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Abertura da Colheita da Oliva no RS muda para abril e ganha foco em negócios para o setor

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A 14ª Abertura Oficial da Colheita da Oliva no Rio Grande do Sul será realizada no dia 17 de abril de 2026, na propriedade do Azeite Milonga, em Triunfo (RS).

O evento, que tradicionalmente ocorria em fevereiro, passa por uma mudança de calendário e conceito, com o objetivo de ampliar a participação dos produtores e reforçar seu papel como feira voltada à geração de negócios na cadeia da olivicultura.

Mudança atende à rotina dos produtores

A decisão foi tomada pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) em parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Estado.

Segundo o presidente do Ibraoliva, Flávio Obino Filho, a mudança atende a uma necessidade prática: “Em fevereiro, os produtores estão no início da colheita e concentrados nos pomares, o que limita a participação das marcas de azeite. Com a nova data, há maior presença dos titulares e oportunidade de gerar negócios diretamente no evento”, explica.

A colheita da safra de 2026 deve se estender até final de abril ou início de maio, o que torna abril mais estratégico para a realização da feira.

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Novo formato transforma evento em feira de negócios

Com o reposicionamento, a Abertura da Colheita deixa de ter caráter apenas simbólico e passa a funcionar como uma plataforma de negócios para toda a cadeia da olivicultura.

A programação do evento inclui:

  • Bancos de fomento e financiadores;
  • Fornecedores de máquinas e equipamentos para cultivo e colheita;
  • Insumos para pomares, soluções biológicas e sistemas de polinização;
  • Defensivos agrícolas e mudas de oliveira;
  • Equipamentos para lagares, engarrafamento e rotulagem;
  • Embalagens, transporte, varejistas e distribuidores de alimentos.

“É uma oportunidade de negócios reais, e não apenas um ato simbólico de abertura da colheita. Toda a cadeia poderá interagir e comercializar diretamente com os produtores”, ressalta Obino Filho.

Safra recorde e potencial econômico ampliado

A edição de 2026 ocorre em um contexto positivo para o setor, com projeção de safra recorde no Rio Grande do Sul.

A realização da feira no final da colheita permitirá, ainda, apresentar e comercializar os azeites novos produzidos no início da safra, ampliando o potencial econômico do evento para produtores, empresas e investidores.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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