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Em solenidade do Dia do Policial Federal, Lewandowski enaltece a autonomia da instituição

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Brasília, 17/11/2025 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, participou, na manhã desta segunda-feira (17), da solenidade em homenagem ao Dia do Policial Federal. O evento ocorreu no auditório da sede da Polícia Federal, em Brasília (DF). O ministro estava acompanhado do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues; do diretor-executivo, William Murad; e da diretora de Gestão de Pessoas, Helena de Rezende.

Em seu discurso, Lewandowski enalteceu a trajetória da corporação e frisou que a PF representa uma polícia de Estado, voltada à defesa da República, e não a um governo específico. “Uma das principais virtudes da instituição é sua autonomia. Essa autogestão, conquistada diariamente, é fruto de muita dedicação e representa a capacidade de resistir a influências externas e pressões políticas, garantindo a integridade da entidade”, afirmou o ministro.

De acordo com ele, a atuação da Polícia Federal deve estar sempre em consonância com os princípios do Estado Democrático de Direito. “Devemos ser transparentes e diretos, cumprindo nossa missão com diligência e precisão, mas sempre dentro dos limites da legalidade. Não podemos agir fora desses parâmetros, sob pena de incorrer na própria ilegalidade”, reforçou.

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Lewandowski explicou, ainda, que valores fundamentais, como a discrição, a eficiência e a dedicação são atributos que garantem prestígio e confiança da população na corporação. “A vocação é um forte motivador para o trabalho, no entanto, reconhecemos que ninguém vive apenas de ideais. O mérito e a entrega dos policiais federais merecem reconhecimento e valorização constantes”.

Ao tomar a palavra, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, comentou a relevância simbólica e funcional da data comemorativa. “Hoje é um dia de celebração e orgulho, por pertencer a uma instituição que é referência nacional e internacional, construída por homens e mulheres que exercem suas funções com coragem, competência e integridade”, disse.

Para Rodrigues, é essencial proteger a autonomia da corporação, a qual classificou como um “patrimônio do Estado brasileiro”. Essa independência é condição indispensável para que a PF exerça suas atribuições com técnica, isenção e responsabilidade.

“Sempre que houver tentativas de atacar a Polícia Federal, limitar suas competências ou reduzir os recursos que garantem nosso trabalho, terão de mim a mais firme rejeição e a defesa intransigente da nossa instituição”, concluiu o diretor-geral da PF.

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No decorrer da cerimônia, foram homenageados servidores que se destacaram e contribuíram para o fortalecimento da Polícia Federal. O evento reuniu autoridades, policiais federais e familiares, em um clima de respeito e reconhecimento à trajetória da corporação, que completou 81 anos de serviços prestados ao País.

O encontro reafirmou o papel estratégico da Polícia Federal na proteção dos interesses da União, no enfrentamento ao crime organizado e na preservação da ordem pública, reiterando seu compromisso com a legalidade e a imparcialidade — pilares essenciais para o funcionamento de uma democracia sólida e madura.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Brasil apresenta compromissos para concretizar Política Nacional em fórum da ONU sobre migração

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Nova Iorque, 11/5/2026 – O Brasil voltou a participar do debate internacional sobre políticas públicas de migração durante o II Fórum Internacional de Revisão das Migrações, realizado em Nova York (EUA), de 5 a 8 de maio. O encontro contou com a participação dos ministérios da Justiça e Segurança Pública (MJSP), das Relações Exteriores (MRE) e dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).

O fórum ocorre a cada quatro anos na sede da Organização das Nações Unidas, no âmbito do Pacto Global para Migração Segura, Ordenada e Regular, e é considerado o principal espaço internacional de debate sobre políticas migratórias. O MJSP foi representado pela Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), com a participação da secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula, e do diretor do Departamento de Migrações (Demig), Victor Semple.

Durante o evento, países, organismos e sociedade civil debateram temas como integração social, governança de dados, mudanças climáticas, direitos trabalhistas e reunificação familiar de migrantes. Em painel sobre migração, qualificação profissional e transição justa, Maria Rosa Loula destacou que o Brasil tem demonstrado ser possível conciliar acolhimento e responsabilidade, com garantia de acesso à saúde, trabalho e proteção para migrantes.

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“Fortalecer essas políticas é essencial não apenas para acolher pessoas com dignidade, mas também para construir uma mobilidade laboral mais justa e integrada, enfrentando desafios como idioma e qualificação com apoio conjunto do setor público e privado”, ressaltou.

Em parceria com os governos do México e da Colômbia, a delegação brasileira também promoveu evento sobre a implementação do Pacto Global na América Latina, que contou com a participação de representantes de Portugal, Uruguai e Guatemala.

O Brasil apresentou, pela primeira vez, avanços em governança migratória e boas práticas de acolhimento desenvolvidos nos últimos anos. Além disso, o País anunciou 11 compromissos para fortalecer essas políticas e ampliar a proteção a migrantes, refugiados e apátridas.

Compromissos apresentados pelo Brasil

1. Promover a coesão social e combater a xenofobia;
2. Promover o retorno seguro e digno de brasileiros retornados;
3. Promover a implementação, o acompanhamento e o monitoramento da Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (PNMRA);
4. Promover governança migratória inclusiva e ampliar mecanismos de participação direta de migrantes, refugiados e apátridas;
5. Fortalecer a prevenção e a erradicação da apatridia nos âmbitos regional e global, com incentivo à adesão à Convenção para Redução dos Casos de Apatridia e ampliação da participação na Aliança Global para a Erradicação da Apatridia;
6. Aperfeiçoar normativas internas e políticas públicas voltadas à garantia do direito à reunião familiar de migrantes e refugiados;
7. Promover a implementação dos planos de trabalho das cinco redes temáticas da Conferência Sul-Americana sobre Migrações (CSM);
8. Fortalecer o Programa Brasileiro de Acolhida Humanitária por Patrocínio Comunitário, em parceria com organizações da sociedade civil, como via complementar de admissão e acolhimento de pessoas em necessidade de proteção internacional;
9. Fortalecer respostas sustentáveis e centradas na vítima no atendimento a pessoas afetadas pelo tráfico humano;
10. Fortalecer a governança de dados sobre tráfico de pessoas e contrabando de migrantes;
11. Fortalecer ações de prevenção e cooperação internacional no enfrentamento ao tráfico de pessoas e ao contrabando de migrantes.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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