no âmbito estadual, promovendo justiça social e fortalecendo as políticas públicas de cidadania”, complementou o secretário.

A assistente técnica de Documentação e Identificação Civil do programa Fazendo Justiça/CNJ, Vivian Murbach Coutinho, ressaltou que ações como o Registre-se Eleitoral têm como base o acesso à documentação civil para públicos vulneráveis. Ela explicou que, em ano eleitoral, houve a priorização da emissão de títulos para presos provisórios e adolescentes em medidas socioeducativas, assegurando o direito ao voto. Vivian destacou que, além da participação eleitoral, a documentação permite o acesso a uma série de direitos e políticas públicas. A técnica também enfatizou que a atuação conjunta entre diferentes instituições acelera esse processo e amplia o alcance das ações.

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Vivian ainda pontuou que o programa Fazendo Justiça atua diretamente na articulação entre os parceiros envolvidos. De acordo com ela, o trabalho inclui mobilização de tribunais, cartórios e órgãos da administração prisional e socioeducativa.

Ela destacou que essa integração é fundamental para garantir que pessoas privadas de liberdade não fiquem excluídas do acesso à documentação civil.

O assessor técnico do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), Kelsen de Magalhães França, destacou que a ação foi realizada de forma integrada entre o TRE e o TJMT. Segundo ele, o trabalho antecipou etapas importantes do processo eleitoral, especialmente no que diz respeito à identificação biométrica dos atendidos. Ele explicou que vincular o cadastro eleitoral a documentos oficiais garante mais segurança e confiabilidade às informações.

O assessor explicou ainda que a maior parte dos atendimentos não foi para emissão de novos títulos, mas para atualização cadastral e coleta biométrica. Ele destacou que nem todos os custodiados têm direito ao voto, especialmente em casos de condenação definitiva, mas reforçou a importância de manter os dados atualizados.

Kelsen afirmou que a ação também teve caráter pedagógico, com a realização de palestras e distribuição de cartilhas sobre cidadania. Segundo ele, houve um esforço para promover reflexão e conscientização sobre o papel dessas pessoas na sociedade. Por fim, ressaltou que a iniciativa busca garantir não apenas o direito ao voto, mas o acesso pleno à documentação e aos direitos previstos em lei.

Além dos serviços de documentação, também foram ofertados atendimentos na área de saúde, ampliando o alcance da ação dentro das unidades prisionais.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Campanha ReciclaJud arrecada toneladas de recicláveis e premia unidades da sede do TJMT

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Troféus da premiação ReciclaJud, com símbolo da reciclagem em destaque, organizados sobre uma mesa. Ao fundo, sacolas de presentes entregues aos vencedores.O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) realizou nesta terça-feira (09) a premiação da 2ª edição do ReciclaJud – Sede, campanha institucional que mobiliza magistrados, servidores, estagiários e colaboradores para a coleta seletiva e a destinação correta de resíduos recicláveis. A ação resultou na arrecadação de 4.620 quilos de materiais recicláveis, entre papel, plástico e metal, destinados à Associação de Catadores de Materiais Recicláveis e Reutilizáveis Mato Grosso Sustentável (Asmats).

Magistrados, servidores e colaboradores acompanham a cerimônia de premiação do ReciclaJud em área de convivência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.Além da entrega dos troféus às unidades vencedoras, a programação contou com a reinauguração do ecoponto do Tribunal e a distribuição de mudas de espécies frutíferas e nativas do Cerrado pelo programa Verde Novo.

A competição foi dividida em três categorias e o critério de avaliação considerou a arrecadação per capita, calculada pela relação entre o volume de resíduos coletados e o número de integrantes de cada unidade.

Vencedores

Na categoria Gabinetes de Desembargadores, o primeiro lugar ficou com o gabinete do desembargador Rodrigo Roberto Curvo, seguido pelo gabinete da desembargadora Clarice Claudino da Silva e pelo gabinete da desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos.

