Agro News

Lula diz esperar acordo “definitivo” com os Estados Unidos sobre tarifas comerciais nos próximos dias

Publicado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (27) estar confiante na resolução das tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Segundo o chefe do Executivo, um acordo definitivo entre os dois países deve ser alcançado nos próximos dias.

“Tive ontem, na reunião com o presidente Donald Trump, uma boa impressão de que logo, logo não haverá problema entre Estados Unidos e Brasil”, declarou Lula durante coletiva de imprensa em Kuala Lumpur, na Malásia.

Brasil pede fim das tarifas e reforça superávit comercial com os EUA

Durante o encontro, Lula entregou um documento com os principais pontos das negociações e ressaltou que os Estados Unidos mantêm superávit no comércio com o Brasil, argumento que, segundo ele, enfraquece a justificativa para as tarifas aplicadas a produtos brasileiros.

“Não estou reivindicando nada que não seja justo para o Brasil. Os Estados Unidos não têm déficit comercial conosco — e foi justamente esse o motivo alegado para a criação das taxas”, destacou.

Questionado sobre promessas feitas por Trump, Lula respondeu com ironia: “Não sou santo para receber promessas. O que ele precisa fazer é um compromisso — e ele se comprometeu a buscar um acordo de qualidade com o Brasil.”

Leia mais:  Preço do leite recua 6,46% em Mato Grosso com aumento da oferta e queda no consumo
Equipes técnicas iniciarão nova rodada de negociações

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que, nas próximas semanas, haverá reuniões entre as equipes técnicas dos dois países para detalhar as condições de um possível acordo.

“Concordamos em trabalhar para construir um acordo satisfatório para ambas as partes”, declarou o chanceler.

O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Márcio Rosa, acrescentou que as conversas com os norte-americanos estão “avançando espetacularmente bem”. Segundo ele, as negociações agora têm foco exclusivamente comercial, deixando de lado aspectos políticos que, em sua avaliação, “nunca deveriam ter estado sobre a mesa”.

Lula oferece ajuda nas negociações sobre a Venezuela

Durante o mesmo encontro, o presidente Lula também se colocou à disposição para atuar como mediador em eventuais negociações envolvendo a Venezuela.

“O Brasil não tem interesse em guerra na América do Sul. Nossa luta é contra a pobreza e a fome. Se não resolvermos isso, não há razão para falar em conflito”, declarou o presidente.

Convite para Trump participar da COP30 em Belém

Lula aproveitou a reunião para convidar Donald Trump a participar da COP30, que será realizada em novembro de 2026, em Belém (PA). O ex-presidente norte-americano havia retirado os Estados Unidos do Acordo de Paris durante seu mandato, afastando o país dos compromissos globais de redução de emissões.

“Convidei ele para ir à COP e dizer o que pensa. Se não acredita nas mudanças climáticas, que vá lá e fale abertamente. Não dá para fingir que a crise climática não existe”, afirmou Lula.

Brasil busca fortalecer parcerias no Sudeste Asiático

Além das tratativas com os EUA, a comitiva presidencial destacou a importância da agenda econômica com países do Sudeste Asiático, especialmente Indonésia e Malásia.

Leia mais:  Produtividade recorde ameniza impacto dos preços baixos da batata em 2025, aponta Cepea

Segundo o ministro Mauro Vieira, a região é hoje um dos polos mais dinâmicos da economia mundial.

“O Sudeste Asiático é o epicentro do crescimento global e um centro de inovação tecnológica. Está no foco da política externa brasileira de diversificação de parcerias e atração de investimentos”, disse.

Lula também confirmou que o Brasil apoiará a adesão plena da Malásia ao grupo Brics, do qual o país asiático é atualmente parceiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Exportações de algodão de Mato Grosso batem recorde em junho e China amplia compras da pluma brasileira

Publicado

As exportações de algodão em pluma de Mato Grosso registraram um novo recorde para o mês de junho, consolidando o protagonismo do estado no comércio internacional da fibra. Impulsionadas pelo forte avanço da demanda chinesa e pela competitividade da pluma brasileira, as vendas externas apresentaram crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), elaborada com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 217,04 mil toneladas de algodão em pluma em junho de 2026. Embora o volume represente uma retração de 25,46% frente a maio, houve avanço de 63,41% na comparação com junho de 2025.

Mato Grosso lidera exportações brasileiras de algodão

Em Mato Grosso, os embarques somaram 154,18 mil toneladas em junho, resultado que representa queda mensal de 20,70%, mas crescimento de 66,38% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Leia mais:  Preço do leite recua 6,46% em Mato Grosso com aumento da oferta e queda no consumo

O desempenho estabeleceu um novo recorde para junho na série histórica da Secex, reforçando a liderança do estado nas exportações brasileiras de algodão.

Safra 2024/25 mantém ritmo forte nas vendas externas

No acumulado da safra 2024/25, entre agosto de 2025 e junho de 2026, Mato Grosso exportou 1,97 milhão de toneladas de algodão em pluma.

O volume representa um crescimento de 13,57% em comparação ao mesmo período da temporada anterior, evidenciando o fortalecimento da presença brasileira no mercado internacional da fibra.

China amplia importações e consolida liderança entre os compradores

Segundo o Imea, a China permaneceu como o principal destino do algodão mato-grossense na safra 2024/25.

As compras chinesas cresceram 53,97% em relação ao ciclo anterior e passaram a representar 19,75% de todas as exportações de algodão realizadas pelo estado.

O instituto atribui esse avanço à maior competitividade da pluma brasileira em um cenário de elevada oferta exportável, fator que aumentou a atratividade do produto nacional frente aos concorrentes internacionais.

Mato Grosso concentra embarques para o mercado chinês

Com o forte crescimento da demanda asiática, Mato Grosso respondeu por mais da metade das exportações brasileiras de algodão destinadas à China, reforçando sua posição estratégica no abastecimento do maior mercado consumidor mundial da fibra.

Leia mais:  Produção de sementes de ruziziensis cai 55% e acende alerta para planejamento da safra 2025/26

A combinação entre elevada produção, qualidade da pluma e competitividade nos preços segue fortalecendo o estado como principal polo exportador de algodão do Brasil e um dos mais relevantes fornecedores do mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana