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Sedigi discute implantação do ECA Digital com setores do mercado adulto

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Brasília, 06/01/2025 – A Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), promoveu, nesta terça-feira (6), reunião com representantes do setor de produtos e serviços de conteúdo adulto, que deverá se adequar às regras do ECA Digital (Lei nº 15.211/2025). O encontro ocorreu na sede do MJSP, na capital federal.

Participaram da reunião integrantes da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), responsável pela regulação e fiscalização da norma, e da Coordenação-Geral de Classificação Indicativa. O encontro foi conduzido pelo secretário nacional substituto e diretor de Segurança e Prevenção de Riscos no Ambiente Digital, Ricardo Lins Horta. O objetivo foi orientar os representantes, esclarecer dúvidas e ouvir demandas do setor.

O ECA Digital entra em vigor em março de 2026. As regras previstas na lei deverão ser observadas não apenas por aplicativos de redes sociais, jogos eletrônicos e marketplaces, mas também por sites e aplicativos de conteúdo adulto.

“Nosso objetivo é proteger crianças e adolescentes nos ambientes digitais, orientar os setores sobre o cumprimento da lei e não inviabilizar atividades econômicas lícitas. A partir de 18 de março, data em que o ECA Digital entra em vigor, não será mais permitido o uso apenas da autodeclaração de idade para acessar sites de conteúdo adulto”, destacou o secretário.

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As principais demandas do setor estão relacionadas à aferição de idade nas plataformas, ao prazo para adaptação à legislação e à uniformidade das sanções aplicáveis a todo o segmento.

Com a entrada em vigor do ECA Digital, a verificação de idade passa a ser obrigatória para plataformas digitais que:
• comercializam bebidas alcoólicas ou cigarros;
• oferecem conteúdo pornográfico;
• disponibilizam aplicativos de encontros;
• disponibilizam ferramentas de inteligência artificial com conteúdo impróprio para crianças e adolescentes;
• oferecem sites de serviços de acompanhante.

Também participaram representantes da Associação Brasileira da Indústria e Profissionais do Entretenimento Adulto (Abipea), do grupo Esapiens Tecnologia Digital S/A, da Atlas Technology, dos sites Fatal Model e Skokka e do escritório Opice Blum Advogados. A Abipea mantém consulta pública em seu site para reunir dúvidas do setor.

A Sedigi é responsável pela elaboração da proposta de decreto que regulamentará o ECA Digital e segue realizando estudos técnicos para a implementação da norma. Durante consulta pública realizada entre 15 de outubro e 14 de novembro, mais de 70 entidades, associações empresariais e organizações da sociedade civil enviaram contribuições sobre a regulamentação e a aferição de idade prevista na lei. Esses subsídios servirão de base para a elaboração do decreto.

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ANPD vai regular e fiscalizar o ECA Digital

A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) atua em diferentes frentes para definir os procedimentos de regulamentação e fiscalização do ECA Digital, incluindo a revisão dos processos de fiscalização e da dosimetria das sanções, além da definição de critérios para a aferição de idade. A ANPD também realizará consultas públicas para coletar contribuições sobre as alternativas regulatórias apresentadas pelos setores envolvidos.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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MTE participa de evento preparatório para 114ª Conferência da OIT em Genebra

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou na tarde desta quinta-feira (30), da abertura de reunião preparatória para 114ª Conferência Internacional do Trabalho da OIT, que acontece de 1 a 12 de junho em Genebra, na Suiça.

Na reunião foram discutidos os trabalhos das comissões e os relatórios que estarão em debate na 14ª Conferência, relacionados a temas como o Emprego e trabalho decente para a paz e a resiliência; Navegando pela mudança através do diálogo social inclusivo; Trabalho decente na economia de plataformas; e Igualdade de gênero no mundo do trabalho.

Participaram da reunião presencial/virtual, representantes de governos, empregadores e trabalhadores que tiveram acesso aos relatórios e puderam comentar sobre os temas a serem discutidos.

Após a abertura do ministro, a chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais do MTE, Maíra Lacerda, deu continuidade às discussões, expondo os temas das comissões. No relatório Diálogo social inclusivo diante das transformações do mundo do trabalho, serão discutidas mudanças no mundo do trabalho, a transformação digital e IA, a informalidade, transição justa, informalidade e crises internacionais, com foco no diálogo social, com participação de todos, para mediar interesses e prevenir conflitos.

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O Brasil vai apresentar na Conferência os avanços notáveis na transparência e negociação coletiva, o sistema Mediador – plataforma on line de registro e consulta de acordos coletivos, que no ano passado continha mais de 43 mil acordos registrados. O papel da Inspeção do Trabalho também será exposto neste contexto, demonstrando seus eixos de atuação para garantir o cumprimento da legislação e prevenção de conflitos.

Serão apresentados diálogos sociais na prática, como o estabelecimento de GT tripartite para desenvolver propostas regulatórias sobre plataformas digitais e a PEC dos domésticos, que trata da Convenção nº 189 da OIT.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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