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Wilson Santos articula parceria com a Caixa para ampliar crédito aos pescadores de MT

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Os superintendentes de Governo e de Rede da Caixa Econômica Federal (CEF) de Mato Grosso, Rudinei Marcelo Pletsch e João Henrique Cruz, receberam o deputado estadual Wilson Santos (PSD) na sede da instituição financeira, nesta terça-feira (19), em Cuiabá, para tratar sobre o Pronaf B – uma linha de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Este benefício contempla os pescadores artesanais com condições especiais, taxas de juros baixas e isenção de tarifas com microcrédito no valor de R$ 12 mil a R$ 15 mil.

O encontro alinhou e estabeleceu uma estratégia para mobilizar as 22 colônias – que equivale cerca de 15 mil pescadores profissionais – existentes em Mato Grosso para tomarem conhecimento e fazerem adesão da linha de crédito. “Agradeço a ponte com o deputado Wilson. Estamos no processo de alavancar o Pronaf tipo B no estado Mato Grosso. A Caixa vai entrar nos fundos constitucionais FNO (Norte) e FCO (Centro-Oeste) que são instrumentos financeiros para promover o desenvolvimento econômico e social. A gente iniciou um trabalho há 90 dias, quando fomos instalar e iniciar o trabalho de base em Cáceres, Poconé e Barão de Melgaço”, explica Cruz.

O superintendente de Rede explica que o pescador profissional vai precisar apenas do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), não sendo necessários outros documentos, como por exemplo, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) ou a Autorização Provisória de Funcionamento (APF). Ele conta que já foram liberados cerca de R$ 150 milhões, nos três meses de atuação, em Mato Grosso. “Fizemos a nossa primeira parceria com a colônia Z-2 de Cáceres que emite a CAF. Neste início, foram identificados apenas 900 CAFs emitidas no estado. Agora, foi para 29 mil cadastros. Já estamos chegando a cerca de R$ 1 milhão liberados com cerca de 100 pessoas beneficiadas”, relata.

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Para que a linha de microcrédito chegue até às colônias de pesca, João sugeriu a realização de mutirões. Logo, Nilma Silva Santos da Associação do Segmento da Pesca (ASP) ressaltou os impasses enfrentados pela categoria com a Lei da Pesca, que ficou conhecida em Mato Grosso como Lei do Transporte Zero – em vigor desde janeiro de 2024 que proíbe a pesca, o transporte e comercialização de 12 espécies de peixes dos rios mato-grossenses pelos próximos cinco anos.

“Podemos reunir e reorganizar os pescadores. O problema é que a Lei da Pesca trouxe a miséria para o segmento da pesca e muitos pais de família estão com um alto índice de inadimplência. Nós teríamos que encontrar um caminho. Exterminaram a cultura de um povo. Fizemos 18 audiências públicas no estado, para garantir o sustento destas famílias. Lutamos por dois anos. Os pescadores estão sendo desacreditados. O incentivo da Caixa é extraordinário e ressalvo que são mais de 100 mil famílias que vivem direta e indiretamente. Uma cadeia gigantesca”, informou Nilma.

Diante do cenário da pesca em Mato Grosso, o superintendente João sugeriu a aplicação do Programa Desenrola da CEF que é uma iniciativa do governo federal para auxiliar na renegociação de dívidas de pessoas físicas com bancos e outras instituições financeiras, em que permite que os devedores quitem ou renegociem suas dívidas, facilitando a retomada do acesso ao crédito.

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“Acredito que esse deverá ser o nosso primeiro passo com os pescadores, para que assim, eles possam conquistar o microcrédito da Caixa. Avalio que dos 15 mil pescadores profissionais regularizados, 70% devem estar com problemas financeiros. Se este programa limpar o nome, já será possível atender a todos”, disse Wilson Santos.

No final da reunião, Wilson e Nilma sugeriram iniciar um plano de mutirão e mobilizar os pescadores das 22 colônias existentes para tratar da linha de microcrédito, reunindo de forma online com os integrantes da Caixa, pois diante da distância com Cuiabá – muitos ficam impossibilitados de se deslocarem até a capital – principalmente os que estão mais de mil quilômetros de distância. Logo que entrar em contato com a categoria, vão informar os superintendentes para definir a data da reunião virtual.

“Foi um encontro bastante significativo e parceria importante com a Caixa para contribuir com a categoria da pesca. Tratamos sobre linhas de financiamento e empréstimos para pescadores. Este benefício vai ter juros de apenas 0,5% ao ano. E se pagar em dia, com 11 meses de carência, ainda tem um bônus de adimplência de até 25% sobre o valor contratado, sem cobrança de TAC (Tarifa de Abertura de Crédito) e IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A categoria merece. E vamos juntos, buscar meios para proporcionar dignidade aos nossos amigos pescadores”, concluiu o deputado.

