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São Félix do Araguaia realiza o primeiro Curso de Formação de Facilitadores de Círculos de Paz

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A Comarca de São Félix do Araguaia (1152 km de Cuiabá) promoveu, entre os dias 21 e 23 de maio, o seu primeiro curso de formação de novos facilitadores da prática dos Círculos de Construção de Paz. Formaram-se 16 participantes, a maioria servidoras públicas do município, que agora estão aptos a aplicarem a técnica circular e terão foco de atuação nas unidades escolares do município de São Félix do Araguaia. A capacitação teve como instrutor, Widney Maycon de Lima Alves.
 
O curso é uma continuidade das tratativas realizadas por meio do Termo de Cooperação Técnica firmado entre o Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de São Félix do Araguaia, Ministério Público Estadual e o município de São Félix do Araguaia, que por meio da Lei Municipal n° 1.014/2023, instituiu o Programa Municipal de Práticas de Construção de Paz nas Escolas.
 
O diretor do Foro da Comarca de São Felix do Araguaia, juiz Luís Otávio Tonello dos Santos, em sua fala ao final do curso, falou aos participantes sobre a eficácia da ferramenta da Justiça Restaurativa e que o modelo ortodoxo de Justiça, que tem autor, réu, a figura do Juiz e do Ministério Público pode atrasar a construção da pacificação social.
 
“Eu acredito muito nessas ferramentas. Participei de uma dinâmica como essa em Cuiabá. É algo que eleva a nossa compreensão e a importância do diálogo, das ferramentas que são colocadas a nossa disposição e do quanto elas são indutivas para a gente realmente atingir esse estágio e efetivamente trazer um pouco mais de paz social para a nossa comunidade”, disse o magistrado.
 
Para o gestor do Cejusc, Áquila Júnio Lopes Machado, o curso fortaleceu a prática circular na Comarca. “Tínhamos apenas três facilitadores. Ganhamos agora mais 16. Podemos estabelecer um plano de difusão da prática, principalmente no meio escolar, permitindo atender a toda a comunidade e sociedade em geral. A aplicação da prática de forma efetiva e ampla promoverá uma maior integração da sociedade e com isso, trilhamos em direção à pacificação social.”
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: a imagem panorâmica mostra uma sala ampla com ventiladores de teto e os participantes do curso sentados em cadeiras, que estão dispostas em círculo, olhando para o juiz da Comarca, que está em pé falando para eles. Em primeiro plano, vemos um homem em pé, vestindo camisa xadrez azul e calça preta.
 
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Experiência em Comodoro inspira debate sobre criação de banco de boas práticas na educação prisional

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Foto horizontal que mostra uma mulher privada de liberdade sentada em uma sala de aula, lendo o livro A experiência desenvolvida na Cadeia Pública de Comodoro, apresentada durante a III Capacitação – Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição de Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e Secretarias de Estado de Educação e Justiça , despertou reflexões sobre a importância de ampliar o compartilhamento de iniciativas exitosas entre as unidades prisionais do estado.

Com o tema “Letras que Libertam: Educação e Leitura no Sistema Prisional”, a professora e facilitadora Luana Pâmela Cordeiro de Sousa Belmont apresentou na tarde desta quarta-feira (3) os resultados do trabalho de alfabetização e incentivo à leitura realizado junto às pessoas privadas de liberdade da unidade de Comodoro, evidenciando o potencial transformador da educação no processo de ressocialização.

Durante sua exposição, a educadora relatou que decidiu atuar de forma mais intensiva na alfabetização após constatar que alguns custodiados não sabiam sequer assinar o próprio nome.

“Fiquei incomodada com o fato de algumas pessoas não saberem nem assinar o nome. Muitas vezes existe a ideia de que o sistema prisional não é um espaço para adquirir conhecimento, mas encontrei pessoas com muita vontade de aprender. Elas queriam escrever o próprio nome, os nomes dos filhos e participar dos projetos de remição pela leitura”, contou.

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Atualmente, cerca de 120 pessoas privadas de liberdade participam das atividades de remição pela leitura na unidade prisional. Paralelamente, dez estudantes integram as turmas de alfabetização, organizadas de acordo com os diferentes níveis de aprendizagem.

Segundo a professora, o trabalho é desenvolvido com metodologias adaptadas à realidade dos alunos e busca fortalecer não apenas a alfabetização, mas também a autonomia e a autoestima dos participantes.

“Eu sempre digo que é impossível alguém passar pelas aulas sem aprender pelo menos o básico. Quero que saiam dali com condições de buscar uma oportunidade de trabalho, conversar com os filhos e ter mais independência. Trabalhamos a partir da realidade deles, do próprio nome, das experiências que carregam”, explicou.

A apresentação evidenciou o impacto positivo das ações educacionais desenvolvidas dentro do sistema prisional e suscitou discussões entre os participantes sobre a possibilidade de reunir experiências exitosas em um banco de boas práticas. A iniciativa permitiria registrar, compartilhar e difundir projetos que vêm apresentando resultados positivos em diferentes unidades prisionais de Mato Grosso, fortalecendo as políticas de educação e ressocialização.

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Para Luana, independentemente do contexto em que esteja inserida, a educação continua sendo uma das mais importantes ferramentas de transformação social.

“A educação é um instrumento poderoso. Ela cria oportunidades, amplia horizontes e permite que as pessoas construam novas perspectivas para suas vidas”, afirmou.

A III Capacitação – Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição de Pena é realizada pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) do TJMT, em parceria com a Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja) da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e o Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP) da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT). O evento é coordenado pelo juiz auxiliar do GMF/TJMT, Pierro de Faria Mendes, responsável pelo Eixo Práticas Educativas.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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