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Reforma Tributária traz novas regras para o agronegócio e muda tributação do arroz

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Setor produtivo busca entender efeitos das mudanças

A reforma tributária, que começa a entrar em vigor a partir deste ano, está exigindo atenção redobrada dos produtores rurais. Durante a 36ª Abertura da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, realizada em Capão do Leão (RS), o painel “Impactos da reforma tributária no agronegócio e na cadeia produtiva do arroz” abordou os principais pontos de transição e os impactos para o campo.

O debate foi mediado pelo economista-chefe do Sistema Farsul e CEO da Agromoney, Antônio da Luz, que destacou a importância de os produtores buscarem orientação técnica e contábil diante das mudanças graduais nas alíquotas, válidas até 2033.

Produtores têm até abril para se adequar

As novas regras começam a produzir efeitos em 2026, e os produtores têm até abril deste ano para ajustar suas operações. Da Luz ressaltou que o momento é decisivo para revisar o planejamento tributário.

“Quem não buscar informações sobre essas alterações pode acabar pagando impostos que não precisaria pagar. Por isso, este é um momento que exige atenção”, alertou o economista.

Histórico e estrutura da nova tributação

As discussões sobre a reforma tributária no Brasil remontam a 2003, mas o tema ganhou força em 2019 com a PEC 45/2019, apresentada na Câmara dos Deputados. Desde então, o debate tem envolvido estados, municípios e o setor produtivo.

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De acordo com Rhuan Oliveira, advogado e assessor jurídico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), os produtores devem acompanhar de perto a implementação das mudanças.

“Existe um mito de que a reforma veio para simplificar. Mas, na prática, substituímos cinco tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) por outros cinco (CBS, IBS, IS, IPI-ZFM e CEPPS). Além disso, a cobrança passa a ocorrer no estado de destino e não mais no de origem”, explicou.

Reduções de alíquotas no agronegócio

Entre as principais alterações, a reforma prevê redução de 60% nas alíquotas aplicadas a produtos e insumos agropecuários, pesqueiros, aquícolas, florestais e extrativistas in natura, além de alimentos voltados ao consumo humano.

Oliveira destacou ainda que produtos hortícolas, flores, frutas e ovos terão redução total (100%) das alíquotas.

Entretanto, apenas uma pequena parcela — cerca de 5% dos produtores rurais, com faturamento acima de R$ 3,6 milhões — será diretamente impactada pelas mudanças.

Arroz terá alíquota diferenciada

Para o setor orizícola, as alterações trazem efeitos distintos. Segundo Alessandro Acosta, sócio e gerente regional da Safras & Cifras Consultoria Agropecuária, apenas o arroz descascado ou polido terá alíquota zero ou redução de 100%.

“O produtor de arroz terá redução de 60%. Já as exportações seguem imunes às novas alíquotas e podem representar uma boa alternativa para o setor”, afirmou Acosta.

Desafios da neutralidade tributária

Apesar de o governo defender o princípio da neutralidade tributária, Acosta ponderou que essa lógica dificilmente se aplica completamente ao agronegócio brasileiro, que exporta entre 15% e 20% da produção nacional.

“A neutralidade tributária é, em parte, utópica. Não é a primeira crise do agronegócio e, certamente, não será a última”, concluiu.

Evento reforça integração entre campo e mercado

Com o tema “Cenário atual e perspectivas: conectando campo e mercado”, a 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas é organizada pela Federarroz, com correalização da Embrapa e do Senar e patrocínio premium do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). O evento reforça a importância do diálogo entre produtores, entidades e especialistas diante das transformações econômicas e tributárias que afetam o setor.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cachaça de alambique ganha espaço no mercado de drinks e empreendedorismo com capacitação gratuita em Minas Gerais

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A cachaça de alambique busca conquistar novos mercados além da tradicional caipirinha. Com foco em inovação, empreendedorismo e valorização de produtos regionais, o Sistema Faemg Senar promove, nos dias 22 e 23 de julho, a Imersão Cachaça no Preparo de Drinks — Lucro, Experiência e Mercado, durante a 96ª Semana do Fazendeiro, realizada na Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais.

A capacitação gratuita será realizada na Carreta Agro pelo Brasil CNA/Faemg, das 9h30 às 18h, com vagas limitadas. A programação será dividida em duas turmas independentes, permitindo que os participantes escolham apenas uma das datas disponíveis.

O treinamento será conduzido pelo consultor de bebidas, bartender e sommelier de cachaça Albert Coelho, que apresentará técnicas e conhecimentos voltados ao aproveitamento comercial da bebida brasileira.

Cachaça ganha novas oportunidades com a coquetelaria

A iniciativa tem como objetivo ampliar a visão sobre o potencial da cachaça de alambique como produto de alto valor agregado.

A proposta é capacitar produtores rurais, empreendedores, profissionais dos setores de bares, restaurantes e turismo, além de consumidores interessados em conhecer novas possibilidades de mercado relacionadas à bebida.

Durante a imersão, os participantes terão contato com conteúdos teóricos e atividades práticas envolvendo:

  • história da cachaça e evolução da bebida no Brasil;
  • fundamentos da coquetelaria;
  • análise sensorial;
  • técnicas de preparo de drinks;
  • harmonização de sabores;
  • tendências do mercado de bebidas;
  • estratégias para valorização e comercialização do produto.
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A capacitação busca demonstrar que a cachaça pode ocupar novos espaços no mercado, especialmente quando associada à experiência gastronômica, turismo e produtos premium.

Minas Gerais fortalece tradição e inovação na produção de cachaça

Reconhecida pela qualidade da cachaça artesanal, Minas Gerais possui uma forte tradição na produção de bebidas de alambique.

Além do valor cultural, o setor representa uma oportunidade de geração de renda e diversificação das atividades no meio rural.

Para a analista de agronegócios do Sistema Faemg Senar, Nathália Rabelo, a iniciativa pretende estimular novas formas de comercialização e aproximar a bebida de diferentes públicos.

“A cachaça de alambique é um produto de alta qualidade e com enorme potencial ainda pouco explorado na coquetelaria. Queremos mostrar que ela vai muito além da caipirinha, agregando valor ao produto e criando novas oportunidades de comercialização”, destaca.

Segundo ela, a aproximação com a cultura dos drinks pode contribuir para ampliar o consumo e fortalecer a imagem da cachaça brasileira como um produto sofisticado e competitivo.

Capacitação busca fortalecer pequenos negócios e produtores rurais

A valorização da cachaça artesanal está diretamente ligada ao desenvolvimento de estratégias de mercado, melhoria da apresentação do produto e criação de novas experiências para os consumidores.

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Para produtores rurais, investir em conhecimento sobre bebidas, harmonização e tendências de consumo pode abrir oportunidades em segmentos como turismo rural, gastronomia e mercados especializados.

A imersão promovida pelo Sistema Faemg Senar integra uma agenda de ações voltadas à qualificação profissional e ao fortalecimento das cadeias produtivas do agronegócio mineiro.

Inscrições abertas para curso gratuito sobre cachaça e drinks

As vagas para a Imersão Cachaça no Preparo de Drinks — Lucro, Experiência e Mercado são limitadas.

Os interessados devem realizar a inscrição no formulário correspondente à data escolhida para participação durante a Semana do Fazendeiro.

A iniciativa reforça o movimento de valorização da cachaça de alambique como um produto estratégico do agronegócio brasileiro, unindo tradição, inovação e novas oportunidades comerciais.

Turma – 22 de julhoTurma – 23 de julho

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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