Tribunal de Justiça de MT

“Acesso à justiça efetiva e não ao processo” inspira cultura da pacificação na Semana da Conciliação

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Arte institucional do TJMT sobre conciliação. À esquerda, uma família sorri enquanto assina um documento. À direita, texto explica o serviço judicial de conciliação, com link, QR code e data “03 a 07 de novembro”.“O acesso à justiça efetiva e não ao processo.” A frase, dita pela juíza Cristiane Padim da Silva, coordenadora do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), sintetiza a essência da XX Semana Nacional da Conciliação, que segue até o próximo dia 7 de novembro em todo o estado.

Mais do que uma campanha de mobilização, a Semana da Conciliação representa a consolidação de uma nova mentalidade no Judiciário, aquela que privilegia o diálogo, a escuta e a busca conjunta por soluções. A magistrada reforça que a conciliação “vai muito além de uma decisão imposta, de uma sentença na forma tradicional que nós ainda estamos acostumados”.

A juíza destaca que a XX Semana da Conciliação não se traduz apenas em números, na quantidade de audiências ou acordos firmados, mas na qualidade do serviço prestado por todo o time envolvido – conciliadores, mediadores, gestores de Cejusc e juízes coordenadores.

“Toda nossa equipe está envolvida também com a qualidade dessa audiência de conciliação e de mediação, sempre pensando no melhor para toda a sociedade, seja nas audiências processuais, nos processos em andamento, seja nas audiências pré-processuais, quando a sociedade nos procura antes de ajuizar uma ação, em busca de uma solução mais efetiva e rápida”, ressalta.

A conciliação, explica Padim, é uma oportunidade para resolver conflitos de forma mais célere, segura e harmoniosa, evitando longos processos. “Quando a gente senta e conversa com os envolvidos sobre determinado conflito, consegue descobrir o que de fato está causando aquela situação. E quando identificamos o real problema, conseguimos uma solução mais prática e que realmente traga pacificação para todos os envolvidos, uma solução efetiva, que tenha utilidade”, afirma.

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O aspecto emocional, muitas vezes invisível nos processos judiciais, também é um dos pontos observados. “Com o auxílio de um terceiro facilitador, a gente acaba enxergando coisas que, sem essa comunicação, não enxerga. Não temos apenas o desgaste econômico, mas também o psicológico. E esse incômodo pode nos atrapalhar em várias áreas da vida, principalmente em embates com pessoas próximas, como familiares e vizinhos”, pontua a coordenadora.

“O que temos nesta semana é a intensificação da energia, do trabalho, da dedicação de toda a equipe e também do sistema de justiça. É uma força-tarefa que envolve OAB, Defensoria Pública, Ministério Público, Procuradorias e municípios, para que possamos pensar em soluções mais rápidas, econômicas e úteis”, reforça.

A juíza Cristiane Padim conclui afirmando ser “importante ressaltar que o Judiciário deve propiciar o acesso à ordem jurídica justa. O Poder Judiciário hoje oferece várias portas — não só a sentença imposta, mas também o acolhimento, o espaço para o diálogo, para que os próprios envolvidos encontrem a melhor solução e, assim, fiquem em paz”.

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Atendimento

Durante esta edição da Semana Nacional da Conciliação, estão agendadas cerca de 5 mil audiências em todo o Estado.

No Poder Judiciário de Mato Grosso, a gestão da política autocompositiva é realizada pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), que conta com 49 Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) que atendem todas as 79 comarcas de forma presencial ou virtual.

Excelência

O TJMT mantém índices de excelência, registrando 154,85% de desempenho em soluções consensuais — um resultado que coloca Mato Grosso entre as referências nacionais.

Semana

A XX Semana da Conciliação é realizada anualmente pelo Conselho Nacional de Justiça desde 2006, envolve os Tribunais de Justiça, Tribunais do Trabalho e Tribunais Federais.

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Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

Junho Vermelho: Organizadores celebram sucesso de coleta de sangue no TJMT

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A coleta de sangue realizada no ambulatório do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) resultou em 91 atendimentos e 60 bolsas coletadas ao longo de dois dias de mobilização. A ação integra a programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais (SNJE).

