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Porto de Santos terá Centro de Inovação em Gestão Portuária com apoio do Ministério de Portos e Aeroportos

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O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, participou nesta segunda-feira (22), em São José dos Campos (SP), do lançamento do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Gestão Portuária (CDTPORT), que será dedicado ao desenvolvimento de soluções inovadoras para a gestão e a logística do Porto de Santos. A iniciativa é fruto de uma parceria inédita entre a Autoridade Portuária de Santos (APS) e o Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos (PIT). O evento reuniu autoridades, representantes de startups, universidades, funcionários da APS e integrantes do ecossistema de inovação do PIT.

O ministro Silvio Costa Filho ressaltou que a criação do CDTPORT é estratégica para modernizar a gestão logística no Brasil, destacando que o setor portuário precisa avançar de uma agenda ainda “muito analógica” para uma agenda digital e tecnológica. “Investir em inovação significa melhorar a governança, reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade internacional dos nossos portos”, afirmou.

Ele afirmou que o ritmo de crescimento exige novas ferramentas de atuação e inovação. “O Porto de Santos cresce em média mais de 5% ao ano, enquanto as operações de contêineres avançam quase 10%. Para acompanhar esse ritmo, precisamos preparar o porto para os próximos anos, adotando novas ferramentas de monitoramento de caminhões e navios, garantindo mobilidade urbana, eficiência nas operações e maior integração com as cadeias produtivas do país. Essa parceria com o Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos será fundamental para construirmos o porto do futuro, mais sustentável, inovador e competitivo”, completou o ministro.

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Na avaliação do presidente do PIT, Jeferson Cheriegate, a integração entre a APS e o Parque de Inovação Tecnológica “une a robustez da logística portuária ao dinamismo de um ecossistema que faz da inovação uma vocação intrínseca”. Ele destacou que o modelo já gerou resultados em outras áreas, como no CDT de Saneamento, que desenvolveu medidores de vazão e de perda de água com inteligência artificial em parceria com universidades e startups.

Inovação para modernizar a logística
O CDTPORT tem como objetivo conectar o setor portuário a soluções tecnológicas de ponta, aproximando universidades, startups e especialistas do ambiente de pesquisa aplicada. Para viabilizar a iniciativa, foi assinado um termo de cooperação entre a APS e o PIT, além de um contrato de serviços técnicos especializados, que permitirá a estruturação do centro e o início das atividades.

Entre os primeiros projetos, está a criação de sistemas para monitorar e coordenar o fluxo de caminhões desde a origem da carga até a chegada ao Porto de Santos. A proposta é integrar as ações de forma mais eficiente, reduzindo custos e otimizando operações. Outro eixo de atuação será o fortalecimento do Hub de Inovação Portuária, por meio da contratação de consultoria especializada que apoiará a coordenação de uma comunidade já engajada na busca por melhorias para o setor.

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O diretor-presidente da APS, Anderson Pomini, reforçou a importância da iniciativa ao afirmar que “o Porto de Santos não estaria batendo recordes e projetando um novo sistema de tecnologia se não fosse por parcerias como esta. Nosso desafio é pensar o porto para os próximos 20 anos, ampliando a eficiência com inovação e planejamento”.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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MME abre consulta pública para alocação do ERCAP para incentivar o consumo de energia fora do horário de pico do sistema

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O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu, nesta segunda-feira (24/8), consulta pública para receber contribuições da sociedade e de agentes públicos e privados para aprimorar as regras de rateio dos custos da reserva de capacidade no Sistema Interligado Nacional (SIN). A proposta está alinhada à modernização do setor elétrico, promovida pela Lei nº 15.269/2025, e tem como objetivo incentivar o consumo de energia fora do horário de pico do sistema.

Atualmente, a regra de rateio do Encargo de Reserva de Capacidade (ERCAP) considera o pico máximo de consumo de cada consumidor ao longo do mês. Na prática, isso cria distorções, pois um consumidor paga o mesmo valor de encargo de reserva de capacidade independente se o seu pico de consumo acontece no maior período de geração (como solar no meio do dia) ou quando em domingos e madrugadas, quando a exigência sobre o sistema é baixa.

Com a nova proposta, o rateio do encargo passa a ser calculado com base no consumo verificado especificamente dentro do período de maior demanda máxima líquida do SIN. Esse período corresponde às horas em que o sistema efetivamente necessita de maior suporte de geração — em geral, no fim da tarde e início da noite de dias úteis, quando a produção solar diminui e a carga do país permanece elevada.

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A reserva de capacidade atua como uma garantia de segurança do fornecimento de energia. Por meio de leilões, as usinas são contratadas para atender o sistema, principalmente nos horários de maior demanda. As despesas dessas garantias são custeadas pelos agentes por meio do ERCAP.

A janela crítica compreenderá até quatro horas consecutivas em dias úteis, com horário exato a ser estabelecido pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A metodologia permitirá atualizações dinâmicas à medida que a matriz elétrica e os hábitos de consumo evoluem.

Cultura de gestão do consumo

A mudança gera um sinal econômico claro para criar uma cultura de eficiência e gestão ativa da demanda. Consumidores com maior flexibilidade operacional — como indústrias, sistemas de refrigeração, bombeamento, infraestruturas de recarga de veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia — terão incentivos financeiros para transferir suas atividades para fora da janela crítica.

Ao aliviar o consumo no horário de maior demanda operacional, o consumidor reduz sua parcela no rateio e paga menos encargo. No longo prazo, essa resposta do consumo reduz a necessidade de contratar novos leilões de reserva de capacidade, barateando a conta de energia para toda a sociedade.

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Outros avanços regulatórios

A proposta de decreto também introduz outros aprimoramentos para modernizar a regulação do setor:

  • Participação de Geradores: regulamenta a inclusão de geradores no rateio do ERCAP nos casos previstos em lei, sob regulação da ANEEL;
  • Armazenamento de Energia: adapta as regras de contratação e constituição de lastro para reconhecer novas tecnologias, como baterias e armazenamento hidráulico. Por não gerarem energia nova, mas apenas moverem carga no tempo, essas soluções ganham diretrizes específicas por leilão;
  • Mecanismos de Resposta da Demanda: prevê a cobertura, via ERCAP, dos custos de mecanismos competitivos estruturados pela ANEEL para incentivar a resposta do consumo e a geração nos momentos críticos;
  • Flexibilização do Encargo de Energia de Reserva (EER): Retira a obrigatoriedade de apuração anual do EER, permitindo que a ANEEL estabeleça uma apuração mais dinâmica e ajustada à migração de consumidores para o mercado livre.

Acesse aqui o Portal de Consulta Pública do MME.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | (61) 99129-3578 (fins de semana e feriados)
E-mail: [email protected]

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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