Educação

Governo do Brasil intensifica vacinação nas escolas públicas

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O Governo do Brasil anunciou, na quarta-feira, 22 de abril, a realização da Semana de Vacinação nas Escolas, que acontece de 24 a 30 de abril. A mobilização leva equipes de saúde a escolas públicas para atualizar a caderneta de crianças e adolescentes de 9 a 15 anos. A ação integra o Programa Saúde na Escola (PSE), parceria entre os ministérios da Educação (MEC) e da Saúde (MS), e pretende alcançar cerca de 27 milhões de estudantes em 104,9 mil escolas de 5.544 municípios.  

Além do calendário básico, a estratégia inclui a imunização contra o HPV para jovens de 15 a 19 anos que não se vacinaram na idade recomendada, chegando às unidades de ensino médio e educação de jovens e adultos (EJA) nesse caso. As principais vacinas ofertadas na estratégia são: HPV, febre amarela, tríplice viral, tríplice bacteriana (DTP), meningocócica ACWY e covid-19. Estudantes poderão ser vacinados mediante autorização dos pais ou responsáveis.  

A iniciativa reforça a importância do PSE, que teve a maior adesão no ciclo de 2025/2026, com um aumento de 4,4 milhões de alunos beneficiados, em comparação com o ciclo 2021/2022, que registrou 23,4 milhões de estudantes atendidos. 

Para o ministro da Educação, Leonardo Barchini, o programa Escola em Tempo Integral é um dos fatores que fortaleceram o engajamento nas ações de saúde na escola, juntamente com as melhorias na qualidade da alimentação escolar adquirida pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). 

“Uma coisa importante que aconteceu nos últimos três anos foi o aumento das matrículas em tempo integral, do programa Escola em Tempo Integral, que passaram de 15% para 25% das matrículas na educação básica, mais ou menos 1 milhão de matrículas em tempo integral por ano. Além disso, nós reduzimos a permissão de alimentos ultraprocessados adquiridos pelo Pnae. Em 2024, era permitida a compra de até 20% desse tipo de alimento, neste ano nós só permitimos 10%. E também aumentamos de 30% para 45% a compra na agricultura familiar, que também ajuda na aquisição de alimentação orgânica nas escolas. Tudo isso integrado faz com que o Programa Saúde na Escola tenha tido esse resultado importante no ano de 2026″, disse Barchini. 

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A secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, destacou que a melhoria do diálogo com os entes federados também permitiu fortalecer as ações de saúde nas escolas e entregar para a sociedade melhores resultados. “Na educação básica, os temas de saúde emocional, combate à violência, promoção da cultura de paz, vacinação e direito da mulher são obrigatórios de serem tratados por nós nos currículos, não são só ações pontuais. Nós temos uma Base Nacional Comum Curricular [BNCC] que orienta essas temáticas, para que sejam trabalhadas nos currículos de todas as disciplinas, em todos os segmentos, desde a educação infantil. Então eu acredito que isso também traz esses resultados para a gente”, explicou. 

Reforço do Saúde na Escola – Nos últimos anos, o PSE tem registrado avanços significativos na saúde de crianças e adolescentes. Entre 2022 e 2025, as atividades de prevenção de violências cresceram 175,4%, a verificação da situação vacinal aumentou 119% e as ações de saúde mental subiram mais de 233%, passando de cerca de 7 mil registros em 2020 para quase 99 mil em 2025.   

Incentivo à vacinação por mensagens diretas ao cidadão – O MS também usa a tecnologia como aliada para lembrar as famílias quando é a hora de vacinar. A Caderneta Digital de Vacinação da Criança, no ar há um ano, contabiliza mais de 3,3 milhões de acessos no período — é o miniaplicativo mais acessado do Meu SUS Digital. E, a partir de agora, possui uma nova funcionalidade: quem está cadastrado recebe lembretes (push) conforme a idade das crianças, incentivando a ida aos postos de saúde o quanto antes para atualizar a caderneta.   

Por meio da Caderneta Digital de Saúde da Criança no aplicativo Meu SUS Digital, pais, mães e responsáveis podem acompanhar, em tempo real, o histórico de vacinas e consultar a previsão das próximas doses.  

Outra medida é o Governo na Ponta, que consiste no envio de mensagens de serviço para o cidadão, via WhatsApp e Gov.br. O incentivo à vacinação começou no ano passado, seguindo o calendário de campanhas nacionais de vacinação, com um total de 5 milhões de mensagens enviadas — sendo 2,2 milhões pelo WhatsApp. Este ano, o número já é 20 vezes maior, com 39 milhões de disparos, sendo 10,2 milhões pelo WhatsApp. 

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Aumento nas coberturas infantis – O MS reverteu a queda histórica nas coberturas vacinais registrada nos anos anteriores, agravada pelos impactos da pandemia de covid-19. Em 2025, todas as vacinas do calendário infantil apresentaram aumento de cobertura em relação a 2022. A tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, chegou a 92,96% de cobertura, ante 80,7% em 2022, mantendo o Brasil livre do sarampo, mesmo diante do avanço de casos na América do Norte.  

