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Brasil e Noruega reforçam sua parceria bilateral sobre clima, florestas e biodiversidade

Publicado

Belém, 22 de novembro de 2025

Declaração conjunta entre a Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, Sra. Marina Silva, e o Ministro do Clima e Meio Ambiente da Noruega, Sr. Andreas Bjelland Eriksen.

Hoje, em Belém, na COP30, a Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, Sra. Marina Silva, e o Ministro do Clima e Meio Ambiente da Noruega, Sr. Andreas Bjelland Eriksen, reafirmaram sua forte e duradoura parceria bilateral sobre clima, florestas e biodiversidade, iniciada em 2008, e seu compromisso compartilhado de combater a mudança do clima, proteger a biodiversidade e promover o desenvolvimento sustentável.

Os ministros reconheceram a necessidade urgente de deter e reverter o desmatamento e a degradação florestal para cumprir as metas do Acordo de Paris e do Marco Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal. Os ministros também reconheceram os resultados históricos e recentes significativos do Brasil na redução do desmatamento e da degradação florestal nos biomas Amazônia e Cerrado, sua meta ambiciosa de alcançar desmatamento zero até 2030 e seus planos abrangentes para todos os biomas.

O Ministro Andreas Bjelland Eriksen parabenizou o governo brasileiro pela proposta da Iniciativa Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que desde então foi desenvolvida por meio de estreita colaboração com países parceiros e o Banco Mundial. Ele reconheceu a liderança do Brasil na formulação dessa nova abordagem para mobilizar e canalizar financiamento em larga escala para a conservação florestal, e por ser o primeiro país a anunciar investimento na TFFF. O Brasil saudou o anúncio da Noruega de um investimento significativo para a Iniciativa. Eles concordaram em trabalhar juntos para mobilizar investimentos adicionais na TFFF no próximo ano.

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Os ministros reconheceram que é necessário um cardápio de opções de financiamento para garantir a conservação das florestas, a redução do desmatamento e a restauração em larga escala. Essas opções incluem financiamento climático baseado em resultados, como o Fundo Amazônia, mercados de carbono de alta integridade para REDD+ jurisdicional e restauração florestal, mobilização de capital privado para bioeconomia incluindo restauração florestal em larga escala, financiamento privado inovador e misto para apoiar a transição para agricultura e cadeias de suprimento livres de desmatamento, e a reorientação de subsídios ambientalmente prejudiciais no setor de uso da terra.

A Ministra Marina Silva enfatizou a importância do Fundo Amazônia na redução do desmatamento e na promoção do desenvolvimento sustentável na Amazônia, e eles saudaram os muitos novos países contribuintes que forneceram financiamento adicional ao Fundo Amazônia nos últimos dois anos. O Ministro Bjelland Eriksen reafirmou o apoio de longo prazo da Noruega a esses objetivos por meio da parceria bilateral sobre clima e florestas e das contribuições ao Fundo Amazônia.

Em reconhecimento ao sucesso do Fundo Amazônia e ao compromisso do Brasil de proteger todos os biomas, eles concordaram em estabelecer um diálogo sobre mecanismos para monitorar, medir e contribuir financeiramente para resultados em outros biomas, incluindo o Cerrado e em nível nacional, tão logo seja possível e antes de 2030. Eles também concordaram em trocar informações e experiências sobre sistemas de monitoramento e dados para todos os biomas, incluindo o inventário florestal nacional, degradação florestal, incertezas, contabilidade integrada de carbono e dados sobre estoques de carbono.

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Os ministros também concordaram em aprofundar sua colaboração e diálogo sobre diversas estratégias e iniciativas para deter o desmatamento e a degradação florestal e fortalecer a conservação da biodiversidade, incluindo apoio a esforços nacionais e transfronteiriços para combater crimes florestais, fomentar restauração em larga escala, agricultura e silvicultura sustentáveis, avançar cadeias de suprimento de commodities sustentáveis, perseguir estratégias para reduzir o desmatamento e implementar pagamentos por serviços ecossistêmicos, proteger os direitos e meios de subsistência de Povos Indígenas e Comunidades Locais, promover a bioeconomia, fomentar o manejo integrado do fogo e fortalecer a gestão de áreas protegidas.