A atividade faz parte da campanha “Junho Vermelho – Juizados Especiais Mobilizando Vidas”, coordenada pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje), em parceria com o MT Hemocentro e com apoio do Departamento de Saúde do TJMT.

De acordo com a diretora do Daje e idealizadora da iniciativa, Shusiene Tassinari Machado, o objetivo é incentivar a doação voluntária e contribuir para o abastecimento dos estoques de sangue no Estado. A mobilização segue até o dia 30 de maio de 2026 e propõe uma competição solidária entre unidades dos Juizados Especiais. O resultado será divulgado durante a III SNJE, prevista para ocorrer entre os dias 15 e 19 de junho.

Entre os participantes da ação nesta sexta-feira (24) estão magistrados recém-empossados. Participaram o juiz da 2ª Vara de São Félix do Araguaia, Raphael Alves Oldemburg, a juíza da 2ª Vara de Porto Alegre do Norte, Ana Carolina Pelicioni da Silva Volkers, o juiz da Vara Única de Novo São Joaquim, Danilo Marques Ribeiro Alves, o juiz da Vara Única de Tabaporã, Iron Silva Muniz, o juiz substituto da Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Rondonópolis, Antonio Bertalia Neto, e a juíza da 1ª Vara de Juína, Ana Flávia Martins François.

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O juiz substituto de Novo São Joaquim, Danilo Marques Ribeiro Alves, destacou a importância da participação. “É a minha primeira experiência como doador de sangue participando de uma campanha do Poder Judiciário, e me sinto extremamente feliz por contribuir. Sabemos que a doação de sangue salva vidas, e é muito importante que nós, magistrados, também demos o exemplo e participemos dessa mobilização. A partir de agora, pretendo realizar doações de forma frequente.”

O juiz de São Félix do Araguaia, Raphael Alves Oldemburg, também reforçou o caráter coletivo da ação. “A doação de sangue é fundamental para a manutenção dos estoques e, em última análise, para salvar vidas. Essa é uma responsabilidade de toda a sociedade. Eu tenho um tipo sanguíneo raro, o que aumenta ainda mais minha responsabilidade, por isso faço doações de forma contínua.”

A estagiária da Primeira Câmara de Direito Privado do TJMT, Mariana Eduarda Barbosa, doou sangue pela primeira vez e avaliou a experiência como positiva. “Achei super tranquila. As profissionais foram muito atenciosas, tanto na triagem quanto na coleta. Em cerca de 15 minutos já havia finalizado todo o procedimento, sem dor ou desconforto. Além disso, foi muito prático realizar a doação no próprio ambiente de trabalho.”

A juíza auxiliar da CGJ, Anna Paula Gomes de Freitas Sansão também contribuiu com a campanha. “A vinda do pessoal do MT Hemocentro ao Tribunal facilitou muito. Fiz questão de realizar minha doação e contribuir com a campanha que salva vidas.”

Para a coleta de sangue no Tribunal de Justiça a equipe de profissionais do Ambulatório de Saúde teve papel fundamental, A Diretora do Departamento de Saúde, Neucimeire Alves de Oliveira, destaca a importância da ação para o reforço do estoque de sangue. “A participação de servidores e magistrados é de grande importância durante a Campanha Junho Vermelho, ao aderirem a campanha, eles contribuem diretamente para o aumento dos estoques de sangue, mas também nos ajudam como agentes de conscientização dentro e fora do ambiente institucional”.

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A campanha segue com novas datas de coleta:
12 de maio, das 13h às 17h, no Fórum de Cuiabá
13 de maio, das 13h às 17h, no Fórum de Várzea Grande
14 de maio, das 13h às 17h, no Complexo dos Juizados Especiais

Também é possível doar na sede do MT Hemocentro, em Cuiabá, localizada na Rua 13 de Junho, nº 1055, Centro Sul.

Para doar, é necessário apresentar documento oficial com foto, pesar no mínimo 50 quilos, estar bem alimentado, evitar alimentos gordurosos nas três horas anteriores, ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas e estar em boas condições de saúde.

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Autor: Larissa Klein

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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