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Justiça Restaurativa: 1º dia do Seminário termina com reflexão sobre protagonismo dos servidores

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“Por que escolho ser servidor da paz? E permaneço servidor da paz?”- a provocação abriu o debate nesta quinta-feira (13) sobre o protagonismo dos servidores na institucionalização da Justiça Restaurativa e encerrou o primeiro dia do Seminário “Justiça Restaurativa na Educação e na Ambiência Institucional”, promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur). A pergunta estabeleceu o tom de um encontro voltado à reflexão sobre a responsabilidade individual na construção de ambientes mais pacíficos.
A palestra foi conduzida por Katiane Boschetti da Silveira, instrutora do Curso de Formação em Justiça Restaurativa, facilitadora em Círculos de Construção de Paz e estrategista em Inteligência Relacional. Com vasta experiência na área, ela destacou que a consolidação das práticas restaurativas no Poder Judiciário depende da sensibilidade e do engajamento pessoal dos servidores – agentes fundamentais na transformação das relações e na mediação de conflitos.
Instituído em 2023, o Programa Servidores da Paz, criado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, propõe a humanização das relações de trabalho e reforça a importância de fortalecer práticas que promovam escuta, corresponsabilidade e convivência respeitosa entre equipes.
Ao abordar os altos índices de adoecimento emocional registrados no país, Katiane conduziu servidores e magistrados a uma reflexão profunda sobre a dimensão humana presente em cada decisão – inclusive a de se tornar e permanecer um “servidor da paz”. Ela ressaltou que, antes de serem profissionais, todos carregam emoções, histórias e vulnerabilidades.
“Então não tem como a gente falar de justiça restaurativa, falar de servidor da paz sem a gente falar da humanidade que habita dentro do servidor da paz. Porque ser servidor é uma escolha”, refletiu.
A palestrante destacou que grande parte das decisões humanas é guiada por aspectos emocionais, inclusive escolhas profissionais, e que a chamada “dor social” está entre os fatores mais determinantes da experiência humana. Reconhecer essa condição, segundo ela, é essencial para quem conduz práticas restaurativas.
Na sequência, propôs: “Vamos pensar nas práticas restaurativas e no círculo de justiça restaurativa e de construção da paz. Quando a gente é facilitadora, a gente não está 100% presente? A gente faz o bem e faz bem para a gente. Eu estou exercitando isso aqui, inclusive”.
Katiane também destacou que muitos profissionais encontram motivação nas relações humanas construídas no ambiente laboral. Ela apresentou dados de uma pesquisa, segundo a qual cerca de 40% dos entrevistados afirmam que permanecer no local de trabalho está diretamente relacionado ao apreço pelas pessoas com quem convivem diariamente. “Se eu amo as pessoas com as quais trabalho, não é mais fácil trabalhar?”, indagou.
Para ela, essa capacidade de convivência, aprendizado e construção coletiva é o que sustenta a Justiça Restaurativa. “A gente tá sempre em desenvolvimento… Quando a gente consegue trazer esse entendimento temos ambientes muito mais propícios para vivermos uma cultura de paz, uma cultura de respeito, uma cultura de composição sempre que possível, ou de verdade, de transparência quando não for possível resolver. A gente precisa se dar conta de que é um agente de transformação no ambiente”.
Ela reforçou que o “servidor da paz” atua como catalisador do diálogo, sem a obrigação de ser perfeito ou agir de forma plenamente restaurativa o tempo todo. “O servidor da paz, ele também precisa ser um catalisador do diálogo. Não significa ser uma pessoa que vai viver 100% de forma restaurativa. A gente é humano, né? A gente tem nossos medos, nossas angústias, nossas raivas, nossos desamores. Mas a gente precisa buscar estar o mais perto dos valores restaurativos possíveis.”
Katiane enfatizou ainda a profundidade e a seriedade do trabalho. “O nosso papel é sério. E a justiça restaurativa não é romântica. Ela é séria, mas é transformadora. A gente tá sempre em desenvolvimento. Mas de conhecimento, de sabedoria, de serenidade, de gostar de estudar a parte técnica, mas não só essa. De entender que a sabedoria se dá e se fortalece no coletivo”.
Ao término, Katiane propôs uma dinâmica utilizando um novelo de lã, simbolizando o trabalho em equipe, a cooperação, a comunicação e o reconhecimento da importância de cada membro do grupo. A teia formada pelo barbante representou as relações interpessoais e a força das conexões que sustentam a construção de ambientes restaurativos. Ao final, foi realizada a entrega de cerificado pelo desembargador Mario Roberto Kono de Oliveira e pelo juiz Luis Otávio Pereira Marques.
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Autor: Patrícia Neves

