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Safra avança no Brasil: plantio do milho safrinha atinge 97% e colheita da soja chega a 68%

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O andamento da safra 2025/26 no Brasil registra evolução tanto no plantio do milho safrinha quanto na colheita da soja, conforme levantamento da AgRural. Apesar do avanço consistente nas últimas semanas, condições climáticas ainda impõem desafios pontuais em algumas regiões produtoras.

Plantio do milho safrinha chega a 97% no Centro-Sul

O plantio do milho safrinha 2026 atingiu 97% da área estimada no Centro-Sul do Brasil até a última quinta-feira (19), avançando frente aos 91% registrados na semana anterior. No mesmo período do ano passado, os trabalhos já estavam concluídos.

A semeadura já foi finalizada nos estados de Mato Grosso e Goiás, enquanto Mato Grosso do Sul e Minas Gerais estão com os trabalhos praticamente encerrados.

Por outro lado, ainda há dificuldades em São Paulo, onde o ritmo segue mais lento. O principal ponto de atenção, no entanto, está no Paraná, que concentra a maior parte dos cerca de 415 mil hectares ainda não plantados na região. No estado, a irregularidade das chuvas mantém o alerta entre os produtores.

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Irregularidade climática impacta ritmo no Paraná

O Paraná segue como o estado mais atrasado no plantio do milho safrinha no Centro-Sul. A distribuição irregular das chuvas tem dificultado o avanço das máquinas no campo, comprometendo o fechamento da janela ideal de semeadura.

Esse cenário aumenta a preocupação com o potencial produtivo, já que o plantio fora do período recomendado pode elevar os riscos climáticos durante o desenvolvimento da cultura.

Colheita da soja avança para 68% no Brasil

Enquanto o milho safrinha se aproxima da conclusão do plantio, a colheita da soja também ganha ritmo no país. Até a mesma data, 68% da área cultivada na safra 2025/26 havia sido colhida, ante 60% na semana anterior. No mesmo período de 2025, os trabalhos estavam mais adiantados, com 80% da área já colhida.

Trégua das chuvas acelera trabalhos no Matopiba

O avanço da colheita foi favorecido pela redução das chuvas na região do Matopiba — que engloba áreas dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

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A melhora nas condições climáticas permitiu maior ritmo das operações no campo, contribuindo para reduzir parte do atraso observado anteriormente.

Além do Matopiba, outros estados que enfrentavam lentidão na colheita também registraram evolução significativa ao longo da última semana.

Safra segue dependente do clima nas próximas semanas

Apesar do progresso tanto no plantio do milho quanto na colheita da soja, o desempenho da safra brasileira ainda depende das condições climáticas nas próximas semanas.

A finalização do plantio dentro da janela ideal e o avanço contínuo da colheita serão determinantes para consolidar o potencial produtivo das principais culturas do país, especialmente em regiões que ainda enfrentam instabilidade no clima.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil apresenta sua nova meta climática alinhada à Missão 1,5ºC

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A nova meta climática do Brasil no Acordo de Paris será entregue à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês) pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, chefe da delegação brasileira na COP29, conferência do clima da ONU que acontece em Baku, no Azerbaijão, de 11 a 22 de novembro.

A segunda Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) brasileira estabelece o compromisso do país em reduzir suas emissões líquidas de gases de efeito estufa de 59% a 67% em 2035, na comparação aos níveis de 2005. Isso equivale, em termos absolutos, a uma redução de emissões para alcançar entre 850 milhões e 1,05 bilhão de toneladas de gás carbônico equivalente em 2035.

A nova NDC abrange todos os setores da economia e está alinhada ao objetivo do Acordo de Paris de limitar o aquecimento médio do planeta a 1,5ºC em relação ao período pré-industrial, conforme Balanço Global acordado na COP28, em Dubai, em 2023. Esse compromisso permitirá ao Brasil avançar rumo à neutralidade climática até 2050, objetivo de longo prazo do compromisso climático.

A nova meta representa etapa-chave para promoção de um novo modelo de desenvolvimento, por meio da implementação de iniciativas como Plano Clima, Plano de Transformação Ecológica, Pacto entre os Três Poderes pela Transformação Ecológica, entre outras.

A NDC é o resultado de um extenso processo de análise dos cenários de emissões do país. Ela reconhece a urgência do combate à crise climática, assume a necessidade de construir resiliência e traça um roteiro para um futuro de baixo carbono para a sociedade, a economia e os ecossistemas brasileiros.

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Também amplia a meta de corte de emissões apresentada na primeira NDC, consolidando uma trajetória de aumento de ambição, como determina o Acordo de Paris, de 2015. Em comparação ao objetivo já estabelecido para o ano de 2030, há  incremento de 13% a 29% em ambição em termos de redução de emissões absolutas.

A nova NDC apresenta uma meta em banda, que considera as variáveis na projeção de cenários futuros, reconhecendo que a implementação do compromisso será influenciada por fatores nacionais e globais até 2035. A NDC também reafirma o compromisso do país em aumentar sua capacidade de adaptação, fortalecer a resiliência e reduzir a vulnerabilidade às mudanças climáticas.

O caminho para a implementação da NDC é traçado pelo Plano Clima, que guiará as ações de enfrentamento à mudança do clima no Brasil até 2035. O plano terá eixos voltados à redução de emissões de gases de efeito estufa (mitigação) e à adaptação aos impactos da mudança do clima, com planos setoriais para cada um deles — serão sete para mitigação e 16 para adaptação.

Para viabilizar essa nova visão de desenvolvimento, serão empregados instrumentos econômicos como o Fundo Clima, Títulos Soberanos Sustentáveis, Eco Invest Brasil, Taxonomia Sustentável Brasileira e o Fundo Florestas Tropicais para Sempre.

O governo federal trabalha em diversas frentes para cumprir suas metas de redução de emissões. A mais importante delas é o combate ao desmatamento.

Na última quarta-feira (6/11), foi anunciada a taxa oficial de desmatamento na Amazônia, que foi de 6.288 km² no período de agosto de 2023 a julho de 2024, segundo estimativa do sistema Prodes, do Inpe. Esse resultado representa uma redução de 30,63% em relação ao período anterior, sendo a maior queda percentual em 15 anos.

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No Cerrado, a taxa oficial de desmatamento entre agosto de 2023 e julho de 2024 foi de 8.174 km², a menor registrada desde 2019. Esse dado representa uma queda de 25,7% em relação ao período anterior (agosto de 2022 a julho de 2023) e marca a primeira redução nas taxas de desmatamento do bioma em cinco anos.

Somadas as reduções de desmatamento — a principal fonte de emissões de gases de efeito estufa do Brasil — nos dois primeiros anos do atual governo, evitou-se a emissão de 400,8 milhões de toneladas de CO₂ equivalente nesses dois biomas.

Muitas outras ações estão em andamento, tais como Plano ABC+, Plano Combustível do Futuro, Programa de Recuperação de Pastagem Degradada, Plano de Transição Energética, Programa Nova Indústria Brasil, Planaveg, Programa Florestas Produtivas, Planos de Prevenção e Controle do Desmatamento de todos os biomas, entre outros.

Errata: A nota que anuncia a nova Contribuição Nacionalmente Determinada do Brasil foi atualizada com a correção do volume de redução das emissões. O valor correto é de 850 milhões a 1,05 bilhão de toneladas de gás carbônico equivalente, e não de 1.050 a 850 gigatoneladas de gás carbônico equivalente em 2035.
 

Assessoria de Comunicação do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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