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Santa Catarina adere ao Projeto de Qualificação do Uso da Força e recebe investimento de R$ 7,2 milhões

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Florianópolis, 20/10/2025 – O estado de Santa Catarina formalizou, nesta segunda-feira (20), adesão ao Projeto Nacional de Qualificação do Uso da Força. Por meio da parceria, o ente federativo irá receber o investimento de R$ 7,2 milhões, aplicados em instrumentos de menor potencial ofensivo, que visam fomentar o uso diferenciado da força.

A iniciativa é do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), e integra os esforços federais no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e da Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (PNSPDS), fortalecendo a atuação dos Estados com foco na profissionalização das instituições.

Entre os itens entregues ao estado estão 1,5 mil armas de incapacitação neuromuscular (AINM); 7.640 unidades de espargidores de agente químico; 133 coletes balísticos; e 30 data kits para fins de registro e monitoramento de uso. Além da entrega de equipamentos, a adesão ao projeto contempla a capacitação de 67 profissionais das forças de segurança pública de Santa Catarina, com apoio técnico especializado para a elaboração e implementação do respectivo plano de trabalho.

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De acordo com o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, a adesão de Santa Catarina representa mais um avanço concreto na consolidação de um modelo nacional de segurança pública baseado em evidências, formação continuada e uso diferenciado da força. “Estamos promovendo uma transformação estrutural nas polícias brasileiras, com investimentos inéditos em qualificação, tecnologia e protocolos operacionais.”, afirmou.

Sarrubbo também destacou que a entrega dos equipamentos é acompanhada de uma proposta pedagógica e institucional de longo prazo. “Não se trata apenas de fornecer insumos, mas de consolidar uma cultura de atuação técnica, responsável e moderna. A parceria com Santa Catarina é exemplar nesse sentido e reforça a prioridade do Governo Federal em construir uma segurança pública mais eficiente e mais humana”, completou o secretário.

Santa Catarina é o 22º estado a aderir ao Projeto de Uso da Força, juntando-se ao Acre (AC), Alagoas (AL), Amazonas (AM), Bahia (BA), Ceará (CE), Distrito Federal (DF), Maranhão (MA), Mato Grosso (MT), Mato Grosso do Sul (MS), Minas Gerais (MG), Pará (PA), Paraíba (PB), Piauí (PI), Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande do Norte (RN), Rio Grande do Sul (RS), Rondônia (RO), Roraima (RR), Santa Catarina (SC), Sergipe (SE) e Tocantins (TO).

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Com esta última adesão, o projeto nacional se consolida como uma das principais frentes de modernização institucional da segurança pública brasileira, reforçando o compromisso do Governo Federal com políticas públicas baseadas em evidências, respeito aos direitos humanos e atuação policial eficaz e qualificada.

Investimentos

Em janeiro de 2025, o MJSP anunciou investimento de aproximadamente R$ 120 milhões na aquisição de equipamentos de menor potencial ofensivo, que incluem 249 mil espargidores de pimenta e 22.736 armas de incapacitação neuromuscular, atendendo a mais de metade da demanda das polícias militares em todo o País.

Também estão previstas 110 edições de cursos de capacitação até 2026, com a formação de 4,5 mil profissionais multiplicadores. O objetivo é assegurar o uso técnico, ético e proporcional da força, promovendo uma atuação policial mais segura, moderna e voltada à preservação da vida.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Nacional

Maio Amarelo mobiliza o País em defesa da vida no trânsito com ações lideradas pela PRF

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Brasília, 5/5/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) participou, nesta terça-feira (5), do lançamento da campanha Maio Amarelo 2026, em Brasília (DF). Com o tema No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas, a iniciativa, conduzida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), reforça a segurança viária como prioridade de política pública.

Criado em 2011, a partir de iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), o Maio Amarelo se consolidou como um movimento internacional de conscientização. No Brasil, a campanha mobiliza ações integradas de educação e fiscalização ao longo do mês.

Durante a cerimônia, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, declarou que reduzir a violência no trânsito depende de uma mudança de comportamento sustentada por políticas públicas articuladas. Ao lembrar que mais de 6 mil pessoas morreram em rodovias federais em 2025, ressaltou que a responsabilidade é compartilhada entre poder público e sociedade.

O ministro defendeu que a combinação entre fiscalização e educação é o caminho mais eficaz para salvar vidas. Nesse sentido, pontuou que a atuação conjunta entre o MJSP e o Ministério da Educação (MEC) pode ampliar o alcance das ações, com a inclusão do tema nos currículos escolares e o fortalecimento da formação cidadã desde cedo.

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“Quando a educação se soma à fiscalização, conseguimos transformar comportamento. Assim como o uso do cinto de segurança se tornou um hábito, outras condutas, como o uso do capacete e o respeito às regras, também podem ser incorporadas pela sociedade”, disse.

Entre as ações previstas para o período, estão o reforço da fiscalização nas rodovias federais e a ampliação de atividades educativas. Ao detalhar as diretrizes da campanha, o diretor-geral da PRF, Fernando Oliveira, ressaltou que é preciso romper com a naturalização das mortes no trânsito. “Segurança viária é garantir que as pessoas concluam seus deslocamentos com proteção. O foco é preservar vidas”, acrescentou.

Ele ressaltou que, apesar dos avanços na infraestrutura, os índices de mortalidade seguem elevados, principalmente em razão do comportamento dos condutores, o que exige atuação integrada entre diferentes órgãos, como os Detrans, a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, avaliou que a mudança passa por enfrentar questões culturais, como a resistência ao uso do capacete entre motociclistas. Segundo ele, além da conscientização, é necessário fortalecer a fiscalização para garantir o cumprimento das normas.

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“Respeitar as regras de trânsito é uma medida de civilidade e é fundamental para preservar vidas”, pontuou. O secretário concluiu ao enfatizar que o Maio Amarelo deve impulsionar essa transformação, estimulando atitudes responsáveis e o compromisso coletivo com a segurança viária.

A cerimônia, realizada na sede da PRF, marcou o início da mobilização nacional em torno de um trânsito mais seguro.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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