Turismo

Pegadas sustentáveis: trilhas que transformam territórios, pessoas e comunidades

Publicado

Um painel nessa sexta-feira (14.11) no espaço “Conheça o Brasil” do Ministério do Turismo na COP30, em Belém (PA), abordou o tema “Pegadas Sustentáveis: trilhas de longo curso como instrumentos de transformação socioambiental”. Angelice Motter, representante da Associação Rede Brasileira de Trilhas, abriu o debate com a suavidade de quem conhece cada curva dessa caminhada coletiva. Ela contou que estava feliz pela oportunidade de moderar um diálogo que traduz, na prática, o impacto real da atividade no país.

Do palco, Anglice apresentou cada participante do painel como quem convida velhos parceiros para mais um trecho da jornada: Pedro Menezes, diretor de Áreas Protegidas do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima; Júlio Meyer, presidente da Rede Brasileira de Trilhas, e Renata Falzoni, cicloturista, jornalista e vereadora de São Paulo. Motter explicou que o objetivo daquele encontro era mostrar como conservação, turismo, economia e comunidade se conectam quando uma trilha marca o território.

O primeiro a entrar na narrativa foi Júlio Meyer, que lembrou das origens da Rede Brasileira de Trilhas. Contou que tudo começou no Rio de Janeiro, movido pela inquietação de voluntários que sonhavam com caminhos capazes de conectar paisagens, biomas e pessoas. Meyer destacou ainda do trabalho técnico que existe por trás de cada trecho: mapeamento, sinalização padronizada, classificação de risco, organização de serviços e definição dos atrativos, garantindo segurança e experiência qualificada aos caminhantes e ciclistas.

Leia mais:  Carnaval 2026: Mais de 65 milhões de foliões devem tomar as ruas pelo país

Quando passou o microfone a Renata Falzoni, o tom virou memória afetiva. Renata recordou que, antes de ser referência internacional em cicloturismo, foi montanhista e sempre buscou trilhas como forma de compreender o mundo. Mas frisou: nenhum lugar do planeta recebe cicloturistas como o Brasil. Ela apontou que o cicloturismo europeu movimenta bilhões, mas disse acreditar que o Brasil tem potencial para ir além, pela força cultural e pelo afeto das comunidades.

Na sequência, Pedro da Cunha e Menezes trouxe a leitura estratégica da política pública. Ele explicou que a Rede Brasileira de Trilhas foi desenhada para durar décadas e que sua força nasce do modelo de baixo para cima, construído por voluntários, associações e comunidades antes mesmo do reconhecimento estatal. Pedro falou sobre a importância das pegadas pretas e amarelas, explicando que elas são mais que sinalização: representam identidade nacional e evitam que o país seja fragmentado em centenas de modelos desconectados.

CELEBRAÇÃO – Renata Falzoni celebrou o lançamento da Trilha Amazônia Atlântica, no Pará, como uma festa para quem ama pedalar e caminhar por paisagens brasileiras. Pedro da Cunha e Menezes ressaltou que o estado ganha um legado concreto com as centenas de quilômetros da trilha, que conectam Belém à divisa com o Maranhão. Júlio Meyer resumiu que o grande desafio daqui em diante é organizar o movimento, mantendo todas as trilhas do país alinhadas na mesma direção.

Leia mais:  Ministério do Turismo sedia IX Encontro das Cidades Criativas Brasileiras da UNESCO, em Brasília (DF)

No final, o painel deixou uma mensagem forte: cada pegada preta e amarela pintada na madeira, na rocha ou no tronco – típicas da Rede Brasileira de Trilhas – não é apenas um sinal de orientação, mas um convite para transformar o Brasil com passos lentos, pedaladas longas e comunidades fortalecidas pelo turismo que respeita, gera dignidade e preserva.

PROGRAMAÇÃO – O estande do Ministério do Turismo tem uma programação robusta e estratégica ao longo das duas semanas da COP30. No Auditório Carimbó, especialistas nacionais e internacionais participam de debates de alto nível sobre turismo regenerativo, financiamento climático, justiça ambiental e a valorização de comunidades tradicionais, promovendo reflexões essenciais para o futuro do setor.