Fonte: ALMT – MT

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Chico Guarnieri propõe programa para diagnóstico tardio e inclusão de autistas no mercado de trabalho em MT

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Está em tramitação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) o Projeto de lei, nº 194/2026, de autoria do deputado Chico Guarnieri (PSDB), que cria o Programa Estadual NeuroMT. A proposta é voltada à identificação tardia, ao suporte e à inclusão produtiva de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), especialmente adultos que não tiveram diagnóstico na infância.

A inicaitiva busca enfrentar uma realidade ainda pouco visível: a de pessoas que passaram anos sem diagnóstico e, por isso, enfrentaram dificuldades na vida social e profissional.

O tema ganhou destaque durante uma palestra sobre o TEA promovida pelo parlamentar, na última quarta-feira (28), em Campo Novo do Parecis, onde relatos reforçaram, na prática, os impactos dessa realidade.

A fotógrafa Ana Paula Grillo, mãe atípica e atualmente em processo de investigação diagnóstica, destacou que o diagnóstico, mesmo quando ocorre na vida adulta, pode trazer respostas importantes. “Sim, tem uma janela, por exemplo, quanto antes o diagnóstico, quanto antes as intervenções, quanto antes a alta das terapias também. E com certeza, hoje está vindo muitos diagnósticos na fase adulta”, afirmou.

Ela explica que esse processo tem um efeito direto na forma como a pessoa compreende a própria trajetória. “Para mim, falo por mim mesmo e com certeza é uma fala para todos os adultos que estão nisso, é importante porque começa a fazer sentido a vida inteira e inclusive o que eu vivo hoje”.

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Ana Paula também chama atenção para os impactos emocionais da falta de diagnóstico adequado ao longo da vida. “Então assim, é importante porque hoje eu tenho picos depressivos, eu tenho ansiedade, eu tenho síndrome do pânico e quantas outras pessoas estão vivendo isso e não sabem”.

Em outro momento, a coordenadora da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Cuiabá (APAE) de Campo Novo do Parecis, Jully Gabrieli da Silva Turchen, que também recebeu o diagnóstico mais tarde, ressaltou como a identificação poderia ter evitado situações difíceis, principalmente no ambiente de trabalho.

Segundo ela, a falta de compreensão sobre suas necessidades gerava desconfortos, especialmente em relação ao contato físico — algo que, após o diagnóstico, passou a ser respeitado. “Hoje as pessoas entendem, respeitam mais. Antes, eu não sabia como explicar”, falou.

“O que estamos fazendo é olhar para uma parcela da população que, por muito tempo, ficou invisível. Pessoas com capacidade, com potencial, mas que não tiveram acesso ao diagnóstico e, muitas vezes, nem às oportunidades”, destacou o parlamentar.

Entre as medidas previstas está a criação de uma ferramenta digital de triagem, que auxiliará na identificação de sinais de autismo em adultos e no encaminhamento para atendimento especializado na rede pública de saúde.

O projeto também prevê a capacitação de profissionais da saúde para o reconhecimento desses sinais e a ampliação do atendimento multiprofissional em unidades como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

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Outro ponto de destaque é a criação do Banco Estadual de Talentos Neurodiversos, que permitirá mapear habilidades e conectar pessoas com TEA a oportunidades de trabalho em setores estratégicos como tecnologia, logística e agronegócio.

Além disso, a proposta institui o selo “Empresa Neurodiversa”, que reconhecerá empresas que adotarem práticas inclusivas na contratação e permanência de profissionais neurodivergentes, incentivando um ambiente de trabalho mais acessível e diverso.

O texto também autoriza parcerias com instituições como SENAI, SESI e SENAC para a qualificação profissional, alinhando a inclusão ao desenvolvimento econômico do estado.

Outro avanço previsto é a criação da Semana Estadual de Conscientização e Inclusão do Autista Adulto, a ser realizada anualmente, com ações voltadas à informação, combate ao preconceito e fortalecimento da rede de apoio.

“Esse projeto não fala só de inclusão social, ele também fala de desenvolvimento. Quando a gente reconhece e valoriza essas habilidades, a gente também fortalece a economia e cria novas oportunidades para o nosso estado”, afirmou Guarnieri.

A iniciativa, está alinhada à legislação federal e busca transformar Mato Grosso em referência na inclusão produtiva de pessoas com autismo, promovendo dignidade, autonomia e oportunidades reais para quem, por muito tempo, esteve à margem das políticas públicas.

A proposta foi presentada em março deste ano (2026) e segue pauta para analise nas comissões de mérito e votação em plenário.

Fonte: ALMT – MT

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