Os ministros concordaram em continuar e fortalecer o diálogo político e técnico sob o guarda-chuva da parceria bilateral sobre clima e florestas nos próximos anos e em trabalhar com outros países para reduzir o desmatamento e aumentar o financiamento florestal globalmente.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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ABCS propõe novas linhas de crédito e ampliação do INOVAGRO para o Plano Safra 2026/27

Publicado

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) encaminhou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) uma série de propostas para o Plano Safra 2026/2027. O documento reúne sugestões voltadas à ampliação do crédito rural, modernização das granjas e fortalecimento da competitividade da suinocultura brasileira.

As medidas defendidas pela entidade buscam adequar as linhas de financiamento às necessidades do setor, que demanda investimentos constantes em tecnologia, biosseguridade, automação e bem-estar animal.

Entre os principais pontos apresentados pela ABCS está a criação permanente de uma linha de crédito específica para retenção de matrizes suínas, com prazo de carência de dois anos para pagamento.

ABCS pede crédito específico para retenção de matrizes

Segundo a entidade, a suinocultura possui um ciclo produtivo mais longo em relação a outras cadeias pecuárias. O intervalo entre a inseminação da matriz e o abate dos animais gerados no ciclo reprodutivo pode chegar a nove meses.

Além disso, cada matriz permanece em produção, em média, durante cinco ciclos, totalizando aproximadamente 24 meses de atividade.

Com base em levantamentos da Embrapa Suínos e Aves referentes aos custos médios registrados em janeiro de 2026 nos estados da Região Sul, a ABCS calculou que o custo direto por matriz ao longo de 2,5 anos chega a R$ 6.791.

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O estudo considera despesas com aquisição de matrizes, alimentação, medicamentos e vacinas.

A associação estima que seriam necessários aproximadamente R$ 239 milhões em recursos para atender cerca de 5% dos produtores independentes do país por meio da nova linha de crédito proposta.

Entidade solicita ampliação dos limites do INOVAGRO

Outro ponto defendido pela ABCS é a ampliação dos limites de financiamento do Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (INOVAGRO).

A proposta prevê aumento do limite individual para R$ 4,5 milhões e do teto para operações coletivas para R$ 13,5 milhões.

Segundo a entidade, os investimentos são necessários para adequar as granjas às exigências previstas na Instrução Normativa nº 113/2020, que trata de bem-estar animal e práticas produtivas na suinocultura.

Os recursos seriam destinados principalmente para reformas em instalações de gestação, ampliação de maternidades, sistemas de climatização e automação das unidades produtivas.

A ABCS argumenta que as adequações são fundamentais para elevar a eficiência produtiva, reduzir o uso de antimicrobianos e atender exigências de mercado.

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Proposta também prevê atualização do limite do Pronamp

A associação também sugeriu mudanças no enquadramento do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp).

A proposta encaminhada ao Mapa prevê elevação do limite de renda bruta anual de R$ 3,5 milhões para R$ 3,75 milhões.

De acordo com a entidade, a atualização é necessária diante do aumento dos custos de produção e das mudanças econômicas registradas nos últimos anos no setor agropecuário.

Setor cobra linhas de financiamento mais alinhadas à realidade da produção

Segundo o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, as propostas têm como objetivo aproximar os mecanismos de crédito da realidade enfrentada pelos produtores rurais.

“A atividade exige investimentos contínuos em tecnologia, biosseguridade e bem-estar animal. Por isso, defendemos que os mecanismos de crédito acompanhem a dinâmica e as necessidades do setor”, afirmou.

As sugestões apresentadas pela ABCS reforçam a mobilização do setor produtivo em torno do Plano Safra 2026/2027, considerado estratégico para garantir competitividade, expansão da produção e modernização da agropecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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