A vacinação contra o HPV também avançou. Entre meninas de 9 a 14 anos, a cobertura chegou a 86,11%, e entre meninos, a 74,46%. No público feminino, o índice é cinco vezes superior à média mundial. Além disso, onze estados já atingiram a meta de 90% para o sexo feminino e três estados, para o sexo masculino, resultado importante para a prevenção do câncer de colo do útero.  

No caso da meningite, a cobertura da vacina meningocócica ACWY passou de 45,8%, em 2022, para 67,75%, em 2025. O número de crianças protegidas é quatro vezes maior em 2025, em relação a 2020. 

PSE – O Programa Saúde na Escola é uma política de articulação intersetorial e interfederativa entre o MEC, o MS, os estados, os municípios e o Distrito Federal instituída pelo Decreto Presidencial nº 6.286, de 5 de dezembro de 2007. O programa promove uma abordagem integral da saúde nas escolas, atendendo aos aspectos físicos, emocionais e sociais da vida dos estudantes. O PSE busca fortalecer competências e hábitos saudáveis entre crianças, adolescentes e jovens, adaptando suas ações às realidades de cada território e contribuindo para a construção de uma sociedade mais inclusiva e consciente.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do MS e da Secretaria de Educação Básica (SEB) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

MEC lança curso de IA para professores do ensino fundamental

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O Ministério da Educação (MEC) lançou, nesta sexta-feira, 26 de junho, o curso “IA na prática docente: uso ético, criativo e pedagógico – ensino fundamental”. A iniciativa integra as ações da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec) e reforça o compromisso do governo federal com a qualificação dos professores para o uso ético e pedagógico das tecnologias digitais nas escolas públicas brasileiras. 

O curso é uma iniciativa da Secretaria de Educação Básica (SEB) em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), e é totalmente gratuito. A formação está disponível na Plataforma Mais Professores – ambiente virtual de aprendizagem do MEC. 

A iniciativa amplia uma ação que já apresentou resultados: em abril deste ano, o MEC disponibilizou a versão do curso voltada ao ensino médio, que alcançou mais de 22 mil cursistas – dado que evidencia o interesse crescente dos educadores pelo tema. Agora, os docentes dos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano) também contam com uma formação estruturada e alinhada à realidade de suas turmas. 

Além de professores regentes, o conteúdo é voltado para os demais profissionais da educação, estudantes de pedagogia e de licenciaturas, coordenadores pedagógicos e demais profissionais da educação interessados em integrar a inteligência artificial (IA) às práticas pedagógicas de forma crítica e responsável. 

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Módulos – O curso está organizado em cinco módulos que articulam fundamentos conceituais, aspectos técnicos, implicações éticas e aplicações pedagógicas da IA. São eles: 

  • 1. Introdução à inteligência artificial: fundamentos históricos, conceituais e técnicos da inteligência artificial. Serão abordados temas como evolução da tecnologia, dados, algoritmos, aprendizado de máquina, redes neurais, ciclo de vida dos sistemas de IA e interação humano-IA. 
  • 2. Letramento em IA: parte de três eixos estruturantes, que são letramento em dados, letramento em algoritmos e letramento em modelos. Serão discutidos curadoria de dados, vieses, aprendizagem supervisionada e não supervisionada, funcionamento dos modelos de IA e suas limitações.  
  • 3. Sociedade e inteligência artificial: impactos da IA no mundo do trabalho, nas dinâmicas sociais e na sustentabilidade ambiental. Serão discutidos temas como indústria 5.0, equipes mistas humano-máquina, IA centrada no planeta, desigualdades e implicações políticas e sociais da adoção dessas tecnologias. O objetivo é ampliar a compreensão sobre o papel da escola na formação cidadã em uma sociedade digital. 
  • 4. Elementos pedagógicos: aplicação pedagógica da IA, com destaque para a IA generativa. Serão exploradas práticas como uso de chatbots, geração de textos, imagens, músicas e podcasts, elaboração de planos de aula, produção de avaliações acessíveis e revisão de textos.  
  • 5. Referencial curricular: referencial curricular proposto para a adoção da inteligência artificial na educação básica. Serão discutidas as dimensões, competências e habilidades organizadas para o ensino fundamental II e ensino médio, bem como orientações para implementação prática. 
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Diretrizes – A proposta formativa está alinhada ao referencial lançado pela Secretaria de Educação Básica, intitulado “Inteligência Artificial na Educação Básica: documento orientador sobre caminhos curriculares e práticas éticas de uso de IA nas escolas”. O documento trata sobre os conhecimentos, aprendizagens e dinâmicas significativas de uso da inteligência artificial na educação básica, assim como os usos que não contribuem com o processo de ensino e aprendizagem. 

Esse curso foi produzido no âmbito da implementação do projeto Escolas Abertas Habilitadas por meio das Tecnologias para Todos, desenvolvido globalmente pela Unesco com apoio da Huawei. Na primeira fase, o projeto foi realizado no Egito, na Etiópia e em Gana; já a segunda fase (2024, 2025, 2026) ocorre no Brasil e na Tailândia, com continuação no Egito. No Brasil, o projeto é implementado em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e contribui para o avanço das políticas de educação digital e midiática, tendo como foco a formação de professores em competências digitais. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB  

Fonte: Ministério da Educação

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