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Fotografo: Lucas Figueiredo

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Corregedoria capacita contadores credenciados e estagiários de Contabilidade

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Instrutor em pé fala diante de uma sala de informática lotada, com alunos em bancadas usando computadores. Ao fundo, uma projeção exibe a tela de um sistema.A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT), por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (DAJE) promove Capacitação para Contadores Credenciados e Estagiários de Contabilidade do Poder Judiciário de Mato Grosso. Entre agosto e setembro, 19 profissionais que atuam no Fórum de Cuiabá e no Complexo dos Juizados Especiais irão aprimorar conhecimento técnico e uniformizar procedimentos na busca por uma melhor prestação jurisdicional.

O treinamento se encerra no dia 02 de setembro e conta com 11 encontros presencias que começaram em 03 de agosto, no Laboratório da Escola dos Servidores do Poder Judiciário, em Cuiabá. Com carga horária de 66 horas, a capacitação está sendo ministrada pelos instrutores internos: Carlos José Rodrigues, Deniz Pedroso de Almeida, Rosivaldo Guimarães, Angélica Vilalva Guimarães e a diretora do DAJE, Shusiene Tassinari Machado.

Durante os encontros, os participantes acompanham as atualizações normativas, aperfeiçoam conhecimentos técnicos, desenvolvem atividades práticas com cálculos em processos reais e discutem procedimentos utilizados na elaboração de laudos contábeis.

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Segundo o instrutor e contador Carlos José Rodrigues, o objetivo é alinhar a atuação dos profissionais que prestam apoio técnico ao Judiciário.

“A ideia é padronizar os procedimentos. Não importa se o cálculo é realizado em Cuiabá, Rondonópolis ou qualquer outra comarca. O importante é que todos utilizem o mesmo padrão. Muitos profissionais estão ingressando agora e ainda não tiveram contato com essa rotina. Por isso trabalhamos com processos reais, discutimos cada etapa e esclarecemos as dúvidas que surgem no dia a dia”, explica.

A diretora do DAJE, Shusiene Tassinari Machado, ressalta que investir na qualificação dos contadores credenciados e estagiários é investir na qualidade da prestação jurisdicional. “É sempre importante proporcionar essa atualização técnica, uniformizar procedimentos e preparar os profissionais para atuarem de forma segura e alinhada às necessidades da unidade judicias”, pontua.

A contadora credenciada desde 2021, Janiluce Duarte Gonzaga, aprovou a iniciativa e destacou a importância da capacitação para a padronização dos procedimentos e o aprimoramento do trabalho desenvolvido pelos profissionais.

“Quando comecei não tivemos um treinamento tão detalhado. Agora tudo está sendo explicado passo a passo, com exemplos práticos. Isso ajuda muito no aprendizado e também na padronização do trabalho desenvolvido pelos contadores”, avalia.

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Para a contadora recém-credenciada, Raquel Cristiane de Oliveira, o curso está sendo o primeiro contato com os sistemas e procedimentos utilizados pelo Poder Judiciário.

“É a primeira vez que atuo como contadora credenciada e ainda não havia tido acesso ao sistema. Ele está sendo importante porque nos prepara para executar um trabalho mais profissional e nos dá condições de aprender antes de iniciar as atividades. O que proporciona mais segurança para o exercício da atividade”, pontua.

Larissa Klein

Lucas Coutinho

Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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