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São Paulo amplia produção de goiaba e consolida Jaboticabal como polo nacional da fruta

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A produção de goiaba em São Paulo segue em forte expansão e consolida o estado como uma das principais referências nacionais no cultivo da fruta. Impulsionado por ganhos em produtividade, qualidade e assistência técnica especializada, o setor amplia sua relevância econômica tanto no mercado de frutas frescas quanto na indústria de processamento.

A região de Jaboticabal, no interior paulista, lidera esse movimento e se destaca como principal polo produtor de goiaba do estado, concentrando grande parte da produção destinada ao consumo in natura e à indústria de doces, polpas e sucos.

Dados do levantamento de safra 2025 do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) mostram que a goiaba voltada à indústria lidera em estrutura produtiva no estado, com 953.494 pés em produção e outros 215.223 novos pés em desenvolvimento. A estimativa é de uma colheita superior a 83 mil toneladas.

Já a produção de goiaba de mesa contabiliza 579.539 pés produtivos e 28.991 novos pés, com previsão de 45,5 mil toneladas na safra paulista.

Jaboticabal lidera produção de goiaba em São Paulo

A regional de Jaboticabal aparece como a maior produtora paulista da fruta, mantendo liderança tanto na goiaba para consumo fresco quanto na destinada ao processamento industrial.

Na produção de goiaba de mesa, a região registrou mais de 24 mil toneladas em 2025. Já na fruta voltada à indústria, o volume ultrapassou 75 mil toneladas, colocando Jaboticabal em posição amplamente dominante no estado.

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O desempenho regional supera em até 15 vezes a produção da segunda principal regional paulista no segmento industrial, Araraquara, reforçando a força da cadeia produtiva local.

Assistência técnica impulsiona produtividade e qualidade

Segundo Francisco Maruca, técnico da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) em Jaboticabal, a combinação entre condições naturais favoráveis, estrutura agroindustrial e agricultura familiar explica o sucesso da cultura na região.

De acordo com o especialista, o modelo produtivo regional fortalece a geração de renda, o desenvolvimento econômico e a sustentabilidade no campo.

A CATI atua diretamente no suporte aos produtores rurais, oferecendo orientação técnica em todas as etapas da produção, desde o plantio até a colheita. Entre as ações desenvolvidas estão manejo de solo, adubação, irrigação, poda, controle fitossanitário e adoção de boas práticas agrícolas.

O acompanhamento técnico tem contribuído para elevar a produtividade das lavouras e aumentar a competitividade da goiaba paulista no mercado nacional.

Francisco Maruca também destaca que o suporte técnico auxilia na adoção de práticas sustentáveis, promovendo preservação ambiental, manejo eficiente e fortalecimento da permanência do produtor no campo.

Agricultura familiar fortalece cadeia da goiaba

O impacto positivo da cultura pode ser observado diretamente nas propriedades rurais da região. Dados do Levantamento Censitário das Unidades de Produção Agropecuária (LUPA) apontam que a regional de Jaboticabal reúne 549 propriedades dedicadas ao cultivo da goiaba.

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Produtor há mais de 30 anos, José Donizete de Grande afirma que a cultura se consolidou como importante fonte de renda graças à valorização de frutos de alta qualidade e ao avanço técnico das lavouras.

Segundo ele, o sucesso na atividade depende de qualificação da mão de obra e conhecimento aprofundado sobre manejo e produção.

O produtor de Cândido Rodrigues, município da região de Jaboticabal, também destacou o papel da assistência técnica no desenvolvimento da atividade. Em 2009, passou a cultivar a variedade tailandesa registrada como Suprema, apresentada pela CATI, substituindo gradualmente a variedade Paluma.

A mudança, segundo José Donizete, elevou o padrão de qualidade da produção e ampliou as oportunidades de mercado.

Goiaba paulista ganha força estratégica no agronegócio

Com investimentos em tecnologia, assistência técnica e qualidade produtiva, São Paulo fortalece sua posição estratégica na cadeia nacional da goiaba. O avanço da produção em Jaboticabal evidencia a importância da integração entre produtores, pesquisa e extensão rural para garantir competitividade e sustentabilidade ao setor.

O crescimento da cultura reforça ainda o potencial da fruticultura paulista como importante vetor de geração de renda, empregos e desenvolvimento regional no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mapa intercepta praga quarentenária em carga de aspargos no Aeroporto de Guarulhos

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A equipe da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), interceptou, na última semana, uma carga com cerca de uma tonelada de aspargos importados do Peru após identificação de uma praga quarentenária ausente no Brasil.

A carga era composta por 200 caixas do produto. Durante a fiscalização, foi detectada a presença do inseto Prodiplosis longifila, espécie considerada de alto risco fitossanitário por seu potencial de disseminação e pelos danos que pode causar à produção agrícola.

As amostras foram encaminhadas para análise laboratorial, que utilizou diferentes métodos para identificação da praga, incluindo exame visual, análise morfológica em microscópio, consulta bibliográfica, PCR e sequenciamento genético. O material foi enviado ao laboratório no dia 8 de maio, e o laudo conclusivo foi emitido nesta quarta-feira (13).

Conhecida popularmente como mosca-dos-botões-florais, larva-fura-botão, mosquinha-do-tomate ou negrilla, a espécie possui ampla capacidade de infestação e é considerada de difícil controle. Segundo informações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), as larvas se desenvolvem no interior de tecidos vegetais, como botões florais, brotos terminais e frutos jovens, provocando deformações, abortamento de flores e redução da produtividade.

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A praga pode atingir culturas de alto valor econômico, como tomate, aspargo, citros, pimentão, algodão, feijão, abacate, alcachofra e cebola. O inseto se adapta melhor a regiões de clima quente e elevada umidade relativa do ar, podendo se dispersar por voo em distâncias de até 300 metros.

O trabalho realizado pelo Vigiagro, da Secretaria de Defesa Agropecuária, tem como objetivo proteger as fronteiras agropecuárias brasileiras por meio da fiscalização de cargas, produtos de origem vegetal e animal, além de bagagens em aeroportos, portos e postos de fronteira. A atuação preventiva reduz o risco de ingresso e disseminação de pragas ausentes no território nacional.

De acordo com estudos da Embrapa Territorial, uma eventual introdução da Prodiplosis longifila no Brasil poderia representar impactos significativos para cadeias produtivas estratégicas do agronegócio, além de elevar custos de manejo e comprometer mercados internacionais. Regiões de fronteira no Norte do país são consideradas mais vulneráveis à entrada inicial da praga, enquanto polos produtores de citros e hortaliças poderiam sofrer impactos econômicos relevantes em caso de disseminação.

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Em países onde a praga já está estabelecida, como Peru e Colômbia, há registro de perdas severas em culturas agrícolas, especialmente tomate e citros, além da necessidade de intensificação de medidas de controle fitossanitário e manejo integrado nas lavouras.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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