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Curso em João Pessoa capacita agentes do Nordeste em cooperação e assuntos internacionais

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João Pessoa, 13/5/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) iniciou, em 12 de maio, o curso do Programa Nacional de Difusão da Cooperação Internacional (Grotius Brasil). A capacitação segue até o dia 14, nas instalações da Justiça Federal da Paraíba (JFPB), e reúne cerca de 65 agentes públicos de todo o Nordeste.

O curso é realizado em parceria com a Escola de Magistratura Federal da 5ª Região (Esmafe) e tem o objetivo de disseminar conhecimentos técnicos e práticos sobre mecanismos de cooperação jurídica internacional. A programação aborda temas como instrumentos legais, redes de articulação e procedimentos aplicáveis nas esferas civil e penal, incluindo a recuperação de ativos.

Autoridades presentes na abertura ressaltaram a importância da cooperação jurídica internacional como estratégia para fortalecer a Justiça, a segurança jurídica e a capacidade do Estado de responder a demandas complexas.

Para a representante da diretoria do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional (DRCI), Débora Pollo, a cooperação internacional é fundamental para o enfrentamento de crimes que ultrapassam fronteiras.

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“A criminalidade transnacional exige respostas coordenadas, céleres e eficazes entre países e instituições. Mais do que uma capacitação técnica, este curso reafirma o compromisso do Brasil com uma Justiça cada vez mais integrada, moderna e eficiente”, destacou Débora Pollo.

Durante o curso, também foram apresentados casos práticos e fluxos operacionais relacionados à extradição, à transferência de pessoas condenadas, à recuperação de ativos e à prestação internacional de alimentos, com o objetivo de ampliar a qualificação técnica dos agentes que lidam com demandas no exterior.

Sobre o Grotius

O Programa Nacional de Difusão da Cooperação Internacional (Grotius Brasil) foi criado em 2010 com a finalidade de promover capacitação contínua em cooperação jurídica internacional para agentes públicos.

A iniciativa contribui para o aprimoramento institucional e a especialização de profissionais do Poder Judiciário, do Ministério Público (MP), das forças policiais e de outros órgãos do sistema de Justiça, com foco na atuação integrada.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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MTE institui Comissão Tripartite para fortalecer condições de trabalho marítimo no Brasil

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) criou a Comissão Tripartite sobre Condições de Trabalho Marítimo (CT Marítima). No último dia 27 de abril, foi publicada no Diário Oficial da União a Portaria MTE nº 731, que institui a comissão no âmbito da Secretaria de Inspeção do Trabalho.

A criação da CT Marítima representa um marco relevante para o fortalecimento do diálogo institucionalizado entre o governo federal, os setores empresariais da navegação e as entidades representativas dos trabalhadores marítimos, especialmente no contexto da implementação da Convenção do Trabalho Marítimo (MLC, 2006), da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

De acordo com a Portaria, a comissão possui natureza consultiva e deliberativa, com composição paritária entre as três bancadas — governo, trabalhadores e empregadores —, assegurando equilíbrio nas discussões e legitimidade nas propostas formuladas. Entre suas atribuições, destacam-se o assessoramento técnico à Secretaria de Inspeção do Trabalho, o acompanhamento da aplicação das normas internacionais do trabalho marítimo ratificadas pelo Brasil e a formulação de propostas voltadas à melhoria das condições de trabalho, segurança e saúde no setor.

Importância da CT Marítima para a implementação da MLC/2006

A MLC/2006, aprovada pelo Congresso Nacional por meio do Decreto Legislativo nº 65/2019, ratificada pelo Brasil em 2020 e promulgada pelo Decreto nº 10.671/2021, consolidou e atualizou mais de 60 convenções e recomendações da OIT relativas ao trabalho marítimo, estabelecendo um padrão global de proteção à chamada “gente do mar”.

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A Convenção confere especial relevância ao diálogo tripartite, prevendo, em diversos de seus dispositivos, a necessidade de consulta às organizações representativas de armadores e de trabalhadores marítimos para a definição de normas nacionais, interpretação de conceitos e regulamentação de procedimentos. Nesse contexto, a CT Marítima constitui o instrumento institucional adequado, indicado inclusive pelas Diretrizes da Parte B do Código da MLC, como a Diretriz B4.3.7, voltada à proteção da segurança e da saúde ocupacionais.

Embora essas diretrizes não tenham caráter formalmente obrigatório, elas representam parâmetros técnico-jurídicos essenciais para a correta interpretação e implementação das normas da Convenção pelos Estados que a ratificaram, reforçando a pertinência e a necessidade da comissão.

Retomada do diálogo tripartite no setor marítimo

A CT Marítima retoma e atualiza um espaço institucional que já existiu no país, criado originalmente em 2010 e extinto em 2019, no contexto da revogação generalizada de colegiados. Desde então, passaram a vigorar no Brasil importantes compromissos internacionais decorrentes da MLC/2006, cuja efetiva aplicação depende de regulamentação interna contínua e de diálogo técnico especializado.

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Ao institucionalizar novamente esse fórum tripartite, o Ministério do Trabalho e Emprego busca:

  • viabilizar a participação qualificada de armadores e trabalhadores marítimos na formulação, acompanhamento e avaliação de políticas públicas;
  • respeitar as especificidades técnicas e operacionais do setor marítimo, reconhecidas pela própria OIT;
  • reduzir assimetrias de informação entre Estado, empresas e trabalhadores;
  • favorecer a produção de diagnósticos e dados sobre acidentes, doenças ocupacionais e riscos do trabalho marítimo; e
  • reforçar a conformidade do Brasil com os compromissos internacionais assumidos perante a OIT, mitigando riscos de questionamentos sobre o cumprimento da Convenção.

Espaço permanente de construção coletiva

Com reuniões periódicas e possibilidade de criação de subcomissões temáticas, a CT Marítima se consolida como um espaço permanente de construção coletiva, destinado a aprimorar as condições de trabalho no setor marítimo e a promover relações laborais mais seguras, equilibradas e alinhadas aos padrões internacionais.

A iniciativa reafirma o compromisso do Estado brasileiro com a valorização do trabalho marítimo, a segurança jurídica do setor de navegação e o fortalecimento do diálogo social como instrumento fundamental para a formulação de políticas públicas eficazes.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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