Por Cíntia Luna

Assessora de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

Comentários Facebook
publicidade

Turismo

Nova Ficha Digital de Hóspedes agiliza o check-in em mais 3.700 meios de hospedagem de todo o Brasil

Publicado

A nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) em formato 100% digital já é uma realidade para os clientes de 3.773 meios de hospedagem de todo o Brasil, que passaram a ter de adotar integralmente o sistema a partir dessa segunda-feira (20/4).

Muito similar ao sistema usado no check-in de voos no país, a FNRH Digital, desenvolvida pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), permite o preenchimento antecipado e online de dados via Gov.Br.

Todo o processo em hotéis, pousadas, resorts e outros meios de hospedagem – que vem sendo implementado gradativamente desde novembro de 2025 – pode ser rapidamente concluído a partir da leitura de um QR Code, link compartilhado ou dispositivo oferecido pelo estabelecimento.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, reforça benefícios da utilização do sistema eletrônico.

“A nova Ficha Digital de Hóspedes foca especialmente o hóspede, evitando filas desnecessárias no check-in e garantindo mais conforto e segurança. Além do grande avanço tecnológico e sim, isso significa eliminar o uso de papel, o que reforça ações do governo Lula voltadas à sustentabilidade. É mais um avanço para aumentar a contribuição do turismo ao desenvolvimento econômico e social do país, onde, com uma hotelaria mais moderna, mais pessoas vão ter chance de emprego e renda por meio do crescimento do setor”, apontou o ministro.

Leia mais:  Mulher Palanquera: conheça a nova atração turística da Colômbia

“Com a migração definitiva do setor, que está sendo amplamente orientada pelo Ministério do Turismo, estamos transformando a experiência tanto para o viajante quanto para o hoteleiro, que pode reduzir custos e aprimorar a gestão do seu negócio. Menos papel, mais agilidade e um turismo muito mais profissional”, acrescentou Gustavo Feliciano.

A adaptação do segmento à ferramenta avança principalmente nos estados de São Paulo (744), Minas Gerais (351), Rio de Janeiro (351), Santa Catarina (332) e Rio Grande do Sul (281).

Na região Nordeste, destaque para Bahia (242) e Ceará (212). Já no Centro-Oeste, Goiás já atinge 111 meios de hospedagem adequados, número que chega a 104 no Mato Grosso.

No Norte do país, por sua vez, a liderança é do Pará, com 70 adesões, e o Amazonas (60) ocupar em segundo lugar de empresas do ramo já enviam fichas em formato digital.

A transição para a FNRH Digital – que, no caso de hóspedes estrangeiros, não exigirá a necessidade de uma conta Gov.Br – é prevista na nova Lei Geral do Turismo, sancionada em 2024 pelo presidente Lula, e cumpre rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assegurando que o tratamento de informações seja feito em ambiente criptografado e controlado.

ACOMPANHAMENTO – O Ministério do Turismo reitera que a modernização exige adaptações por parte dos 19.231 meios de hospedagem de todo o país regularmente inscritos no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), independentemente de usarem sistemas de gestão próprios.

Leia mais:  Praias incríveis e experiências fazem do estado um dos destinos mais desejados do Brasil

A pasta acompanha a adoção do modelo pelo setor, tendo inclusive ampliado o prazo de adesão de 19 de fevereiro último para esta segunda-feira.

Empreendimentos não adequados ainda poderão fazê-lo. Caso contrário, estarão sujeitos a processo administrativo, com direito à ampla defesa, e a penalidades legais previstas, como advertência e multa, conforme a gravidade da infração.

A fiscalização é exercida pelo Ministério do Turismo e também pode ser delegada a estados e municípios. O processo inicia-se com sensibilização e notificação.

A regularidade no envio da FNRH Digital está ligada à manutenção do Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos); se o cadastro vencer, o envio é bloqueado, gerando inconformidade imediata e possíveis autos de infração.

ORIENTAÇÕES – O Ministério do Turismo vem orientando o setor quanto à transição para o novo sistema. O órgão tem organizado várias ações educativas, como um vídeo com as etapas do processo. Acesse clicando aqui.

O Ministério também criou uma página eletrônica de perguntas e respostas frequentes, onde é possível tirar dúvidas. Acesse clicando aqui.

Por André Martins

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana