Saúde

Brasil apresenta avanços na cobertura vacinal e reforça cooperação regional em reunião do Mercosul

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O Ministério da Saúde (MS) apresentou, nesta terça-feira (14), em Brasília, os avanços e as estratégias para ampliar a cobertura vacinal no Brasil, durante a reunião do Subgrupo de Trabalho 11 da Comissão de Vigilância em Saúde (COVIGSAL). O encontro reuniu representantes do Paraguai, Uruguai e Argentina, que trocaram experiências e dados sobre imunização, reforçando a cooperação regional e o intercâmbio de boas práticas entre os países do Mercosul.

O Brasil destacou o fortalecimento do Programa Nacional de Imunizações (PNI), referência mundial desde sua criação, em 1973. Atualmente, o programa distribui mais de 50 imunobiológicos — entre vacinas, soros e imunoglobulinas — em mais de 36 mil salas de vacinação espalhadas pelo país. Somente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), são mais de 350 milhões de doses distribuídas anualmente.

Um dos assuntos abordados durante o evento foi a vacinação contra a dengue. O coordenador-geral de Farmacovigilância de Vacinas do MS, Jadher Pércio, ressaltou a expansão da oferta do imunizante e os resultados alcançados.

“No Brasil, a vacina contra a dengue está em uso desde fevereiro de 2024 e contempla hoje 2.792 municípios dos 27 estados brasileiros. Em 2024, adquirimos 6,5 milhões de doses; em 2025, 9 milhões; e, até o momento, já distribuímos mais de 10 milhões de vacinas pelo SUS, com mais de 6 milhões de doses administradas. Considerando também a rede privada, já foram aplicadas mais de 7 milhões de doses no país”, destacou.

Durante o encontro, o Ministério da Saúde também apresentou a evolução da cobertura vacinal contra o sarampo, que registrou aumento expressivo e maior homogeneidade entre os municípios, com mais localidades atingindo a meta de 95% de cobertura. Foram detalhadas as estratégias do “Dia S”, mobilização nacional anual que busca casos suspeitos de doenças exantemáticas e realiza investigações laboratoriais para detecção de sarampo entre casos notificados para outras doenças febris exantemáticas (dengue, zika etc.).

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Ações

As ações de vacinação de rotina e de bloqueio em casos específicos (como suspeitos de sarampo, por exemplo) também foram apresentadas, com destaque para a organização das campanhas em três etapas: em postos de saúde e ações extramuros; em universidades e locais com registros de casos suspeitos e contatos; e em pontos de grande circulação, como shoppings e igrejas.

Ao tratar das vacinas de rotina infantil e contra a covid-19, Jadher explicou que a imunização segue critérios técnicos e específicos para diferentes faixas etárias e grupos de risco. “Atualmente, temos recomendação de vacinação para crianças de seis meses a menores de cinco anos, gestantes, idosos (60 anos ou mais) e pessoas que fazem parte de grupos especiais (indígenas, ribeirinhos, quilombolas, trabalhadores da saúde, imunossuprimidos etc.). Na plataforma de RNA mensageiro, enfrentamos desafios de adesão e logística, devido ao prazo de validade das vacinas após o descongelamento, mas seguimos avançando com estratégias para ampliar a cobertura”, disse.

Reconquista

Desde 2016, o país vinha registrando queda nas coberturas vacinais, tendência agravada pela pandemia de covid-19. Na atual gestão, a vacinação passou a ser tratada como ação estratégica de governo, com foco em reverter esse cenário. Entre as iniciativas implementadas estão o combate à desinformação, por meio do programa Saúde Com Ciência, o microplanejamento das ações locais, as campanhas de multivacinação regionalizadas e o resgate de crianças e adolescentes não vacinados, especialmente com as vacinas tríplice viral, poliomielite, HPV, MenACWY e dT.

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Essas medidas já apresentam resultados concretos. Entre 2022 e 2024, a cobertura da primeira dose da vacina contra o sarampo subiu de 80% para 95%, e 15 dos 16 imunizantes do calendário infantil tiveram aumento de cobertura em 2024, revertendo a tendência de queda observada até o ano anterior.

Jadher destacou que esses avanços refletem o comprometimento do país com a saúde pública e o fortalecimento do PNI. “Graças a essas ações de imunização e vigilância, conseguimos retomar a certificação de eliminação do sarampo como problema de saúde pública no Brasil em 2024. Estamos confiantes de que as medidas implementadas impedirão a reintrodução e propagação do vírus”, afirmou o coordenador.

O Ministério da Saúde também reforçou as ações de comunicação e capacitação técnica, com a elaboração de materiais educativos, protocolos de orientação e padronização de procedimentos em todas as regiões do país. Além disso, resultados e experiências nacionais vêm sendo divulgados em eventos científicos e técnicos, assegurando que os profissionais de saúde estejam alinhados às melhores práticas de imunização e vigilância epidemiológica.

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde debate inovação, incorporação de tecnologias e fortalecimento da indústria da saúde na Feira Hospitalar

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O secretário-adjunto de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde (SCTIE/MS), Eduardo Jorge, destacou a importância do fortalecimento da produção nacional e da inovação para garantir a sustentabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS), nesta quinta-feira (21/05). Os apontamentos ocorreram durante debates na Feira Hospitalar 2026, reconhecida como um dos principais eventos da área da saúde na América Latina.

“O Brasil é o país com o maior sistema público de saúde do mundo e a sustentabilidade desse sistema passa pela consolidação de um ecossistema produtivo local inovador, competitivo e capaz de responder às necessidades da população”, afirmou Eduardo Jorge.

No painel promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde (Abimed), com o tema “Instâncias de ATS no Brasil: peculiaridades e necessidades do SUS e da Saúde Suplementar e relação com o processo de registro sanitário”, foram discutidos os processos de incorporação de medicamentos, tratamentos e equipamentos no país, além dos desafios relacionados à sustentabilidade dos sistemas público e suplementar.

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Na ocasião, Eduardo Jorge ressaltou as iniciativas do Ministério da Saúde voltadas à modernização da avaliação de tecnologias em saúde e destacou o papel da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) na formulação de políticas públicas para ampliar o acesso da população a novas tecnologias no SUS.

O secretário-adjunto também ressaltou os recentes aprimoramentos na legislação da Conitec, que incluíram mecanismos relacionados à análise de impacto orçamentário, estratégias de negociação de preços e etapas de implementação das tecnologias incorporadas ao sistema público de saúde.

O debate ainda abordou as diferenças entre os modelos de avaliação utilizados pelo SUS e pela saúde suplementar, além dos desafios regulatórios e de financiamento enfrentados pelos dois setores.

Já no painel promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (Abimo), Eduardo Jorge discutiu o papel estratégico da indústria da saúde para o desenvolvimento do país. O encontro reuniu representantes do governo, da indústria e de instituições de pesquisa para debater temas ligados à produção nacional de tecnologias em saúde, inovação e integração entre setor público, centros de pesquisa e empresas.

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A Feira Hospitalar 2026 ocorre entre os dias 19 e 22 de maio e reúne representantes de empresas, gestores públicos, pesquisadores e profissionais da saúde para discutir tendências, políticas públicas e desafios relacionados ao desenvolvimento do setor no Brasil.

Rodrigo Eneas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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