Mato Grosso

Polícia Civil conclui inquérito e indicia autor por feminicídio de jovem morta a facadas

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A Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Mulher de Sinop concluiu o inquérito do feminicídio contra Maria Vitoria Nastacia Vieira, 20 anos, no dia 5 deste mês, e indiciou o autor do crime, de 22 anos, por homicídio qualificado em feminicídio, uma vez que o crime cometido demonstrou menosprezo à condição de mulher da vítima.

O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público e Poder Judiciário na segunda-feira (17.08). O indiciado tinha duas passagens criminais anteriores, uma por ameaça e outra por lesão corporal.

A delegada Renata Evangelista destacou que o laudo pericial do corpo da vítima contribuiu com a investigação inicial, que levou à prisão do investigado e sustentou os indícios de feminicídio, trazendo elementos suficientes para o indiciamento do autor do crime.

No laudo da Polícia Técnica e Identificação Oficial (Politec) ficou confirmado que a vítima recebeu quatro golpes de faca do autor do crime, dois no rosto, um no tórax e um na palma da mão, evidenciando o grau de violência contra a vítima.

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“Um homem mesmo sendo magro ou baixo, tem muito mais força do que uma mulher, então ele tinha total condição de contê-la ou imobilizá-la sem a necessidade de desferir vários golpes de faca e ceifar a vida da vítima”, acrescentou a delegada.

A titular da Delegacia da Mulher de Sinop pontuou ainda que a vítima não era garota de programa e que os envolvidos teriam combinado um encontro a três, já antes de saírem do bar em que se encontraram. A versão foi confirmada pelo terceiro envolvido no encontro, ouvido durante a investigação.

O crime

Conforme a versão do investigado, tudo começou na noite anterior ao crime quando a vítima, o indiciado e uma terceira pessoa se encontraram em um bar. Posteriormente, foram para a casa do autor do crime com o intuito de manter relação sexual.

No decorrer da noite, eles consumiram bebida alcoólica e drogas e, durante a madrugada, a outra pessoa saiu da casa, deixando vítima e o suspeito a sós. No início da manhã, ocorreu um desentendimento entre Maria Vitória e o autor do crime, que culminou com a morte da jovem.

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Ainda conforme a versão do investigado, a vítima teria lhe mordido e ele revidou, a agredindo. Em seguida, ela pegou uma faca e atingiu o investigado, que tomou a arma da vítima e a golpeou quatro vezes.

Mesmo ferida, a vítima conseguiu correr para fora da residência, mas caiu na rua, onde acabou morrendo. Já o suspeito foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros, em frente à casa, e encaminhado para o hospital, onde prestou depoimento à polícia.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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