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Senasp investe mais de R$ 50 milhões em qualificação e registra 140 mil capacitações em 2025

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Brasília, 30/12/2025 – A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), encerra o ano de 2025 com resultados expressivos em sua política de qualificação profissional. O balanço contabiliza investimentos superiores a R$ 50 milhões, a conclusão de 140 mil capacitações em diferentes modalidades e o atendimento direto a cerca de 80 mil profissionais em todas as regiões do País.

Os dados refletem o papel da capacitação continuada como eixo estratégico para a indução de padrões técnicos nacionais, a modernização institucional e o aprimoramento das respostas operacionais, investigativas e de gestão no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

No conjunto das iniciativas coordenadas pela Diretoria de Ensino e Pesquisa (DEP/Senasp), os resultados evidenciam a amplitude e a capilaridade das ações.

Em 2025, os investimentos e alcances foram distribuídos da seguinte forma:

• Educação a distância: foram registradas 133.452 capacitações concluídas, beneficiando 79.610 profissionais, com aporte de R$ 333,4 mil.
• Bolsa-Formação: o programa manteve 50.773 profissionais matriculados em cursos em andamento, com investimento de R$ 45,6 milhões.
• Ensino presencial: a diretoria realizou 328 edições de cursos, capacitou 12.915 agentes e investiu R$ 4,1 milhões.

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A demanda do público-alvo concentrou-se nos cursos de Condutores de Veículos de Emergência e de Atualização para Condutores de Veículos de Emergência, que figuram entre os mais procurados do ano na modalidade EaD.

Outro eixo relevante foi a oferta de pós-graduação lato sensu, que disponibilizou 1.120 vagas, com investimento de R$ 6,1 milhões. As especializações abrangeram áreas estratégicas, como: inteligência e inovação no enfrentamento ao crime organizado, proteção de pessoas vulnerabilizadas, governança em segurança pública, políticas sobre drogas e combate a crimes ambientais.

Além das ações da DEP, outras diretorias da Senasp executaram cursos voltados à padronização de práticas, à especialização de procedimentos e ao fortalecimento das capacidades institucionais. Pela Diretoria do Sistema Único de Segurança Pública (Dsusp), o Projeto Nacional de Qualificação do Uso da Força realizou 30 edições de treinamento, capacitou 1.164 profissionais e investiu R$ 2,2 milhões.

Já o Projeto Nacional de Câmeras Corporais, também coordenado pela Dsusp, registrou 35 edições do curso de princípios e práticas de uso da força e registros audiovisuais. A iniciativa formou 1.222 profissionais de 26 Unidades da Federação, em conformidade com as diretrizes de integridade e de cadeia de custódia de imagens.

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No eixo de investigação, o Projeto de Incremento da Capacidade de Investigação de Homicídios capacitou 656 profissionais. No campo operacional, a Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), vinculada à Senasp, registrou a execução de atividades formativas e instrucionais em 2025. Por meio do Centro de Treinamento e Capacitação, a diretoria capacitou e especializou mais de 7 mil profissionais do Susp, mediante a realização de 178 cursos e instruções.

Para o secretário Nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, os avanços obtidos refletem uma política estruturada de fortalecimento institucional.

“A capacitação é estratégica porque impacta a qualidade da atuação policial, a padronização de procedimentos e a eficiência das políticas públicas. Os números demonstram nosso compromisso com o preparo técnico dos profissionais que atuam na ponta do sistema”, afirma.

O balanço de 2025 reforça a profissionalização das instituições, a uniformização nacional de procedimentos e o aprimoramento da capacidade de resposta do Estado, com foco na proteção da vida e na prestação de serviços cada vez mais qualificados à população.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Ministro Wellington Lima apresenta ações do MJSP à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado na Câmara dos Deputados

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Brasília, 9/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou, nesta terça-feira (9), de audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados para apresentar iniciativas da pasta e responder a questionamentos de parlamentares sobre segurança pública.

A audiência contou com a presença de outros integrantes da gestão do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), entre os quais o secretário nacional de Segurança Pública (Senasp), Chico Lucas; o secretário nacional de Assuntos Legislativos, Paulo Modesto; o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes; a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado; e o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia.

Na reunião, o ministro mencionou a atuação integrada entre União, estados, municípios, Poder Judiciário, Ministério Público (MP) e forças de segurança para o enfrentamento da criminalidade organizada.

Segundo Wellington Lima, a formulação de políticas públicas eficazes depende da cooperação institucional e do diálogo permanente com as Casas Legislativas. “Não há segurança pública sem o Congresso Nacional. A construção de políticas públicas eficazes exige diálogo permanente com o Parlamento, com o Judiciário, com o Ministério Público e com os profissionais que estão na ponta do sistema de segurança”, afirmou.

Entre os temas abordados estiveram as estratégias de combate ao crime organizado, as ações de fortalecimento do sistema prisional, as medidas de combate ao tráfico ilícito de armas e as iniciativas voltadas à descapitalização financeira de organizações criminosas.

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Ao tratar das medidas de enfrentamento às facções criminosas, Wellington Lima ressaltou a importância do enfraquecimento financeiro desses grupos.

“O primeiro eixo é exatamente a reprodução e o aperfeiçoamento dos mecanismos de asfixia financeira. É preciso tirar o oxigênio do crime organizado.”

O ministro também apresentou iniciativas voltadas ao aprimoramento da inteligência e da investigação criminal, com foco na ampliação da capacidade de esclarecimento de homicídios e das operações de repressão às organizações criminosas.

Ao abordar o sistema penitenciário, defendeu investimentos em tecnologia, inteligência e protocolos de segurança para impedir a comunicação de lideranças criminosas com grupos que atuam fora das unidades prisionais. “Esse é um problema que não poderia ser adiado de modo algum”, enfatizou.

Operações em unidades prisionais

Durante a audiência, Wellington Lima anunciou que o MJSP realizará, até o final de 2026, uma operação nacional e duas regionais por mês em unidades prisionais de todo o País.

A medida busca reforçar o controle do sistema penitenciário, combater a atuação de organizações criminosas e ampliar a integração entre as forças de segurança e as administrações penitenciárias estaduais.

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Plataformas digitais

Sobre plataformas digitais, parlamentares também questionaram os decretos relacionados à atuação das plataformas digitais e às medidas de enfrentamento de crimes praticados no ambiente virtual.

O ministro explicou que as normas foram elaboradas com base em análises técnicas e dados relacionados ao crescimento de ilícitos praticados pela internet, como fraudes eletrônicas, exploração sexual de crianças e adolescentes e divulgação não autorizada de conteúdo íntimo.

“Os decretos foram elaborados a partir de evidências concretas sobre a crescente centralidade da internet na vida dos brasileiros e sobre a urgência de enfrentar o aumento de crimes, atos ilícitos e condutas abusivas que vêm se multiplicando no ambiente digital”, disse.

De acordo com Wellington Lima, as medidas buscam ampliar a capacidade de resposta do Estado diante desses crimes, sem afastar o papel do Congresso Nacional na discussão e eventual definição de regras permanentes para o setor.

“O Parlamento é sempre quem melhor legisla, mas muitas vezes a sociedade clama por alguma providência mais imediata”, completou.

A audiência integra as atividades de fiscalização e de acompanhamento das políticas públicas conduzidas pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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