Uma nova fotografia posada em frente ao mesmo painel, agora com um grupo menor, composto por 9 pessoas (cinco homens e quatro mulheres). A formação é lado a lado e todos olham para a foto sorrindo. A maioria usa crachás no pescoço.Entre as áreas administrativas com até 35 pessoas, a Ouvidoria do Poder Judiciário conquistou o primeiro lugar, seguida pela Coordenadoria de Planejamento e pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec). O prêmio do Nupemec foi recebido pelo desembargador Mario Roberto Kono de Oliveira, presidente do Núcleo, e sua equipe.

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Já na categoria das áreas administrativas com mais de 35 pessoas, a vencedora foi a Coordenadoria de Gestão de Pessoas, seguida pela Coordenadoria Administrativa e pela Coordenadoria de Comunicação Social.

Compromisso com a Sustentabilidade

Integrantes do gabinete do desembargador Rodrigo Roberto Curvo posam para foto após receber o troféu de primeiro lugar do ReciclaJud, em frente ao ecoponto revitalizado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.O coordenador do Núcleo de Sustentabilidade e ouvidor-geral do TJMT, desembargador Rodrigo Roberto Curvo, destacou que a iniciativa fortalece a cultura institucional de responsabilidade socioambiental. “Temos a oportunidade de mobilizar servidores, magistrados e colaboradores para contribuir com a reciclagem, que é tão importante para a sustentabilidade. Essa cultura de proteção ao meio ambiente e de valorização da dignidade humana é reforçada ano após ano pelo Poder Judiciário de Mato Grosso”, afirmou.

Uma fotografia posada de um grupo grande, composto por 11 mulheres e um homem, em frente ao painel do Ecoponto. O clima é de celebração e todos sorriem para a câmera. O grupo está vestido em trajes esporte fino, com roupas coloridas, terninhos, blusas sociais e vestidos.A diretora-geral do TJMT, Andreia Marcondes, ressaltou o engajamento dos participantes e a importância de tornar as práticas sustentáveis permanentes no ambiente institucional. “Tanto os resultados de arrecadação do ReciclaJud, quanto a reinauguração do ecoponto fortalecem o compromisso do Poder Judiciário com a sustentabilidade, ao oferecer um local adequado para o recebimento de resíduos sólidos e materiais de uso doméstico trazidos por servidores e colaboradores, além de contribuir para a geração de renda de dezenas de pessoas da Asmats e para a preservação do meio ambiente”, afirmou.

A gestora administrativa do Núcleo de Sustentabilidade, Jaqueline Bagão Schoffen comemorou os resultados da campanha e destacou sua expansão para outras comarcas. “Somente nesta edição, arrecadamos quase cinco toneladas de materiais recicláveis na sede do Tribunal. Em 2025, as campanhas realizadas pelo Judiciário mato-grossense somaram cerca de 26 toneladas. Neste primeiro semestre de 2026, já alcançamos aproximadamente 10 toneladas, considerando as ações realizadas em Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis”, informou.

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Ecoponto revitalizado

Inauguração do Ecoponto do TJMT. Pessoas aplaudem nas laterais de um grande painel verde com nichos de reciclagem para plástico, papel, metal, pilhas e eletrônicos. Um tecido azul está no chão.Durante o evento, o ecoponto da instituição foi reinaugurado pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo; acompanhado dos demais integrantes do dispositivo de honra, juiz-auxiliar da Ouvidoria, Bruno D’Oliveira Marques; gestora do Núcleo de Sustentabilidade, Jaqueline Schoffen; e as servidoras Margarida Dower e Eliane Rocha, do Departamento de Saúde do TJ.

O Ecoponto é destinado ao recebimento de resíduos como papel, plástico, metal, eletroeletrônicos, pilhas, baterias, lâmpadas, vidros e óleo de cozinha usado. A iniciativa busca incentivar a coleta seletiva, a logística reversa e a destinação ambientalmente adequada dos resíduos.

O ReciclaJud integra as ações permanentes de sustentabilidade do Poder Judiciário de Mato Grosso e reforça o compromisso institucional com a preservação ambiental e a inclusão social.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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