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Uso de tecnologia e manejo sustentável transforma fazenda em referência na recuperação de pastagens

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Recuperação de pastagens degradadas com tecnologia e manejo avançado

As plantas daninhas representam um dos principais desafios para a pecuária, comprometendo a produtividade das pastagens, reduzindo o vigor das forrageiras e impactando diretamente a rentabilidade das propriedades. No município de Campestre da Serra (RS), o pecuarista Carlos Roberto Simm conseguiu reverter esse cenário ao investir em herbicidas tecnológicos e em práticas sustentáveis de manejo.

Com o apoio da Linha Pastagem da Corteva Agriscience, integrada à Plataforma-S, Simm promoveu a recuperação de áreas degradadas, alcançando um sequestro anual de 60 toneladas de carbono. O sistema combina tecnologia, manejo inteligente e monitoramento constante, valorizando a sustentabilidade e a eficiência produtiva.

Fazenda Clarice: exemplo de pecuária carbono negativo

Na Fazenda Clarice, o projeto foi desenvolvido em parceria com a Criatec, e a medição da pegada de carbono seguiu o GHG Protocol, metodologia internacionalmente reconhecida. Os resultados comprovam o sequestro anual de 60 toneladas de carbono equivalente, reflexo direto da recuperação das pastagens e do fortalecimento do sistema radicular das plantas forrageiras.

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O estudo também apontou aumento no estoque de carbono no solo, confirmando que a carne produzida na propriedade é carbono negativo, ou seja, a fazenda remove mais carbono da atmosfera do que emite. O controle eficiente das plantas invasoras, realizado com os herbicidas da Corteva, foi fundamental para alcançar esse desempenho.

Pecuária regenerativa e de longo prazo

Segundo Rodrigo Takegawa, Líder de Marketing & Comercial das Linhas Floresta e Pastagem da Corteva Agriscience para o Brasil e Paraguai, a Fazenda Clarice é hoje um modelo de integração entre tecnologia e manejo sustentável.

“A Fazenda Clarice se tornou um dos exemplos mais notáveis da eficácia da integração de manejo e tecnologia. Ao aderir à Plataforma-S como um Pecuarista-S, Simm demonstrou a viabilidade de uma pecuária moderna, eficiente e regenerativa, voltada para a longevidade da terra”, destacou Takegawa.

Herbicidas inovadores impulsionam resultados no campo

A Plataforma-S também foi essencial para registrar o balanço de carbono da fazenda, diferenciando propriedades carbono neutro daquelas carbono negativo, como é o caso da Fazenda Clarice.

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Para potencializar os resultados obtidos, a Linha Pastagem da Corteva segue investindo em herbicidas de alta performance, como o Navius e o Juvix, produtos desenvolvidos para controlar plantas resistentes e otimizar a operação no campo. Essas soluções contribuem para pastos mais longevos, produtivos e sustentáveis, fortalecendo o modelo de pecuária regenerativa no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Reino Unido amplia pressão e setor do agro brasileiro reage a novas restrições à carne

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O agronegócio brasileiro enfrenta um novo cenário de pressão no comércio internacional após a decisão da União Europeia (UE) de suspender, a partir de setembro, as exportações de carne brasileira, somada ao anúncio de que o Reino Unido também avalia impor restrições adicionais ao produto nacional.

O movimento conjunto dos mercados mais exigentes do mundo acende um alerta no setor pecuário e reforça a necessidade de adequação às regras sanitárias internacionais, especialmente no que se refere à rastreabilidade, uso de antimicrobianos e comprovação de conformidade produtiva.

Pressão internacional exige maior comprovação sanitária do Brasil

Especialistas avaliam que o principal desafio do Brasil não está apenas no cumprimento formal das normas, mas na capacidade de demonstrar, de forma auditável e contínua, que toda a cadeia produtiva atende aos padrões exigidos por mercados como o europeu e o britânico.

De acordo com a coordenadora de contratos e agronegócios do CSA Advogados, Ieda Queiroz, a União Europeia adota critérios rigorosos baseados em evidências verificáveis.

“A UE não trabalha com presunção de conformidade; ela exige evidências. Sem demonstrar, de forma verificável, o uso adequado de antimicrobianos e a rastreabilidade animal, o impacto será duradouro — e afeta a credibilidade global do país”, afirma.

A especialista ressalta que o avanço das restrições britânicas reforça que o tema não é pontual, mas sistêmico dentro do comércio internacional de proteínas animais.

“Quando outro mercado de alta exigência sanitária sinaliza restrições, fica claro que a governança sanitária brasileira está sob escrutínio internacional”, acrescenta.

MAPA articula resposta técnica para evitar ampliação das restrições

Diante do cenário, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) trabalha na consolidação de relatórios técnicos para responder às exigências das autoridades europeias e buscar a reversão das medidas anunciadas.

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A estratégia do governo envolve a apresentação de dados sobre controle sanitário, práticas de produção e sistemas de fiscalização adotados no país.

No entanto, especialistas destacam que a reabertura ou manutenção de mercados dependerá diretamente da capacidade de comprovação prática de conformidade ao longo de toda a cadeia produtiva da carne bovina.

Rastreamento e uso de antibióticos seguem no centro do debate

Embora o Brasil possua regulamentação que proíbe o uso de antibióticos como promotores de crescimento na pecuária, esse fator, isoladamente, não é suficiente para atender às exigências dos mercados europeu e britânico.

As autoridades internacionais também demandam rastreabilidade individual dos animais, auditorias independentes e documentação completa de todas as etapas do processo produtivo, desde a origem até o abate e processamento.

Segundo especialistas, a diferença entre a legislação vigente e a implementação prática desses controles ainda representa um dos principais entraves para o acesso pleno a mercados mais rigorosos.

“A distância entre norma e prática ainda é grande”, avalia Ieda Queiroz.

Competitividade da carne brasileira pode ser impactada

O aumento das exigências internacionais ocorre em um momento em que o Brasil ocupa posição de destaque no comércio global de proteínas animais, com forte participação em mercados da Ásia, Oriente Médio e Europa.

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No entanto, a ampliação das barreiras sanitárias pode impactar diretamente a competitividade do setor, caso o país não consiga comprovar com robustez a conformidade de seus sistemas produtivos.

Especialistas alertam que a manutenção e expansão da presença brasileira no mercado internacional dependerá cada vez mais de transparência, rastreabilidade e alinhamento com padrões globais de governança sanitária.

Setor agropecuário entra em fase de adaptação e resposta

O cenário reforça a necessidade de adaptação estrutural do setor agropecuário brasileiro, especialmente na pecuária de corte, que depende fortemente do mercado externo.

A tendência é de maior pressão por sistemas integrados de controle, digitalização de processos e fortalecimento de auditorias independentes, com foco na comprovação de origem e conformidade sanitária.

Com a União Europeia avançando em restrições e o Reino Unido sinalizando medidas semelhantes, o Brasil enfrenta um momento decisivo para consolidar sua reputação como fornecedor global de carne dentro dos padrões exigidos pelos mercados mais rigorosos do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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